Assim como Se Eu Fechar os Olhos Agora, outras minisséries adaptadas de best sellers recentes à sua época

Publicado há 2 anos
Por Fábio Costa
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Nesta terça-feira, a TV Globo exibirá o último dos 10 capítulos da minissérie Se Eu Fechar os Olhos Agora, de Ricardo Linhares. A base para a produção foi o romance homônimo escrito por Edney Silvestre e lançado em 2009. Gravada em 2017, só agora a minissérie chega à televisão. Anteriormente, esteve disponível para os assinantes do Now.

Inegavelmente, em geral as adaptações feitas pela televisão costumam ser de romances “clássicos”, já consagrados por público e crítica. Como a tônica das novelas das 18h da Globo entre as décadas de 1970 e 1980. Por isso, com toda a certeza deve ser saudada a iniciativa de transpor uma obra recente. Todavia, não foi a primeira vez que isso aconteceu. Vamos relembrar outros casos de best sellers recentes que a televisão decidiu adaptar.

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Anarquistas, Graças a Deus

Lançado em 1979, o livro Anarquistas, Graças a Deus trata das memórias de infância da escritora Zélia Gattai. Já em 1982 foi adaptado para a televisão por Walter George Durst, com direção de Walter Avancini. Desejava-se que ocupasse a faixa das 18h, como novela. Houve problemas com a Censura, de tal forma que apenas em 1984, no formato de minissérie, a obra ganhou as telas. A ação é situada na década de 1920, em São Paulo, onde a menina Zélia (Daniele Rodrigues) acompanha o dia a dia de sua família, liderada pelo pai Ernesto (Ney Latorraca) e pela mãe Angelina (Débora Duarte).

O Sorriso do Lagarto

O romance de João Ubaldo Ribeiro foi lançado em 1989. A TV Globo exibiu em 1991 a adaptação para minissérie feita pela produtora independente TV Plus, com texto de Walther Negrão e Geraldo Carneiro e direção de Roberto Talma. O Sorriso do Lagarto aliava em sua trama um triângulo amoroso e escusas experiências genéticas. O biólogo João Pedroso (Tony Ramos) se envolve com Ana Clara (Maitê Proença). Ela é esposa do secretário de Saúde, Ângelo Marcos (Raul Cortez). Enquanto isso, o Dr. Lúcio Nemésio (José Lewgoy) faz tentativas em torno da criação de uma espécie sub-humana.

Agosto

José Mayer e Vera Fischer em Agosto (Divulgação/TV Globo)

Rubem Fonseca lançou o romance Agosto em 1990, e em 1993 a TV Globo adaptou a obra para uma minissérie de 16 capítulos. O texto coube a Jorge Furtado e Giba Assis Brasil e a direção foi de Paulo José, Denise Saraceni e José Henrique Fonseca. A saber, Carlos Manga atuou como supervisor artístico. A história mescla ficção e realidade e centraliza os fatos em agosto de 1954, mês no qual o presidente Getúlio Vargas cometeu suicídio. O policial Alberto Mattos (José Mayer) se vê envolvido numa grande intriga policial diretamente relacionada à morte do presidente. Paralelamente, a divisão de Mattos entre a antiga namorada Alice (Vera Fischer) e a jovem Salete (Letícia Sabatella). Esta é apaixonada por ele, conquanto seja amante do mau-caráter Luiz Magalhães (Hugo Carvana).

Memorial de Maria Moura

Glória Pires protagonizou “Memorial de Maria Moura” (Reprodução/TV Globo)

Rachel de Queiroz lançou Memorial de Maria Moura em 1992. Com efeito, a escritora relutou em vender os direitos do romance à TV Globo, uma vez que não gostou do resultado da versão que outra obra sua, As Três Marias, recebeu em 1980. Todavia, acabou cedendo ante garantias de que na nova oportunidade seria diferente. Maria (Glória Pires) é a protagonista desta verdadeira saga passada no século 19, centrada em disputas de terras. A saber, a minissérie originada do livro teve 24 capítulos e fez grande sucesso quando exibida, em 1994. A adaptação foi de Jorge Furtado e Carlos Gerbase. A direção foi de Roberto Farias, Denise Saraceni e Mauro Mendonça Filho, com supervisão artística de Carlos Manga.

Decadência

Dias Gomes escreveu o livro Decadência e lançou-o em 1995, mesmo ano em que a TV Globo exibiu uma minissérie baseada nele, com texto do mesmo Dias e direção de Roberto Farias e Ignácio Coqueiro. Os fatos da minissérie ocorrem entre 1984 e 1992, ou seja, entre as Diretas Já e o Fora Collor. Mariel (Edson Celulari) é o menino pobre tomado como agregado e empregado pela rica família Tavares Branco. Justamente em virtude dessa sua condição, não é visto como partido para Carla (Adriana Esteves), uma das filhas do clã. Ele decide ascender e se torna pastor, líder de uma igreja evangélica que angaria mais e mais fiéis e usa das piores artimanhas. À época da exibição, a Igreja Universal do Reino de Deus entrou na Justiça exigindo indenização por danos morais.

Hilda Furacão

Ana Paula Arósio viveu Hilda Furacão (divulgação)

O romance de Roberto Drummond sobre a lendária cortesã que escandalizava as mulheres e encantava os homens de Belo Horizonte nos anos 1950 foi lançado em 1991. Em 1997, a novelista Glória Perez iniciou os trabalhos de adaptação para uma minissérie que seria lançada ainda naquele ano, com Jorge Fernando na direção. Só para ilustrar, Letícia Spiller seria Hilda, Marcello Novaes o Frei Malthus (por quem Hilda se apaixona e vice-versa) e Marcos Winter o próprio Roberto Drummond. Ademais, apenas no ano seguinte, com Wolf Maya dirigindo e Ana Paula Arósio no papel principal, foi que a TV Globo enfim produziu a minissérie. Rodrigo Santoro ficou com o papel de Malthus e Danton Mello com o de Roberto.

A Casa das Sete Mulheres

Protagonistas de A Casa das Sete Mulheres (divulgação)

O romance de Letícia Wierzchowski foi lançado em 2002 e foi adaptado por Maria Adelaide Amaral e Walther Negrão para uma minissérie exibida pela TV Globo no começo de 2003. A história se passa durante os 10 anos da Guerra dos Farrapos, ou Revolução Farroupilha (de 1835 a 1845), que desejava a autonomia do Rio Grande do Sul em relação ao Império do Brasil. Seu líder é Bento Gonçalves (Werner Schünemann). E as tais sete mulheres do título, a saber, são sua esposa Caetana (Eliane Giardini) e suas irmãs Ana Joaquina (Bete Mendes) e Maria (Nívea Maria). Além disso, sua filha Perpétua (Daniela Escobar) e suas sobrinhas Manuela (Camila Morgado), Rosário (Mariana Ximenes) e Mariana (Samara Felippo).

Paralelamente aos dramas da guerra, uma trama se sobressai. O triângulo formado por Manuela, o revolucionário italiano Giuseppe Garibaldi (Thiago Lacerda) e Anita (Giovanna Antonelli). Dirigida por Jayme Monjardim e Marcos Schechtman, a minissérie fez grande sucesso.

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