“Acho que vou começar a usar saia. Quero me montar mais”, dispara Jesuíta Barbosa sobre o machismo

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Convidado do programa Espelho, exibido às segundas, às 21h30 pelo Canal Brasil, o ator Jesuíta Barbosa abre o coração para Lázaro Ramos ao expor a relação conturbada com o pai e também sobre o comportamento machista dos brasileiros.

“A relação com meu pai é algo inconstante, é uma voz que sempre fala e sempre retorna como um eco do que deixou de ser dito, talvez o que eu precisasse ouvir dele e não ouvi. Eu me utilizei dessa relação para trabalhar. Talvez o silêncio do meu pai ecoe em mim hoje. Essa relação aparece em todos os trabalhos que eu fiz”, afirma o ator, que nasceu no sertão pernambucano e passou parte da infância em Fortaleza.

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Bastante requisitado nas produções do cinema nacional, Jesuíta comenta sua participação em produções como O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues, e Malasartes e o Duelo com a Morte, de Paulo Morelli, ambos com estreia prevista para este ano.

O artista ainda fala que seus personagem o ajudaram a entender melhor questões como o machismo. “A oportunidade de fazer personagens no caminho da misoginia me fez perceber como isso é bobo, uma grande ignorância, como o machismo cria vários preconceitos, como a homofobia. Onde que isso começa? E a resposta que me vem de prontidão é de casa”, argumenta.

O ator ainda pede por mudanças. “Vivemos num país preconceituoso, racista, machista. Queria ver mais mulheres no poder. Ou homens que tenham esse olhar feminino”, diz ele, contando um de seus grandes desejos. “Talvez seja usar saia. Acho que vou começar a usar saia. Quero me montar mais”

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