Andando nas Nuvens estreava há 19 anos

Publicado há 3 anos
Por André Santana
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No dia 22 de março de 1999, estreava na Globo a simpática comédia romântica Andando nas Nuvens. A produção exibida às 19 horas marcou a estreia do já experiente autor Euclydes Marinho como novelista solo titular, além de ter sido marcada, também, pelo retorno de Marco Nanini aos folhetins. O ator estava há sete anos afastado das novelas, participando apenas de séries e especiais.

Andando nas Nuvens acompanhava a curiosa saga de Otávio Montana (Marco Nanini), um homem que desperta de um coma de 18 anos. Ao acordar, ele não se lembra de absolutamente de nada do que aconteceu com ele desde 1968, ou seja, não tem qualquer lembrança dos motivos que o levaram ao estado de coma. Ele não se lembra da morte de seu grande amor, Eva, e muito menos que os dois chegaram a se casar e tiveram três filhas, Júlia Montana (Débora Bloch), Bete (Vivianne Pasmanter) e Celi (Mariana Ximenes). Assim, Otávio se vê obrigado a assimilar a morte de Eva, aprender a conviver com suas três filhas e, principalmente, se acostumar com os tempos modernos do ano de 1999, o que o leva a várias situações cômicas.

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Júlia, a mais velha das filhas de Otávio, é também muito parecida com Eva, o que deixa Otávio atordoado. Ela é uma jornalista que trabalha no jornal Correio Carioca, empresa que pertenceu ao pai de Otávio e que, atualmente, é tocado por Antônio San Marino (Cláudio Marzo), irmão de criação de Otávio. Agitada, Júlia vive uma história de amor cheia de idas e vindas com Chico Motta (Marcos Palmeira), seu colega de redação. Enquanto isso, Bete é mimada, fútil e um tanto ambiciosa, que se casa com o mau-caráter Arnaldinho (Márcio Garcia), filho de San Marino, embora seja mesmo apaixonada por Raul Pedreira (Marcello Novaes), fotógrafo do Correio Carioca. Já a caçula Celi é uma moça doce e simpática que resolveu se entregar à vida religiosa. Mas a noviça passará a contestar sua vocação ao se apaixonar por Thiago (Caio Blat), filho caçula de San Marino.

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Antônio San Marino é o vilão da história. Foi ele o responsável pela morte do pai de Otávio, mesma ocasião em que este entrou no estado de coma. Assim, quando Otávio desperta, San Marino se sente ameaçado, mas fica mais tranquilo quando descobre que Otávio não se lembra de nada, e segue usando seu poder e prestígio à frente do Correio Carioca como trampolim para suas tramoias e pretensões políticas. San Marino não suporta Otávio por, entre outras coisas, também ter sido apaixonado por Eva no passado. E, novamente, os dois vão disputar uma mulher, já que Otávio começa a se interessar por Gonçala (Susana Vieira), a submissa esposa de San Marino que já não suporta mais os desmandos do marido. E a trama terá uma virada quando Eva ressurge, viva, na reta final da obra. Com o rosto modificado por conta de plásticas, Eva agora atende por Condessa Von Brandenburg (Renata Sorrah).

Em entrevista à Folha de S. Paulo na ocasião da estreia, o autor Euclydes Marinho contou que se inspirou nas comédias românticas no estilo das histórias protagonizadas por Doris Day e Rock Hudson nos anos 1940 e 1950 para desenvolver o romance dos personagens de Débora Bloch e Marcos Palmeira. Já a espinha dorsal da trama, a saga de Otávio Montana, surgiu ao autor quando um amigo pessoal seu entrou em coma, e Marinho começou a imaginar o que acontece com uma pessoa que passa por um processo como esse depois que ela volta à consciência e quais são as mudanças que ocorrem em sua vida. Otávio foi pensando e escrito especialmente para Marco Nanini, que fez um trabalho brilhante.

A trama demorou para receber o título Andando nas Nuvens, definido quase na época da estreia. Antes de chegar ao título definitivo, a trama teve como provisórios os nomes Feliz por um Triz, Volta por Cima, Doido Varrido e Maluco Beleza.

Andando nas Nuvens marcou a estreia de Euclydes Marinho como novelista principal e solo (ele foi um dos autores de Mico Preto, em 1990), mas o autor já tinha uma ampla ficha de bons serviços prestados à dramaturgia televisiva, como Armação Ilimitada, Sai de Baixo, A Justiceira e Mulher, entre outros, além das minisséries Meu Destino é Pecar e Quem Ama Não Mata, entre outras. Nesta última minissérie, aliás, Euclydes contou com personagens chamados Júlia (Denise Dumont) e Chico (Daniel Dantas), nomes que ele repetiria em Andando nas Nuvens com seu casal romântico principal, formado por Débora Bloch e Marcos Palmeira. Júlia e Chico também eram os nomes dos protagonistas de Desejos de Mulher, trama de Euclydes Marinho exibida em 2002, desta vez vividos por Gloria Pires e Eduardo Moscovis. Assim como a Júlia e o Chico de Andando nas Nuvens, a Júlia e o Chico de Desejos de Mulher também eram jornalistas.

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Andando nas Nuvens também marcou a estreia na Globo de vários jovens atores oriundos do SBT. Mariana Ximenes e Caio Blat, por exemplo, eram par romântico em Fascinação, no canal de Silvio Santos (e também na vida real), e repetiram a parceria na trama da Globo. Eles formavam um triângulo amoroso com Joana, personagem de Fernanda Souza, também estreando na Globo após o sucesso de Mili, de Chiquititas. Quem também estreou na Globo em Andando nas Nuvens foi Dalton Vigh, que fez uma ponta nos primeiros capítulos como o assistente da médica Lídia (Helena Ranaldi), responsável pelo tratamento de Otávio.

Com 197 capítulos, Andando nas Nuvens foi escrita por Euclydes Marinho, com a colaboração de Elizabeth Jhin, Vinicius Vianna e Letícia Dornelles. Foi dirigida por Ary Coslov, com direção-geral Dennis Carvalho e José Luiz Villamarim e direção de núcleo de Dennis Carvalho.

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Relembre a abertura de Andando nas Nuvens:

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