Assédio: Stela vive com silêncio sufocante após ser violentada por Roger Sadala

Publicado há 2 anos
Por Greicehelen Santana
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No episódio de estreia
de Assédio,
os telespectadores irão conhecer um pouco mais da história da professora Stela
(Adriana Esteves). A moça cuidava e
educava crianças no trabalho e sonhava em ter sua própria prole, mas acabou
tendo seu sonho destruído. A série começa na próxima sexta-feira (03), logo
depois do Globo Repórter.

Abusada pelo médico
depois de passar pelo procedimento de coleta dos óvulos, ela reuniu a dor, a vergonha,
a repulsa e transformou em silêncio. Enquanto ela vê seu sonho ser substituído
por frustração e depressão, o Dr. Roger Sadala (Antonio Calloni) segue em franca ascensão.

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Se autointitulando
Doutor Vida, ele dá entrevistas, exibe clientes famosos e promove uma grande
festa para a sociedade paulistana em comemoração aos 30 anos de reprodução
assistida no Brasil.

Casada com Homero (Leonardo Netto), Stela vive um casamento feliz e juntou suas
economias para tentar na fertilização artificial a saída para o sonho de ter um
filho.

O
ano é 1994, quando o casal vai ao consultório de Dr. Roger, e, já no primeiro
encontro, acreditam que finalmente vão conseguir aumentar a família. A
esperança vira desalento e escuridão quando ela, ainda anestesiada, é violentada
pelo médico.

Sem entender bem o que aconteceu, mas ciente da agressão, não consegue contar a ninguém o que viveu. O caos se estabelece em sua vida. Os anos vão se passando e a mudez de Stela luta com sua vontade interna de gritar. Aos poucos, o silêncio vai sufocando tudo ao seu redor: emprego, casamento, família.

A voz de Stela

É que a dor não é só
no corpo. Parece que você enlouqueceu. Parece que aquilo não acabou de
acontecer. Parece que foi um pesadelo. Mas você sabe que aconteceu. Não poder
ser mãe, eu achava que era a pior coisa que poderia acontecer na minha vida.
Mas o que aconteceu foi muito pior. Perdi tudo
”, conta a professora em
depoimento.

Para criar a personagem e suas nuances, Adriana Esteves explica que seu principal material de trabalho foi
a empatia. “Uma empatia com as mulheres e
uma facilidade de me colocar no lugar daquelas que viveram aquelas situações.
Este foi um elenco basicamente feminino, com atrizes fortes e que sabiam muito
bem as mulheres que estavam apresentando ali. A presença de um grande ator como
o Calloni, para representar este antagonista, também foi uma bela e rica
presença no projeto. Além, claro, do grande prazer de contracenar e conhecer
Leonardo Netto
”, contou a atriz.

É muito interessante, ao
mesmo tempo ele consegue ser protagonista e antagonista da história. Através da
história do Roger Sadala, a série mostra a batalha e a vitória de um grupo de
mulheres que se empoderam e se fortalecem. O foco da série é esse. Através da
série as pessoas vão vibrar com as mulheres, odiar o médico e discutir o
assunto. A violência contra mulher é uma coisa que não dá mais para suportar
”,
resume o ator Antonio Calloni.

Assédio é escrita por Maria Camargo com Bianca Ramoneda, Fernando Rebello e Pedro de Barros.
A direção artística é de Amora Mautner, direção-geral de Joana Jabace e
direção de Guto Botelho. A obra é livremente inspirada no livro A Clínica: A Farsa e os Crimes de Roger
Abdelmassih
, de Vicente Vilardaga.

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