Câmera Record mostra a vida dos moradores do maior lixão da América Latina, neste domingo

Publicado há 3 anos
Por João Paulo Reis
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Os repórteres do Câmera Record deste domingo (26/11) revelam como é a vida dos catadores no maior lixão da América Latina. Localizado a apenas 15 km da Praça dos Três Poderes, centro das decisões políticas do País, em uma área de 2 milhões de metros quadrados e com 50 metros de altura, o aterro da Estrutural segue recebendo 2,8 mil toneladas de lixo diariamente. Adultos e crianças convivem todos os dias com esse material, enfrentando condições desumanas e insalubres. O programa ainda consulta especialistas que opinam sobre como resolver o problema do lixo no Brasil.

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O aterro deveria ter sido desativado em 30 de outubro, mas o governo do Distrito Federal não encontrou uma solução para as mais de 2.500 famílias que dependem exclusivamente da renda que conseguem ao trabalhar no lixão. Pessoas que não têm outra escolha a não ser encarar a sujeira e os riscos para garantir a sobrevivência e que ainda vivem com sob uma ameaça: o possível fechamento em janeiro de 2018.

Samuel, de apenas 15 anos, já carrega a responsabilidade de sustentar a casa. Ele sonha em ser MC, mesmo depositando todas as suas energias na montanha de lixo. “As coisas estão difíceis, aí fica ruim, e eu venho já na intenção de conseguir um dinheiro bom já pra não faltar nada dentro de casa”, conta o garoto.

Segundo a UNICEF, 30% das crianças em idade escolar, que trabalham em lixões, nunca foram à escola. Fábio e Fabíola são irmãos. Ele tem 17 anos. Ela tem 12. O menino não passou da quarta série. Juntos, ganham cerca de R$ 1 mil por mês e metade é usada para o aluguel da casa onde moram com os avós. Os outros R$ 500 são para comprar comida. “O pouco com Deus é muito, cara, e o muito sem Deus é nada”, resume Fábio.

O rendimento dos catadores mais experientes é maior, varia entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil por mês. O que não muda é a exposição aos riscos constantes. Gilberto já encontrou lixo hospitalar misturado ao material que poderia ser reciclado. “É um perigo, porque você pode ficar doente de uma hora para outra”, relata.

Além dos catadores, há ainda quem more dentro do lixão. Aos 38 anos, Domingos vive em um barraco de lona pequeno, improvisado e sujo. “Não comprei nada, nem um prego eu comprei. Tudo aqui vem de dentro do lixo. Nem roupa eu vou comprar, minhas roupas, na maioria, são descartáveis”.

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