Bruno Ferrari brinca com personagem de Salve-se Quem Puder: “Já estava um passo à frente de todos”

Aficionado por limpeza, Rafael já estaria preparado para a pandemia de covid-19

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Destaque na novela Salve-se Quem Puder como o empresário Rafael, Bruno Ferrari fez um balanço sobre seu personagem na trama e comentou como foi voltar às gravações em plena pandemia.

O rapaz comemorou a chance de participar de uma história leve e divertida, assim como a parceria com as atrizes Deborah Secco e Vitória Strada. Além disso, ele brincou com o fato de Rafael “estar um passo a frente de todos”.

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Como o personagem é aficionado por limpeza, está sempre de luvas e máscara em seu escritório. O fato, infelizmente, se tornou comum devido à covid-19, por isso ele pode ser considerado “pioneiro” no quesito prevenção – pelo menos na novela.

Em uma entrevista recente, o ator Bruno Ferrari falou tudo sobre seu papel em Salve-se Quem Puder, leia na íntegra.

O que você sentiu quando foi convocado para voltar a gravar Salve-se Quem Puder? E como foi voltar ao trabalho depois de tantos meses? 

Tivemos diversas reuniões com a produção, onde todos participaram, inclusive com a orientação de um médico para tirar nossas dúvidas. Levamos alguns dias para nos adaptarmos àquela nova realidade. Ficamos mais confiantes e o trabalho rendeu mais do que o esperado. 

Você encontrou algum tipo de dificuldade para voltar a interpretar o Rafael?

Não, depois de três ou quatro dias já me sentia mais à vontade. Confesso que durante o isolamento minha preocupação e atenção estavam voltados para o bem-estar da minha família e com tudo que estava acontecendo na saúde do nosso país. Tive que separar as coisas, um dia de cada vez, cada problema no seu tempo, para voltar a me concentrar nas gravações e no trabalho. 

Como foi contracenar com a distância necessária e/ou utilizando com algum equipamento para manter o elenco separado? Sentiu alguma estranheza?

Somos latinos, gesticulamos, e nos abraçamos muito. É algo natural para a gente. Tive uma certa dificuldade em relação a isso. Não só em cena, mas na vida também. Até hoje, né? Em função do distanciamento social ainda precisamos seguir adotando essas medidas. Vivi a experiência de beijar o acrílico (risos), mas também ficamos em quarentena num hotel para que pudéssemos fazer as outras cenas de beijo. 

Como você descreveria a trajetória do Rafael na história? Acredita que ele foi um dos pioneiros na ficção em se cuidar na prevenção de vírus e bactérias?

Rafael virou meme, né?  Muitas pessoas me mandaram mensagens dizendo que o Daniel (Ortiz, autor) era vidente. Ao voltar a gravar nos Estúdios Globo durante a pandemia eu me senti muito mais à vontade em cena. Até mesmo porque agora Rafael não era um solitário no quesito prevenção a bactérias. Era só eu olhar ao redor, para a equipe de produção, e todos estavam iguais: com máscaras, luvas, álcool em gel… Foi inusitado. O personagem me ensinou todos os cuidados necessários para o que estamos vivendo nesta pandemia. Quando o coronavírus chegou, eu já estava um passo à frente de todos. (risos) 

O personagem tem mania de limpeza (Reprodução/Globo)

Há uma torcida grande e dividida nas redes sociais pelo casal #Kyrael Rafael e Kyra. Você também sente isso? 

Sim, muito.  Rafael é louco por ela. Já ouvi pessoas que dizem: ‘como ele acreditou naquele encontro espiritual e nas invenções da Alexia?’ Quando você está apaixonado ou sofre alguma perda trágica, no caso o Rafael, ele viveu essas duas situações, você quer acreditar em qualquer coisa que dê um alívio a sua dor. Por mais absurda que seja a história criada pela Alexia/Josimara, Rafael tenta se apegar a isso para continuar ‘sentindo’ a presença da noiva. Então, óbvio que eu torço para esse casal. Rafael merece, mas teremos que aguardar até o final da novela para saber o que o autor decidiu. 

Qual você considera a cena mais marcante do Rafael na novela?

Ah, sem dúvida o primeiro “reencontro espiritual” entre Rafael e Kyra. Adorei gravar essa cena, que foi inspirada naquela sequência clássica do Patrick Swayze e Demi Moore no filme ‘Ghost’. O Fred (Mayrink, diretor artístico) nos deu toda a liberdade, tempo e calma…para sentirmos o que realmente a cena pedia. Tenho um carinho especial por ela e estou feliz por revê-la esta semana. Foi um trabalho especial, independentemente de todas as adversidades que vivemos ainda hoje. 

Rafael em cena com Kyra (Vitória Strada) e Alexia (Deborah Secco) – Reprodução/Globo

Qual o balanço que você faz deste trabalho?

Fomos muito felizes durante todo o processo. Fizemos uma novela leve, gostosa, sem pretensões, com o simples intuito de alegrar as pessoas e acho que conseguimos. Ainda conquistamos um público infanto-juvenil, o que me deixou bem alegre também. Finalizar esse trabalho em tempos de pandemia foi uma conquista enorme para todos nós.

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