Câmera Record investiga causas da pior seca dos últimos 150 anos no Brasil

Publicado há 3 anos
Por João Paulo Reis
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O Câmera Record deste domingo (19/11), às 23h45, investiga o motivo pelo qual o Brasil passa pela pior seca dos últimos 150 anos. Os repórteres percorrem 2.300 km entre três estados brasileiros: Ceará, Piauí e Pernambuco, em uma jornada pelo semiárido nordestino, castigado pela falta de chuva.

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Uma viagem longa, de paisagens quase desérticas. São quase 800 cidades em situação de emergência pela falta de água. Em Salitre, no Ceará, a equipe se depara com terra seca, de coloração alaranjada, e campos inteiros desfolhados. Os filhos de Francineide, uma agricultora de 36 anos que viu o trabalho na roça acabar por conta da seca, hoje vivem de bicos para sustentar a família de seis pessoas. “Faz quase um ano que o reservatório não recebe uma gota de água sequer. Não tem água para todo mundo. Alguns ficam sem se banhar”, diz ela.

O programa descobre que, no pequeno distrito de Lago dos Crioulos, bem pertinho de Salitre, descendentes de escravos passam sede. E que a falta de água no quilombo se deve a um simples caminhão quebrado. “Água tá difícil demais. Aqui esse povoado tem muita cisterna, mas tudo seco”, diz uma moradora.

O responsável pela distribuição de água na comunidade quilombola, ao ser questionado, responde sem meias palavras: “O caminhão estava quebrado, entendeu? O caminhão quebrou e eu por isso não fui colocar mais água”.

No estado de Pernambuco, 62 municípios estão em situação de emergência devido à seca. Metade dos reservatórios de água opera com menos de 10% da capacidade.

Em Dormentes, que tem apenas 18 mil habitantes, pequenos agricultores tentam amenizar os efeitos da estiagem. Oswaldo é casado e tem dois filhos. Herdou a propriedade de oito hectares do sogro. Mas tornou-se refém da falta de chuva. Cava desesperadamente à procura do bem mais precioso da vida.  “A gente tem que enfrentar com coragem. Garra e coragem, não tem que encarar muito isso… Porque toda vida a gente enfrentou seca. Não é o primeiro ano que se enfrenta seca no Nordeste”, diz ele, com certa esperança e muita resistência.

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