Após críticas, Fátima Bernardes se pronuncia e explica fala sobre travestis

"Eu fiquei muito feliz de ter tido essa oportunidade de aprender um pouco mais"

Publicado em 2/7/2021
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No Encontro com Fátima Bernardes na manhã desta sexta-feira (2), a apresentadora se pronunciou sobre as criticas que recebeu na web após uma declaração ao lado do médico psiquiatra, Jairo Bouer, no dia anterior.

A princípio, o médico especialista em sexualidade, respondeu perguntas que foram enviadas com dúvidas sobre a comunidade LGBTQIA+. Porém, eles acabaram errando ao falar sobre a diferença entre uma pessoa transexual e uma travesti. “A travesti é uma pessoa que busca adotar hábitos sociais, roupas, comportamentos do sexo oposto, mas não necessariamente se sente aprisionada em um corpo ao qual não se identifica”, disse o profissional.

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“Pode ser uma manifestação até artística, né?”, questionou a apresentadora. “Pode ser uma manifestação artística, pode ser um desejo da pessoa naquele momento estar vestida ou estar se sentindo daquele jeito, mas não tem a necessidade de mudar o seu corpo”, afirmou o médico. Mas a resposta foi detonada nas redes sociais.

No programa desta sexta, Fátima fez questão de se pronunciar sobre a situação. “Vou aproveitar essa oportunidade, porque ontem nós tiramos aqui algumas dúvidas sobre o universo LGBTQIA+ com o psiquiatra Jairo Bouer, especialista em sexualidade. Quando ele respondia a dúvida de uma professora sobre a diferença entre travestis e transexuais, eu fiz uma observação de que travesti poderia ser uma manifestação artística e eu falei isso porque tive muita convivência com a Rogéria, ouvi várias vezes dela que ela não se via como uma mulher, mas que a artista dela se manifestava como uma mulher e que ela se considerava a travesti da família brasileira”, começou a apresentadora.

“Como o comentário gerou uma queixa na comunidade LGBTQIA+, eu fui tentar entender o que precisava ser dito e não foi… Hoje não se estabelece uma diferença visível entre uma travesti e uma mulher trans, ambas se identificam com uma identidade feminina em toda a vida, 24h por dia, em todas as suas atividades. É diferente daquela pessoa que se monta, que se veste de mulher para apresentar a sua arte e essas então são as drag queen. Eu fiquei muito feliz de ter tido essa oportunidade de aprender um pouco mais, foi uma semana muito importante para nós aqui do Encontro…”, disse Fátima.

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