Aline Fanju fala sobre Josefina e o seu jeito prático de levar a vida

Aline Fanju, fala sobre as reprises e as lembranças de Malhação: Viva a Diferença

Publicado há 11 dias
Por Henrique Carlos
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Ela é prática, racional e vive andando com um cinto de utilidades para ter as ferramentas à mão. Assim é Josefina (Aline Fanju) em Malhação: Viva a Diferença. Zeladora da escola Cora Coralina, ela é muito comunicativa, conhecida e querida por todos os alunos.

Mãe de Benê (Daphne Bozaski) e Julinho (Davi Souza), cria os filhos sozinha, com o mesmo zelo e alegria que cuida da manutenção da escola, fazendo todo tipo de conserto quando necessário.  

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Iniciou um romance com Roney (Lúcio Mauro Filho), de quem é bem diferente. Mas eles serão capazes de levar o relacionamento adiante e mostrar que podem até abrir mão de alguns antigos hábitos para surpreender o outro.  

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Pela primeira vez, Josefina vai abdicar das calças e do cinturão e vai abusar do vestido e da maquiagem para um encontro romântico com o amado. Quem vai ajudá-la nessa transição e até dar aulas de como se equilibrar em cima de um salto alto é Dóris (Ana Flávia Cavalcanti), orientadora do colégio onde trabalha.  

Para Lúcio Mauro Filho, que interpreta o Roney, o romance dos dois é um clássico da dramaturgia. “É aquela relação que começa com duas pessoas se estranhando, mas que tem algo a mais do que aquele estranhamento, é algo que precede uma paixão. Foi um prato cheio para mim e Aline Fanju. Já éramos amigos e já tínhamos intimidade, a química rolou lindamente”, conta o ator.  

‘Malhação: Viva a Diferença’ tem autoria de Cao Hamburger e direção artística de Paulo Silvestrini e vai ao ar logo após o ‘Vale a Pena Ver de Novo’. 

Entrevista com Aline Fanju

Como você recebeu a notícia das reprises de ‘Totalmente Demais’ e ‘Malhação’? ️

“Com grande surpresa. São dois trabalhos que amo muito. Tem um tempo que estou fora do ar por conta da gestação, então em um momento como esse, sem dúvida, é um privilégio estar no ar.”

Como é se rever em dois trabalhos ao mesmo tempo?️

“Estou achando engraçadíssimo. Duas personagens de personalidades e composições muito opostas. Tem sido um barato. E tem gente espantada ao saber que sou eu fazendo as duas. Isso para uma atriz é muito legal.”  

Em Malhação, você viveu uma mãe de dois jovens adolescentes. Recentemente, você se tornou mãe de primeira viagem. Essa experiência na dramaturgia te ajudou na vida real? 

“Foi uma imensa e surpreendente coincidência. Eu estava fazendo uma mãe muito presente e protetora, numa relação muito profunda com a Daphne, que fez a Benê, e de repente, no fim dessa experiência, desse mergulho na pesquisa da maternidade, eu engravidei.

E o mais impressionante é que a Daphne também. Engravidamos, sem querer, ao mesmo tempo e nossos filhos nasceram com quatro dias de diferença. Deve ter tido alguma influência astral, cósmica! (risos).”  

Quais são suas lembranças das gravações?  

“Lembranças lindas. As melhores. Foi um trabalho muito amoroso. A equipe, o elenco… os atores jovens davam aula de disciplina e dedicação. Poder conhecer a Daphne, a Ana Flavia, trabalhar e estreitar a relação com o Lucinho, foi tudo muito especial e inesquecível.

Paulinho (Paulo Silvestrini) é um grande diretor de ator. Ele gosta de dirigir ator e respeita a colaboração da gente.  Me sentia sempre muito valorizada e admirada. Foi bonito demais.”  

Malhação foi um sucesso e, inclusive, ganhou o Emmy. Na sua opinião, por que a novela conquistou o público tão rápido? 

“Eu acho que foram muitas coisas juntas. O elenco jovem é muito especial, tivemos bons atores e um texto primoroso escrito para o jovem. O Cao Hamburger sabe fazer isso muito bem. A direção também, tudo muito bem orquestrado.”  

Qual foi a cena mais marcante? 

“Muitas cenas minhas com a Daphne, mas uma muito marcante foi já pro final da temporada, que gravamos com Luciano Ponts que fazia o pai de Benê, que a abandonou pequena porque ela tinha Asperger.

Na cena, ela explicava o que ela tinha para o pai com muita propriedade, do jeitinho dela, confrontava de maneira doce o seu preconceito e por fim o perdoava. Josefina, que sempre estimulou sua autonomia, se emocionava com a atitude da filha. Eu, então, até exagerei na emoção da cena, porque não me contive.”  

Como está sendo seu período de quarentena? 

“Não é um período fácil para ninguém. Estamos todos assustados e temerosos por nossa saúde e dos nossos. Sei que tenho uma condição privilegiada, sem nenhum luxo, mas com qualidade de estrutura comparada com a da maioria do nosso povo.

Estou me dividindo entre os afazeres da casa e tomando conta da minha filha Teresa, estar com ela de maneira lúdica também. Mas sei que isso é o de menos perto do que muitas pessoas estão vivendo.” 

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