Apresentador da Record que divulgou falsa notícia sobre Marielle Franco pede desculpas

Publicado há 3 anos
Por Gabriel Vaquer
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O apresentador Carlos Batalha, apresentador do programa TV Atalaia Entrevista, da TV Atalaia, afiliada da Record em Sergipe, pediu desculpas por ter divulgado uma falsa notícia sobre Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro assassinada no último dia 14 de março.

O pedido ocorreu na última quinta-feira (22), em reunião no Sindicato dos Jornalistas de Sergipe (Sindijor). Ele solicitou a reunião com a diretoria para explicar a situação, aproveitando para pedir desculpas.

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“Solicitei esta reunião para dar uma satisfação a minha entidade de classe jornalística sobre este episódio, que infelizmente acabei caindo nas armadilhas das redes sociais. Quero deixar claro que em nenhum momento tive a intenção de ofender a vereadora ou seus familiares”, disse Batalha.

“Reconheço o importante trabalho social que ela desenvolvia em prol dos menos favorecidos. Fui induzido por uma notícia que estava sendo divulgada por milhares de pessoas, inclusive por uma desembargadora do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro”, afirmou ele.

Batalha também afirmou que já se reuniu com o PSOL de Aracaju (SE), representantes de Marielle no estado, e reconheceu o seu constrangimento ao ter divulgado a notícia irreal e falsa.

“Fiz questão também de ir ao PSOL em Sergipe para mostrar a Direção do partido que não tive a intenção de ofender ninguém, muito menos uma pessoa que já não está mais entre nós”, diz ele.

“Retratei-me perante a Direção do partido e eles reconheceram que na condição de jornalista sempre me coloquei a disposição de todos os partidos, independentemente de bandeira política, que sempre abri espaços para os movimentos sociais e de direitos humanos, bem como para o movimento sindical. Fui infeliz em meu comentário, fui infeliz em não ter percebido que se tratava de uma Fake Neww”, completou o apresentador.

Entenda o caso 

Nesta segunda-feira (19), Carlos Batalha se baseou em uma fake news que dizia que Marielle tinha envolvimento com o tráfico de drogas, e que ela teria sido casada com Marcinho VP, um traficante ligado ao Comando Vermelho.

Para referendar sua posição, Carlos citou a desembargadora Marília Castro Neves, que em seu Facebook, também deu eco para as notícias falsas, ao dizer que Marielle foi eleita pelo crime organizado.

As afirmações fizeram Marília Castro ser investigada pelo corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), João Otávio Noronha, por crimes de ódio justamente contra a vereadora morta no Rio de Janeiro.

O fato gerou revolta na cidade de Aracaju (SE). O diretório do PSOL em Sergipe confirmou em sua página no Facebook que entrará com uma representação contra Carlos Batalha na Justiça. “Não deixaremos barato”, afirmou o partido.

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A TV Atalaia/Record, em editorial no seu jornal noturno, o Jornal do Estado, também pediu desculpas pelo ocorrido também nesta segunda-feira (19). A emissora disse que a opinião foi exclusivamente de Batalha e que repudia o que ele disse, alegando também estar estarrecida com o caso Marielle Franco.

“A opinião do jornalista não é a mesma do Sistema Atalaia de Comunicação. Lamentamos profundamente que as palavras do jornalista, carregadas de contexto político e pessoal, tenham sido proferidas em um programa de nossa emissora. A TV Atalaia sente muito, e pede desculpas aos telespectadores, e também a família, amigos e admiradores da vereadora barbaramente executada”, disse o âncora Gilvan Fontes ao ler a nota.

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