Ariadna, ex-No Limite, desabafa sobre ser uma mulher trans no Brasil: “O bullying nos leva a ser assassinadas”

Ex-Participante revela as dificuldades e perigos em ser transexual no Brasil

Publicado em 28/6/2021
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O mês de junho também é o mês da Luta LGBTQIA+. Um período muito importante para que toda a sociedade reconheça e respeite quem ainda luta para sobreviver. Principalmente no Brasil, que é um dos países que mais matam as pessoas LGBTs no mundo e número 1 em casos de assassinatos de pessoas trans, segundo o site da revista Exame. Ariadna, a primeira e única mulher trans do BBB e do No Limite, desabafou em seu Instagram.

Capa da revista Vogue do mês de junho, Ariadna agradece o convite e faz um texto emocionado: “No dia em que uma mulher é QUEIMADA VIVA, mal consigo comemorar essa pauta tão importante que é destaque na @voguebrasil. EU SOU UMA MULHER, SOU RESISTÊNCIA, SOU ÍTALO-BRASILEIRA SOU ARIADNA”.

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“Me deram esse espaço para responder perguntas dentro de um assunto social tão sério que vivemos no Brasil e no mundo na nossa vivência dentro da nossa comunidade LGBTQI+. Muitas mulheres não tiveram vozes e tão pouco oportunidades. Muitas não conseguimos ter opções. Por família que não nos toleram. A sociedade que nos pressionam ao mundo da marginalidade ou da prostituição”, diz Ariadna revelando a real situação de mulheres transexuais no país.

Ela ainda critica quem diz que o problema não existe: “O bullying diário , piadinhas que para muitos é apenas uma brincadeirinha, nos levam a ser atacas e assassinadas. A falta de educação e informação. O Brasil é sim uma sociedade, que mata diariamente nós, Mulheres”.

E por falar nisso, acho que chegou a hora de falarmos da sigla T. Essa sigla que nos representam, são as menos favoráveis dentro de nossa comunidade. Imagina que a própria comunidade exalta uma rainha Cisgenera e heterossexual nas paradas, elas que são exaltadas em vez de nós mulheres de dentro da comunidade”, alfineta a ex- No Limite.

Ariadna finaliza fazendo um apelo à comunidade e a sociedade brasileira: “Nós somos mulheres. Seres humanos. Não vamos deixar que usem nossa vivência o que somos, pra que nos diminuam, nos rotulem. (…) Comunidade LGBTQI+ nos ajudem nos exaltem, façamos juntos que nossa voz seja escutada de uma vez por todas. Nós existimos é só queremos respeito. Queremos viver e ser quem somos”.

A cobertura completa de No Limite você confere no Observatório da TV e em nosso canal no Youtube

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