Atrizes aprendem dança em tecidos para as filmagens de Amor Sem Igual

Publicado há 6 meses
Por Arthur Pazin
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Em muitas cenas de telenovelas são utilizados os famosos dublês para poupar os atores de possíveis desgastes ou perigos. Na novela Amor Sem Igual, as atrizes Sthefany Brito, Juliana Lohmann e Malu Falangola dispensam o uso desses profissionais nas cenas em que suas personagens se apresentam no Mademoiselle Olympia Night Club.

Elas tiveram aulas de tecido acrobático, também conhecido como tecido aéreo ou circense, cerca de duas vezes por semana com a profissional de dança Karla Klemente no Rio de Janeiro.

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Intérprete da prostituta Donatella, conhecida no clube noturno como Doutorzinha, Sthefany Brito conta que não é a primeira vez que pratica acrobacia em tecidos, mas fala da dificuldade em reaprender esta atividade, da necessidade de concentração para executar os movimentos e de como estes exercícios exigem força física.

“Eu fiz muito novinha, para uma peça de teatro. Não tinha medo de nada, então eu me jogava. Hoje mais velha, as coisas são diferentes. Mas é uma delícia de fazer, ter esse reencontro com o tecido foi muito legal e você precisa ter muita força no braço e abdômen.”

É desafiante. Eu saía de lá com dores aonde eu nem imaginava que poderia doer. Além de lindo é um mega exercício físico, é muito técnico, é preciso estar presente, não pode pensar em outra coisa, igual na academia quando faz agachamento.”

Se você não prender o pé direito você pode cair. Se não enrolar o tecido direito você pode cair, tem que estar muito consciente. No início eu nem estava malhando mais, sentia algumas dores e acabou sendo meu exercício principal na época.”

Acho que peguei rápido a subida, mas é muito técnico, você tem que entender e aprender os movimentos para fazer os números finais. É mais perder o medo, saber que você está ali segura, que não vai cair e se jogar mesmo, sem parar pra pensar”, contou a atriz.

Juliana Lohman, que vive a garota de programa Cindy, também revela não ser a primeira vez que pratica acrobacia em tiras de pano. No entanto, a atriz nascida em Niterói afirma ter passado por uma verdadeira superação para voltar a praticar com os tecidos.

“Quando eu era mais nova cheguei a fazer um tempo de acrobacia com tecidos, é uma experiência que guardo com carinho, eu gostei muito de fazer e sempre alimentei uma vontade de voltar.”

E quando foi falado que a gente fatia acrobacia fiquei super feliz, um pouco receosa por causa de um problema que tenho no joelho, então foi um processo de muita superação pra mim, de muita fisioterapia, de sentir dor também mas aos poucos eu fui conseguindo fazer e foi dando tudo certo”.

Única estreante na prática de tecido acrobático entre as três atrizes, Malu Falangola, a Ioná, diz ter se apaixonado pela atividade, apesar da dificuldade, e conta que a incluiu nas suas atividades a ponto de ter transformado a qualidade de vida.

Para mim é inédito, eu nunca tinha nem encostado num tecido. Quando começamos a ter aula foi muito rápido, tínhamos que evoluir para a gravação e as meninas já tinham alguma experiência e eu não.”

Tive que ralar, mas ao tempo que é muito difícil é muito prazeroso. Agora eu estou apaixonada pelo tecido, é um exercício super diferente, não tem em todo lugar e me fez mudar minha qualidade de vida. Meu corpo, atividade física, alimentação, mudou realmente minha vida.”

O tecido é complementar à academia, mas meu corpo mudou completamente, minha energia mudou, eu acho que os personagens nos levam a mudar nossas vidas.”

Tive bastante dificuldade, eu tenho medo de altura, descobri isso, eu entrava em pânico, passei meses fazendo acrobacias mais baixo que as outras meninas. Só de depois de um tempo que eu comecei a não ligar mais para altura”, disse Malu Falangola.

A bailarina e professora de dança, Karla Klemente, responsável pelo treinamento das atrizes, ressalta a dificuldade dos exercícios, mas elogia o desempenho delas nas aulas de tecido acrobático:

“Para o tecido é preciso pegar resistência, não é só aprender a dança. Você precisa ir estruturando seu corpo para que ele ganhe resistência para fazer e repetir, como é em uma cena de TV.”

É difícil, mas exige técnica e prática. As atrizes foram muito competentes, elas tiveram muita vontade de aprender. Eu fico muito orgulhosa quando vejo em cena, quando as vejo se superando. É muito gratificante”, explicou a professora de dança.

Donatella, Cindy e Ioná ainda vão exigir muito o bom desempenho de suas intérpretes nas próximas apresentações de tecido aéreo no clube noturno de Olympia (Françoise Forton). Amor Sem Igual é escrita por Cristianne Fridman e tem direção geral de Rudi Lagemann.

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