Alma Gêmea estreava há 12 anos

Publicado há 3 anos
Por André Santana
Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

No dia 20 de junho de 2005, entrava no ar Alma Gêmea, novela das seis da Globo mais assistida da década de 2000. Escrita por Walcyr Carrasco, a trama sobre reencarnação foi um grande sucesso, alçando o autor a levar suas histórias aos horários considerados mais “nobres”.

A trama girava em torno do amor entre Rafael (Eduardo Moscovis) e Luna (Liliana Castro), dois jovens apaixonados considerados almas gêmeas. O amor deles é ameaçado pela inveja de Cristina (Flavia Alessandra), prima de Luna, que nutre uma paixão obsessiva pelo namorado da prima e deseja tudo o que ela tem. Quando Rafael e Luna se casam e têm um filho, Cristina vai trabalhar como governanta na casa deles e segue obcecada pelo marido da prima. Até que Luna ganha as joias de herança da família, deixando Cristina irada. Assim, ela arma com o cúmplice Guto (Alexandre Barillari) um assalto à prima, e Luna acaba morrendo. Rafael, então, passa a viver solitário e sofrer com a ausência da amada.

Continua depois da publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Mas, numa aldeia longe dali nascia Serena (Priscila Fantin), filha de uma índia com um garimpeiro. Serena cresce em uma aldeia indígena e sente que não pertence àquele lugar. Ela enxerga uma rosa branca na água e tem estranhas lembranças, até que o pajé da tribo explica a ela que a índia tem um sonho dentro de si, e precisará deixar a tribo para buscá-lo. Assim, Serena parte para a cidade de Roseiral, onde ganha a companhia do esperto Terê (David Lucas) e vai trabalhar como empregada na casa de Rafael. Quando Serena e Rafael se olham, despertam um amor imenso, inicialmente sem se darem conta de que são almas gêmeas, já que Serena é a reencarnação de Luna. Cristina, claro, não vai deixar barato a aproximação da índia e seu amor, e fará de tudo para afastá-los.

Assim, Alma Gêmea conquistou o público com uma história de amor um tanto “água-com-açúcar”, mas totalmente arrebatadora. Vivendo a pérfida vilã Cristina, Flavia Alessandra experimentava uma grande virada em sua carreira, até então construída por mocinhas sem muita expressão. A dupla de malvadas que ela formava com Ana Lucia Torre, que vivia sua mãe Débora, era maravilhosa.

E, além da trama central, Alma Gêmea contava com tramas paralelas muito simpáticas e divertidas, nas quais o autor Walcyr Carrasco colocava seu humor ingênuo e pueril que consagrou suas tramas anteriores, O Cravo e a Rosa e Chocolate com Pimenta. Entre elas, a divertida história de amor de Olívia (Drica Moraes), uma mulher abandonada pelo marido que precisa tomar o rumo de sua vida sozinha, e Vitório (Malvino Salvador), um cozinheiro meio mal humorado. É o típico casal “gato e rato”, que o autor costuma explorar em quase todas as suas novelas.

Também era bem engraçado o núcleo da pensão, onde vivia o divertido casal Divina (Neusa Maria Faro) e Osvaldo (Fulvio Stefanini). Osvaldo vivia brigando com a sogra, Dona Ofélia (Nicette Bruno), e era sempre repreendido pela esposa, que repetia: “Osvaldo, não fale assim com a mamãe!”. Ofélia achava que sua filha era a “moça” mais linda do mundo, e Osvaldo era completamente apaixonado por ela, a quem chamava de “Repolhinho”. Outro núcleo que rendeu era o da fazenda do tio Nardo (Emiliano Queiroz), onde viviam os irmãos Crispim (Emílio Orciollo Neto) e Mirna (Fernanda Souza). Ela, que carregava a pata Doralice a tiracolo, queria arrumar um marido, mas seu ciumento irmão não deixava ninguém se aproximar dela, tratando de jogar qualquer pretendente no chiqueiro.

Alma Gêmea fez “explodir” o horário das seis em seu período de exibição, entre junho de 2005 e março de 2006. Em seus seis primeiros meses, a trama alcançou uma média de 37 pontos, e 59% de share, considerada a maior audiência da década. Seus números, muitas vezes, “encostavam” nos números registrados por Belíssima, a trama do horário das 21h da época que também registrava boa audiência. No capítulo final da história, Alma Gêmea conquistou a maior média de fim de novela das 18 horas desde Sonho Meu, em 1994: 53 pontos com picos de 56, índice de novela das 20h. Seu capítulo final, que mostra as sequências do casamento de Mirna, o final feliz de Olívia e Vitório, a morte da vilã Cristina e Rafael e Serena morrendo juntos, bateu Belíssima. Teve média geral de 39 pontos, a maior audiência do horário na década de 2000.

Alma Gêmea teve 227 capítulos, e foi escrita por Walcyr Carrasco com colaboração de Thelma Guedes, direção de Fred Mayrink e Pedro Vasconcelos, e direção-geral e núcleo de Jorge Fernando. Foi reapresentada pelo Vale a Pena Ver de Novo, entre 24 de agosto de 2009 a 12 de março de 2010, em 145 capítulos, também com boa audiência.

Leia também:

Há 27 anos estreava Matéria Prima, o “avô” do Altas Horas

Reveja a cena da morte da vilã Cristina em Alma Gêmea:

Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio