Altas Horas recebe Bruna Linzmeyer, Paula Fernandes, Luiza Brunet e Maria da Penha e trata de conquistas femininas

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Uma atriz, uma cantora, uma modelo e uma jornalista. Quatro mulheres que transbordam o poder feminino são a prova de que são elas que vão comandar as mudanças nesse mundo. Ao lado de Maria da Penha, símbolo na luta pela conquista dos direitos das mulheres no Brasil, Bruna Linzmeyer, Paula Fernandes, Luiza Brunet e Patrícia Kogut participam do ‘Altas Horas’ deste sábado, dia 5, e trocam experiências sobre feminismo, televisão e respeito pelos demais. Para animar a noite, a discussão conta com a participação da banda Jammil e Uma Noites e do romantismo do cantor irlandês Gavin James, que está pela primeira vez no Brasil.

De mãos dadas com Luiza Brunet, Maria da Penha relembra como passou a lutar pelo respeito à mulher e tornou este o seu maior objetivo de vida. “Eu estava dormindo quando escutei um forte barulho dentro do quarto. Quis me mexer e não consegui, aí pensei: meu marido me matou”, conta. A tentativa de homicídio rendeu-lhe quatro meses internada e a notícia de que não poderia mais andar. A partir daí, foram quase 20 anos para colocar seu agressor na prisão, história que inspirou a Lei Maria da Penha, responsável por aumentar o rigor das punições sobre crimes domésticos. “Quando ele foi condenado e a pena cumprida, não existia a lei. Passou dois anos no regime fechado e seis no aberto. Contudo, acredito que minha luta foi muito superior à prisão. Parece que foram só dois anos, mas conquistamos coisas grandiosas na justiça”, afirma ela, que foi aplaudida de pé pela plateia.

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Luiza Brunet reafirmou a importância do movimento. A modelo, que foi agredida no ano passado pelo então marido, diz que foi desacreditada inúmeras vezes e ainda ouviu que seu olho roxo era resultado de uma plástica. “Todo casamento, quando começa, é como um conto de fadas. Você nunca espera chegar a uma agressão física como a que sofri. É preciso perceber, porque o homem agride a mulher aos pouquinhos. Primeiro verbalmente; depois, fisicamente. Decidi dar um basta. Nós mulheres devemos nos engajar, e o começo é a denúncia”, declara. A atriz Bruna Linzmeyer ressalta que nunca sofreu violência, mas que está constantemente envolvida com a pauta. “A gente não pode diminuir o movimento porque a mulher ocupa um papel importante e é deixada de lado. Estou feliz com esse momento de feminismo”, diz.

Segundo a jornalista Patrícia Kogut, a televisão brasileira tem uma sensibilidade social necessária para acompanhar movimentos como esse. Autora do recém-lançado livro “101 atrações de TV que sintonizaram o Brasil”, ela destaca a importância de um meio acompanhado por dezenas de milhares de pessoas. “A TV acompanha o contexto histórico e por isso espelha um monte de costumes. Hoje, está afinada com os novos comportamentos, e não está aqui apenas para encená-los, mas para iluminar a sociedade. Eu acho que a televisão pode ajudar muito”, analisa.

O ‘Altas Horas’ vai ao ar aos sábados, após o ‘Zorra’.

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