Câmera Record revela as várias faces da Transamazônica

Reportagem estreia projeto multiplataforma do jornalismo da Record TV

Publicado há um mês
Por André Santana
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Neste domingo (8), o Câmera Record revela as várias faces da Transamazônica. Os repórteres da Record TV percorreram mais de 2.000 km da estrada, a maioria trechos de terra. Uma jornada de 30 dias, superando desafios e imprevistos. Em 2020, a rodovia completa 50 anos da sua inauguração, que ocorreu no dia 8 de outubro de 1970.

Esta edição do programa também apresenta o primeiro capítulo de um novo projeto multiplataforma do Jornalismo da Record TV. Nos 50 anos da estrada sem fim, a equipe preparou documentários, outras reportagens com o tema, podcasts e um site exclusivo dentro da página oficial do Câmera Record, com mapa interativo para que o público possa percorrer junto com os repórteres o trajeto pela Transamazônica.

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Com a derrubada de uma castanheiro, o governo de Emílio Garrastazu Médici marcou a abertura da estrada que rasga a maior floresta tropical do planeta, em 1970. Mas até hoje, cinquenta anos depois, a obra segue sem data para ser concluída.

A rodovia mais polêmica do país coleciona histórias de vida, de morte, beleza e destruição. Pelo caminho, o programa encontra as mais diversas realidades. Pessoas ameaçadas de morte, trabalhadores em condições subumanas, caminhoneiros que amam a profissão, sonhadores em busca de riqueza. Gente que ano após ano enfrenta os mesmos obstáculos e perigos: poeira, lama, acidentes.

“Eu sou marcada para morrer. Minha vida está nas mãos dos policias que me protegem”, conta Maria Joel, que integra o Programa de Proteção à Pessoa do estado do Pará, desde que seu marido foi assassinado por grileiros. Um dos maiores fazendeiros da região conta que perdeu o irmão em conflito agrário. “Foi momento mais doloroso que eu senti na minha vida”, desabafa Silvério Fernandes.

No meio da mata, um registro da ação dos chamados serradores. Para sobreviver, eles derrubam árvores centenárias, clandestinamente. “Quando a árvore cai, ela parece que dá um grito. Às vezes, fico sonhando com isso, de noite”, revela um homem, que não quer se identificar.

Às margens da estrada, as precárias condições dos carvoeiros da Amazônia. “Eu nunca estudei, nunca fui pra escola, não sei escrever nem meu nome”, conta seu Antônio Balbino.

A equipe viaja também na boleia de um caminhão. “Eu adoro isso daqui. Pra mim, isso aqui não é sofrimento, pra mim é alegria! Transamazônia é a melhor rodovia do mundo!”, comemora Jamil, caminhoneiro que enfrenta os desafios da estrada há pelo menos 15 anos.

Há ainda aqueles que vagam pela estrada sem rumo certo. “Durmo no meio da floresta, durmo no chão mesmo”, diz o andarilho. E também gente que sonha um dia encontrar o Eldorado. “Garimpo é quase um vício, porque você está ganhando pouco. Aí, você acha que amanhã você vai ganhar mais”, espera o velho garimpeiro. E mais: cinco décadas depois, as obras realizadas para melhorar as condições da rodovia.

Apresentado por Marcus Hummel, o Câmera Record vai ao ar logo depois de A Fazenda, às 23h45.

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