Bolsonaro no JN: Bonner defende Folha de S.Paulo e web comenta

Publicado há 2 anos
Por Clara Ribeiro
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Um dia após o segundo turno das eleições, Jair Bolsonaro, do PSL, que foi eleito para ser o próximo Presidente da República, concedeu entrevistas aos principais canais de televisão.

O primeiro veículo escolhido para dar declarações sobre seu futuro governo foi a Record TV. Logo após, foi a vez do SBT, em seu jornal noturno.

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Posteriormente, o político pode ser entrevistado por William Bonner e Renata Vasconcellos, no Jornal Nacional, da Globo.

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Nesta sabatina, Jair Bolsonaro foi questionado, por exemplo, sobre as fake news, que se tornaram protagonistas destas últimas eleições, proporcionando uma verdadeira guerra no âmbito da comunicação.

Bonner pergunta sobre liberdade de imprensa

Uma das questões polêmicas da entrevista a Jair Bolsonaro foi sobre a liberdade de imprensa, permeando também sobre fake news.

Veja como foi a pergunta de Bonner:

“O senhor sempre se declara enfaticamente sobre a liberdade de imprensa, mas em alguns momentos da campanha chegou a desejar que um jornal [Folha de S.Paulo] desejasse de existir.

É indiscutível que a imprensa é imune a erros nem a críticas, isso vale para qualquer órgão da imprensa profissional. Mas também é fato que a imprensa livre é um pilar da democracia.

Como presidente eleito, o senhor vai continuar defendendo a liberdade da imprensa e a liberdade do cidadão de escolher o que quiser ler, ver e ouvir?”

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Jair Bolsonaro dá resposta, citando caso de Valdelice, sua funcionária investigada.

“Totalmente favorável à liberdade de imprensa. Temos a questão da propaganda oficial do governo que é uma outra coisa.

Mas aproveito o momento para que nós façamos justiça aqui no Brasil. Tem uma senhora de nome Valdelice, minha funcionária, que tinha uma lojinha de açaí. O jornal Folha de S.Paulo foi lá dia 10 de janeiro e a rotulou de forma injusta como [funcionária] fantasma. É uma mulher, negra e pobre, só que nesse dia ela estava de férias.

Então, ações como essa, por parte de uma imprensa, que mesmo a gente mostrando a injustiça cometida com essa senhora, não volta atrás, logicamente eu não tenho que considerar essa imprensa digna.

Não quero que ela acabe, mas no que depender de mim, na propaganda oficial do governo, a imprensa que se comportar dessa maneira, mentindo descaradamente não terá apoio do governo federal”.

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Logo após a fala de Bolsonaro, William Bonner tenta uma reafirmação dele sobre o jornal Folha de S.Paulo. “Então o senhor não quer que esse jornal acabe?”, perguntou o âncora do JN.

“Por si só esse jornal já acabou, não tem prestígio nenhum. Quase todas as fake news que se voltaram contra mim partiram da Folha de S.Paulo. Inclusive, a última, que eu teria contratado empresários para espalhar notícias contra o PT”, declarou Bolsonaro.

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Bonner então pede a palavra para falar da Folha de S.Paulo

“Presidente, me permita. Como editor-chefe do Jornal Nacional, eu tenho um testemunho a fazer”, iniciou Bonner pedindo licença ao político.

E continuou, contando uma experiência própria. “Às vezes, eu mesmo achei que críticas que o jornal Folha de S.Paulo tenha feito ao Jornal Nacional tenham sido injustas. Isso aconteceu algumas vezes. Mas, para ser justo, o jornal sempre nos abriu a possibilidade de nos apresentar, a nossa discordância, de apresentar os nossos argumentos”.

Bonner também aproveitou para defender o veículo: “A Folha é um jornal sério, importantíssimo na democracia brasileira. É um papel que a imprensa nacional desempenha e a Folha faz parte desse grupo”, finalizando seu parecer e dando continuidade à entrevista.

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Declaração de Bonner repercutiu na web

Os telespectadores correram para as redes sociais para opinarem sobre a entrevista de Jair Bolsonaro ao Jornal Nacional.

A declaração de Bonner, contudo, foi o mote principal dos comentários. Selecionamos alguns deles, veja só:

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