Assim como O Sétimo Guardião, relembre novelas com capítulos finais “flopados”

Publicado há 2 anos
Por Renan Vieira
Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

A novela O Sétimo Guardião já entrou em sua reta final, mas, curiosamente, não chama a atenção do telespectador. A trama, que passou boa parte do tempo morna, continua no mesmo estágio. Não gera comoção e não faz as pessoas comentarem sobre os possíveis finais. Nem os protagonistas, nem o recurso do serial killer conseguirem fazer a história cair na boca do povo.

Apática, a trama passou longe de grandes sucessos da década, como O Outro Lado do Paraíso e Avenida Brasil. Porém, o folhetim assinado por Aguinaldo Silva, não é o único neste quesito. Outras novelas, assim como O Sétimo Guardião, também tiveram uma parte final sem grande expectativa, e com baixo interesse do telespectador. Relembre algumas delas:

Continua depois da publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Protagonistas e vilão de Pecado Mortal, da Record (Reprodução)

Pecado Mortal

Produzida em 2013, pela Record TV, a novela começou abaixo dos dois dígitos e assim se manteve durante toda a sua exibição. A trama escrita por Carlos Lombardi, tinha um bom texto e uma ótima produção, o que arrancou elogios da crítica. Isso tudo levou a uma leve reação nos números de audiência, o que não aconteceu em termos de repercussão.

Reynaldo Gianecchini e Claudia Abreu em A Lei do Amor (Divulgação)

A Lei do Amor

Vendida pela Globo como o retorno às novelas clássicas, depois dos fracassos das realistas Babilônia e A Regra do Jogo, a trama inicialmente atraiu o interesse do público. Com uma primeira fase emocional, e que remetia às novelas cor-de-rosa mexicanas, a história prometia. No entanto, a falta de coesão e personagens carismáticos arruinaram a produção.

Na reta final, o folhetim precisou se escorar na vilã Magnólia (Vera Holtz) para se sustentar. Mas o público não demonstrou se importar com o rumo daqueles personagens. A novela saiu do ar sem força, e deixando os telespectadores ansiosos pela trama seguinte, A Força do Querer.

Isis Valverde e Marco Pigossi em Boogie Oogie (Divulgação/ TV Globo)

Boogie Oogie

A trama levou o telespectador de volta aos anos 1970, e conseguiu fazer isso de maneira eficiente. Como toda novela das 18h, era açucarada, e evitava se aprofundar em questões delicadas daquele período, como a política.

Com clichês como troca de bebês, e brigas por herança, a história de Rui Vilhena que agradou a audiência no primeiro capítulo, saiu de cena sem muito o que contar. Prova disso foi o tal segredo de Carlota (Giulia Gam), enredo que se arrastou por todo o último mês de exibição ofuscando na reta final méritos da produção.

Protagonistas de Apocalipse, da Record (Divulgação/Record)

Apocalipse

Apontada como novela mais cara da história da Record TV, esperava-se uma superprodução em todos os níveis. Mas o telespectador se decepcionou ao verificar um texto pobre, pouco atrativo. Em todas as cenas, os diálogos soavam como uma pregação da Igreja Universal do Reino de Deus. Muito possivelmente pela interferência da mesma no texto da trama, algo que gerou polêmica com a autora. O público acabou mudando de canal, e não voltou para ver sequer na reta final, que ficou apagada pela grande expectativa da trama seguinte, Jesus.

Regiane Alves e Edson Celulari, em Beleza Pura, na Globo (Divulgação)

Beleza Pura

Como quase toda trama das 19h, Beleza Pura tinha o propósito de ser uma comédia romântica em que se conseguisse discutir o mundo movido pela beleza. Até conseguiu. Mas foi só. Não houve uma grande história. O modelo manjado da Globo para novelas do horário já estava desgastado.

E um roteiro fraco acabou por passar sem pena, nem glória. No final das contas, a história do engenheiro aeronáutico Guilherme (Edson Celulari) e da dermatologista Joana (Regiane Alves) não foi sequer comentada pelo público na época.

Claudia Raia e Priscila Fantin contracenam em Sete Pecados, da Globo (Reprodução)

Sete Pecados

O público esperava de Walcyr Carrasco uma supernovela, depois do sucesso de Alma Gêmea, às 18h. Mas Sete Pecados, apresentada da faixa das 19h da Globo foi no mínimo, complicada. Ninguém entendia nada. A tentativa de mostrar os sete pecados capitais não funcionou, assim como a protagonista inescrupulosa de Priscila Fantin.

A vilã da trama deixou a história após literalmente explodir. Foi um pedido da atriz Claudia Raia para o autor, já que segundo se conta, ela não estava satisfeita com os rumos da personagem. A novela não foi considerada um fracasso, porém sobre seus capítulos finais, nada se falou. O público que não é bobo assistiu quietinho, sem dar um “pio” nas ruas sobre.

Protagonistas de Alta Estação, da Record (Divulgação)

Alta Estação

Anunciada como a Malhação da Record TV, a novela jovem tinha uma história interessante no início. Isso considerando os clichês e do evidente baixo orçamento. Percebendo que novelas com tramas policiais como Prova de Amor haviam feito sucesso, a emissora começou a intervir no texto da autora Margareth Boury. E ele se tornou parecido a uma série de suspense.

Com inúmeras trocas de horário, o público-alvo acabou se afastando bem na reta final da trama. E pouco se falou a respeito. Programada para durar dois anos, a história não ficou no ar nem oito meses.

Luzia (Giovanna Antonelli), Beto (Emílio Dantas) e Karola (Deborah Secco), de Segundo Sol (divulgação)

Segundo Sol

Segundo Sol era a trama na qual o público acreditou que pudesse ver o mesmo João Emanuel Carneiro de Avenida Brasil de volta. Após o insucesso de A Regra do Jogo, era a oportunidade de o autor mostrar sua força. O primeiro capítulo gerou comoção nas redes sociais. O clima solar, leve, altamente musical, e com um toque de nostalgia por colocar em evidência clássicos do axé dos anos 90, foi elogiado pela audiência.

Apesar de tropeços como a escalação de elenco, o público parecia ter comprado a história da ingênua e sofrida Luzia (Giovanna Antonelli). Porém, o enredo perdeu força na reta final, todos os problemas já haviam sido resolvidos.

E a motivação da protagonista em reconquistar os filhos ficou em segundo plano. Restou para o último capítulo apenas contar o destino das vilãs. Foi algo que não fez o público vibrar, nem comentar ferozmente nas redes como aconteceu no início.

Gabriel Braga Nunes e Bruna Marquezine em Em Família, na Globo (Divulgação)

Em Família

Páginas da Vida, e Viver a Vida não chegaram a dar dor de cabeça na Globo. As tramas escritas por Manoel Carlos não chegaram a derrapar nos números. Mas passaram longe de figurar entre as tramas mais lembradas do autor. Para coroar aquela que seria sua última novela, surgiu Em Família.

A princípio, a escalação estranha chamou a atenção do público, que continuou acompanhando a trama com certo desdém. No final, ninguém se importava com o romance entre Laerte (Gabriel Braga Nunes) e Luiza (Bruna Marquezine), filha da protagonista Helena (Julia Lemmertz).

E menos ainda com a morte do flautista, assassinado por uma aluna no último capítulo. Apatia total. As únicas personagens lembradas pelo público foram o casal coadjuvante, Clara (Giovanna Antonelli), e Marina (Tainé Muller).

Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio