Ator trans de Salve-se Quem Puder fala sobre o personagem e revela que foi expulso de casa: “Perdi tudo”

Publicado há 8 meses
Por Guilherme Rodrigues
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No ar como o office boy Catatau de Salve-se Quem Puder, trama das 19h de Daniel Ortiz, o ator transexual Bernardo de Assis fez a retirada das mamas em 2018 e contou em entrevista que sonha em remover o útero e os ovários.

“O SUS não faz essa cirurgia, que é extremamente cara. Estimo que custa uns R$ 20 mil. É meu sonho. Quem usa testosterona é para sempre. Com essa cirurgia, o nível de hormônios poderia diminuir, eu não precisaria aplicar tantas vezes. É uma melhora de 100% na qualidade de vida”, afirmou o astro à Patrícia Kogut.

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O famoso, que está com 25 anos, disse que seu personagem possui um interesse por Renatinha (Juliana Alves). “Mas só leva foras. Ainda não sei se existe a chance de ele ser um homem trans. Se for, será incrível. Caso seja cisgênero, vai continuar incrível, porque serei eu ali interpretando”, analisou.

“Quando começaram a sair fotos e souberam que eu ia fazer a novela, recebi muitas mensagens, 98% delas de pessoas trans me agradecendo, dizendo que é boa a representação, mesmo não sendo um papel trans. Acho legal abordar outras histórias também e não mostrar só a nossa dor. Que haja cada vez mais atores trans em personagens corriqueiros. Mas vamos continuar militando”, garantiu o artista.

Com relação à família, o ator revelou que não lidaram bem com o fato dele ser trans. “Eu faço parte desse mundo infeliz de pessoas trans que são expulsas de casa e não têm contato com a família e os amigos”, lamentou.

“Perdi tudo. Hoje eu falo disso com tranquilidade, mas já passei por muita coisa. Se fosse há um ou dois anos, eu provavelmente estaria aos prantos. Minha mãe sempre tentava reprimir toda e qualquer expressividade masculina”, relembrou.

“Quando cortei meu cabelo curtinho e comprei roupas que achava que combinavam com meu gênero, não teve muita conversa. Eu fui fazer um espetáculo em Blumenau e recebi uma mensagem dela dizendo que não era para voltar. Eu nem tinha adotado um nome. Estava devagar, criando forças para contar”, falou Bernardo.

“Todos dizem que é difícil para os pais, mas ninguém leva em conta as nossas perspectivas. Quando eu tentava falar, chorava, gaguejava e apanhava por causa disso. Meu pai ficou quieto, em cima do muro. Ele já tinha seu lado escolhido. Então, ao deixar o convívio com eles, pude ser quem eu sou”, concluiu Assis.

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