Bárbara França disputou papel de Poderosa com Day Mesquita: “Não era pra ser”

Publicado há 10 meses
Por Cadu Safner
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A Record TV estreia na terça-feira (10) sua mais nova produção das 20h30, Amor Sem Igual. A trama escrita por Cristianne Fridman chega para substituir Topíssima, da mesma autora. Amor Sem Igual traz a atriz Bárbara França no papel de Fernanda, filha de Ramiro, vivido por Juan Alba. Em entrevista ao Observatório da Televisão, a atriz conta como se deu sua chegada à novela da Record TV e relembra momentos marcantes da carreira. Entre os relatos, Bárbara revela ter feito teste para viver a protagonista de Amor Sem Igual, a Poderosa, papel que ficou com Day Mesquita. Confira:

Como aconteceu sua chegada em Amor Sem Igual?

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Eu estava fazendo alguns testes na Netflix. Eu tive que optar por uma série de lá e uma novela aqui. Escolhi a novela porque pra mim era uma personagem muito legal, tem uma proporção na taram muito boa e eu queria conhecer o trabalho daqui.

O que Fernanda, sua personagem, tem de você?

É uma personagem muito legal. A Fernanda e eu abraçamos a mesma causa, causas humanitárias. Ela tem essa coisa da filantropia. Ela tem muito disso e eu Bárbara, fui criada pela família (e não é papo de coletiva não). Desde pequena vou almoçar na casa dos meus porteiros, com os meus taxistas, com a galera que sempre me serviu muito bem, com todo mundo que disponibilizou do seu trabalho para mim, tenho uma relação afetiva com eles. Essa generosidade e empatia é uma coisa que tenho em comum com a personagem.

Como você avalia sua personagem em Verão 90, que era inspirada em um caso da vida real retratado no Linha Direta?

Foi uma coincidência sinistra, bizarra, e eu estava comentando com Rafael Sardão porque foi quando eu conheci ele, e foi meu primeiro trabalho na Globo e ele fazia um assassino. Era o caso que ficou muito conhecido no Rio de Janeiro que era o da Mônica Granuzzo, e Verão 90 tinha alguns casos que realmente aconteceram na vida real.

E ai quando eu recebi este convite eu comentei com as autoras de Verão 90. Elas falaram: ‘Olha, é um caso que realmente aconteceu na década de 90 do Rio, da Mônica Granuzzo’. Isso me arrepiou a alma. E não era para ser eu, era pra ser Sophia Abraao e eu entrei depois. Era para ser eu. E eu tinha feito ela no Linha Direta. Foi a morta que ficou mais viva na novela. Eu morri e ela continuou na boca dos personagens na novela inteira.

Você fez teste para ser a Poderosa?

Fiz, fiz alguns testes. Tudo acontece da maneira que tem que acontecer. Quando eu soube da personagem da Fernanda e recebi a sinopse dela, eu me encantei demais. Eu sou mito grata, não foi a Poderosa, mas não era pra ser. E eu estou abraçando com muito amor e carinho. Essa novela essá muito legal. Eu acho que vai ser um sucesso.

Amor Sem Igual é uma novela que você vai fazer completa, diferente das outras, né?

Desta vez não vão me matar, dessa vez eu não vou morrer. Em Linha Direta e Verão 90 e até em Os Dez Mandamentos, né? O povo adora me matar. Me olham e acham que vou dar uma boa morta (rs)

Conte-nos um pouco sobre a Fernanda?

Ela tem essa coisa de abraçar as causas humanitárias. Ela é muito generosa, da filantropia, de ajudar o outro, ela ajuda o próximo, ela tira a roupa do corpo para dar ao outro, entrega sopa para os moradores de rua. Ela é muito rica e tem tudo para ser arrogante eegoista, mas ela não faz isso, ela faz o oposto.

Como você vai trabalhar com a questão dele amar o pai e não poder ajudá-lo com a doação de órgãos?

É difícil, ela ama o irmão também e mesmo ele sendo safado, a única pessoa com ele ele é legal é com a irmã. Vai ser muito difícil ter um pai à beira da morte e não poder ajudar.

Você já perdeu oportunidade com o preconceito por você ser bonita?

Se eu perdi oportunidades eu não sei. Mas na questão do preconceito é muito no sentido de ‘só tem isso para oferecer. Só tem rostinho bonito e não tem mais nada’. O preconceito é neste lugar. Eu tenho conteúdo, eu estudo, me qualifico.

Os personagens que eu fiz tem sido bem diferentes. Na Malhação eu fiz uma vilã, fiz um filme onde era uma personagem louca. Mas muitas vezes eu pego a mais fofinha, a princesinha. E eu queria pegar um personagem de, sei lá, uma policial.

Você faria de tudo por uma personagem, como mudança no visual?

Lógico, eu sou muito trabalho acima de tudo. Se tiver que ficar careca ou pintar o cabelo de verde, estou ai.

Qual balanço você faz deste ano?

Foi um ano para gente se dar conta de que basta estar vivo. Não podemos programar nada porque a vida pode dar uma rasteira na gente. Então, é viver o dia de hoje, saúde é o que importa. Foi um ano muito difícil, eu perdi meu avô, foi um ano de muitas perdas, um ano pesado.

Quando eu cheguei do enterro do meu avô, arrasada, me ligaram da novela dizendo que eu faria a Fernanda. Ele era muto noveleiro, ele recortava todas as revistas que eu estava. E a Fernanda tem um laço muito forte com a avó. Então eu tenho certeza que eu pegue o papel que era pra mim.

***Entrevista realizada pelo jornalista André Romano

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