Bebê a Bordo no Viva: Censura, morte de atriz, sonhos eróticos e outros fatos que marcaram a novela

Publicado há 3 anos
Por Leandro Lel Lima
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Bebê a Bordo está mais do que confirmada na programação do Canal Viva. A trama de Carlos Lombardi estreia dia 15/01 na faixa das 15h30 e traz muito humor e doses leves de um drama envolvendo um bebê.

Já falamos aqui sobre a trilha sonora da novela que conta com clássicos dos anos 80,  mas agora vamos contar um pouco dos bastidores do folhetim escrito em 1988 na faixa das 19h.

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Com 209 capítulos, Lombardi usou e abusou de sua criatividade e humor para contar a história de um bebê que nasce dentro de um carro e acaba sendo criado pela sua avó, o que nem a mãe da garotinha sabe, e tem como missão unir todos os núcleos.

Censura 

Inicialmente a história protagonizada por Isabela Garcia se chamaria Filha da Mãe, mas por conta do duplo sentido contido no título, a censura vetou o nome. José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, então batizou a trama de Bebê a Bordo.

Carla Marins já fez muito sucesso em História de Amor como a filha chata de Helena, mas em Bebê a Bordo ela interpretou Sininho, uma moça avoada. Algumas das cenas da personagem foram vetadas pelos censores.

O folhetim foi levado ao ar na faixa das 19h, tradicionalmente conhecida por ter muitas cenas de humor e ação, mas por pouco não foi transferido para às 21h. Roberto Talma, diretor da novela, foi até Brasília para negociar com a justiça.

Os censores alegaram que algumas cenas, entre elas, a de uma discussão envolvendo a protagonista Ana, Isabela Garcia, não condizia com o horário de exibição, mas Talma conseguiu contornar essa e outras situações.

Morte de Dina Sfat

Uma das atrizes mais respeitadas pela classe artística, críticos e público, Dina tinha papel central na história de Heleninha. A atriz deu vida à Laura, a avó que a ajuda a criar a menina. Um mês após a trama acabar, março de 1989, Dina faleceu de câncer. Bel Kutner, filha da atriz, também esteve em cenas de flashback da personagem. Dina foi casada com o ator Paulo José.

Dina Sfat era Laura em Bebê a Bordo, (Nelson Di Rago/TV Globo)

Tony Ramos, o atrapalhado 

Tonico Ladeira era uma mistura de Carlos Lombardi e Roberto Talma, autor e diretor da novela, respectivamente. Carlos escreveu o personagem com características suas e também de seu colega de trabalho.

Tony na clássica cena do parto de Bebê a Bordo, 1988 (Reprodução)

Tonico era um cara ansioso, que falava depressa e acabava se enrolando com as palavras, dizia que estava de dieta, era consumista e hipocondríaco. Vale ressaltar que este é um dos personagens mais diferentes que Tony fez na TV.

Vale a Pena Ver de Novo

Bebê a Bordo já foi reprisada, mas na Globo, no horário da tarde, Vale a Pena Ver de Novo. A história já foi exibida também em Moçambique e Portugal.

Moda e neo-hippies

Guilherme Fontes era um entregador de pizza que não ligava muito para o visual, como higiene fazia parte do seu serviço, a figurinista Sônia Soares teve a ideia de colocar lenços na cabeça do personagem como forma de dar um tom mais “arrumadinho” ao estilo do rapaz. Deu certo. Virou moda entre os homens da época.

Guilherme Fontes e Guilherme Leme em Bebê a Bordo, 1988. (Nelson Di Rago/TV Globo)

A cena do parto que parou São Paulo

Heleninha nasceu dentro de um carro em uma região movimentadíssima de São Paulo, esquina da Avenida Brigadeiro Faria Lima com Avenida Nove de Julho e na Rua Augusta. Segundo o site Memória Globo, a gravação parou a região oeste da capital.

Bebê a bordo e seus dublês

Heleninha é o eixo central da história e para não correr riscos e ainda garantir a segurança e o conforto do bebê, outras crianças se revezavam no papel. Enquanto era um bebê de colo coube a Roberto e Adriana se revezarem, depois foi a vez de Caroline e Beatriz Bertú, que se destacou mais.

São Paulo dentro do Rio de Janeiro

A história se passava em São Paulo, mas ganhou no Rio de Janeiro uma cidade cenográfica.

Sonhos eróticos, filmes reais

Maria Zilda Bethlem deu vida à Ângela, uma mulher que dedicou a vida para cuidar dos irmãos, Zetó, Jorge Fernando, e Caco, Tarcísio Filho, mas se apaixona pelo locutor Tonhão, José de Abreu. Em seus sonhos passa a ter fantasias eróticas, que nas mãos do diretor Paulo Trevisam ganham um acabamento especial.

Maria Zilda Bethlem e José de Abreu em Bebê a Bordo, 1988. (TV Globo)
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