Assim como no remake de Selva de Pedra, relembre outros personagens de Tony Ramos que foram acusados de crimes que não cometeram

Publicado há um ano
Por Fábio Costa
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Tony Ramos foi em 1986 o protagonista do remake de Selva de Pedra, novela de Janete Clair na ocasião adaptada por Regina Braga e Eloy Araújo. Seu personagem Cristiano Vilhena de saída é obrigado a deixar a cidade de Duas Barras, interior fluminense, onde vivia com a família, em virtude de recair sobre ele a acusação do assassinato de Gastão Neves (Marcelo Ibrahim). Todavia, Cristiano não foi o primeiro nem o único personagem do ator a ser acusado de um crime do qual não tinha qualquer culpa. Relembre outras vezes em que Tony Ramos foi acusado injustamente na ficção.

André Cajarana, de Pai Herói

André (Tony Ramos) em Pai Herói (Divulgação/ TV Globo)

Dividido entre o amor de duas mulheres bem diferentes entre si, André Cajarana passou por poucas boas em Pai Herói (1979), outra novela de Janete Clair. Só para ilustrar, uma era Ana Preta (Glória Menezes), dona na gafieira Flor de Lys, em Nilópolis, Baixada Fluminense. A outra era Carina (Elizabeth Savalla), dançarina por paixão e herdeira milionária por sina. Uma trama arquitetada pelos inimigos Baldaracci (Paulo Autran) e César (Carlos Zara) fez com que Carina sofresse um atentado contra sua vida e André levasse a culpa. O rapaz foi inclusive levado a julgamento pelo suposto assassinato de Carina. Acreditando que o amado tinha culpa, ela assistiu ao julgamento dele pelo crime, disfarçada. Coincidências à parte, Tony Ramos passou por situação semelhante à do Cristiano do remake de Selva de Pedra.

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Pardal, de Livre para Voar: pouco antes do remake de Selva de Pedra, outro personagem de passado controverso

Nessa novela de Walther Negrão exibida às 18h em 1984/85,
Tony Ramos interpretou Pardal. De passado misterioso e vida incerta, ele se
instala em Poços de Caldas, interior mineiro, e se envolve com Bebel (Carla
Camuratti). Esta na verdade se chama Cristina, e infiltra-se na fábrica de
cristais da família a fim de desvendar os mistérios que levaram à morte de seu
pai, J. J. (Jorge Dória). O rapaz cheio de segredos não se chama Pardal, mas
sim Paulo Alberto Ramos de Almeida Lima. Escondeu por trás das iniciais de seu
nome um passado como arquiteto de sucesso em Belo Horizonte e a acusação
injusta por um crime que não cometeu. A exemplo de André Cajarana, Pardal
também teve de se defender na Justiça das acusações.

Clementino, de Torre de Babel

Tony Ramos em Torre de Babel (Divulgação/ TV Globo)

José Clementino da Silva passou 20 anos de sua vida preso, uma vez que matou a esposa e um de dois amantes com os quais a flagrou em Torre de Babel (1998), novela de Silvio de Abreu. No entanto, não fosse o testemunho decisivo de seu patrão César Toledo (Tarcísio Meira) e a atitude deste de impedir a fuga do funcionário da cena do crime, quem sabe Clementino não tivesse conseguido se livrar de pena tão severa? Durante esses 20 anos, com efeito, o marido traído tornado assassino ruminou seu desejo de vingança contra o antigo patrão.

E a oportunidade para concretizar essa vingança surgiu quando, posto em liberdade, ironicamente devido à intervenção de um filho advogado de César, Alexandre (Marcos Palmeira), Clementino planeja a explosão do Tropical Tower Shopping. Nada menos do que o maior empreendimento da vida do ricaço. Só que seus detalhados planos são roubados antes que ele mesmo tenha a oportunidade de mandar tudo pelos ares. E isso é feito por outra pessoa. De modo que Clementino passou a novela na intenção de provar que, sim, planejou o atentado, mas não colocou seu plano em prática. A saber, o autor revelou ao final que diversas pessoas estavam envolvidas na explosão, entre elas o pai e a filha de Clementino, Agenor (Juca de Oliveira) e Sandra (Adriana Esteves).

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