Atriz Erika Januza se manifesta sobre representatividade negra na TV

Publicado há 3 anos
Por Renan Vieira
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A televisão raramente foi um exemplo de representatividade do país. Apesar de ser uma nação miscigenada, nem todo brasileiro se identifica com os estereótipos da TV. Com isso, a falta de diversidade étnica dos comerciais aos protagonistas de novelas, volta e meia, se torna parte de um amplo debate social. A atriz da emissora carioca Erika Januza, por exemplo, falou sobre o tema.

“Nós, negros, nos vemos muito pouco na televisão. A maioria da população brasileira é negra e eu acho que a gente não tem um número de negros na TV que corresponda a essa realidade. E é importante se ver na TV”, afirmou em entrevista à Folhapress.

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Erika Januza acabou de interpretar um papel de sucesso em uma novela das 21h. Ela fez a juíza Raquel, de O Outro Lado do Paraíso. Vale lembrar que a personagem sofreu racismo ao longo da novela. “Quantos relatos eu ouvi de pessoas que se identificaram com a história da personagem… É ficção, mas há uma função social. Quando podemos passar uma mensagem positiva, aí nós cumprimos nosso papel [como atores]. Dá a sensação de que eu cumpri um pouco da minha missão como ser humano”, explicou à publicação.

Recentemente, isso ocorreu com a novela Segundo Sol, da Globo, que se passa na Bahia, mas os personagens não são etnicamente como se espera. O estado possui quase 80% de sua população que não se considera branca. Mas os artistas que fazem os papéis principais se consideram brancos; nenhum pardo ou negro. Esse cenário levou o Ministério Público a notificar a Globo recomendando maior diversidade em suas telenovelas.

Walcyr Carrasco diz que Erika Januza foi realmente uma protagonista em O Outro Lado do Paraíso

Feliz com os resultados de sua novela, O Outro Lado do Paraíso, que se aproximou do êxito de Avenida Brasil, Walcyr Carrasco decidiu falar. Ele mencionou a atriz Erika Januza, que se deu bem no papel da juíza Raquel. Para ele, ela foi realmente uma protagonista. “Não faço a avaliação dos que mais se destacaram, mas Erika foi realmente uma protagonista, belíssima e sensível”, afirmou ele, em entrevista ao jornal Extra.

Questionado sobre o sucesso da trama, o novelista declarou: “O maior acerto foi apostar num estilo de novela que andava em desuso, o melodrama absoluto, com temas atuais e marcantes para a sociedade, como a violência contra a mulher, o abuso sexual e a doação de órgãos”.

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