A novela Vida Nova estreava há 29 anos

Publicado há 3 anos
Por André Santana
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No dia 21 de novembro de 1988, estreava no horário das seis da Globo a novela Vida Nova. Escrita por Benedito Ruy Barbosa, a trama tratava de um dos temas mais recorrentes da obra do novelista: a imigração.

Na São Paulo dos anos 1940, o tímido italiano Antônio Sapateiro (Carlos Zara) é apaixonado por Lalá (Yoná Magalhães), uma alegre ex-prostituta amante de um senador, que morreu e a deixou numa situação financeira bastante confortável em razão da filha que tiveram juntos, Marialina (Gabriela Oliveira). Eles vivem num cortiço no bairro do Bixiga, onde se desenrolam outras histórias.

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Gema (Nívea Maria), que acredita ser viúva e, assim, se casa novamente, com o italiano Pietro (Osmar Prado), mas logo descobre que o marido Sebastião (Roberto Bonfim) está vivo. Há também Bruno (Giuseppe Oristanio) e Bianca (Patrícia Pillar), que casal que toca uma rede de cantinas, e a bela Sara (Aída Leiner), dona de uma pensão, que é objeto de desejo de seu hóspede libanês Michel (Luiz Carlos Arutin). Outra história é o amor proibido do português Manoel Vítor (Lauro Corona) e da judia Ruth (Deborah Evelyn), pois os pais dela não aceitam a relação por causa da religião. Além disso, Gracinha (Iara Jamra), filha do poderoso Coronel Antenor (Mauro Mendonça), é apaixonada pelo português e faz de tudo para separar o casal.

Ali também vive Antônio do Mercado (Antonio Petrin), um homem que se sacrifica para dar boa educação ao filho Toninho (Marcos Winter), e que se posiciona contrário ao relacionamento dele com Marialina, já que ela é filha de uma ex-prostituta e que poderá atrapalhar seus estudos.

E foi assim, tecendo uma rede de relacionamentos entre imigrantes, principalmente italianos, na São Paulo pós-Segunda Guerra, que Benedito Ruy Barbosa narrou os acontecimentos de Vida Nova. Com a trama, o autor prosseguiu na narrativa da saga dos imigrantes no Brasil, iniciada em Os Imigrantes, da TV Bandeirantes. Nesta última, o autor levou a saga da imigração até os anos 1940, década em que se passa a trama de Vida Nova.

Vida Nova foi a última novela do ator Lauro Corona, que vivia o personagem Manoel Vítor. O artista deixou a trama antes do fim, em razão de doença, protagonizando uma bela cena de despedida. Na cena, Manoel Vitor partiu de volta para Portugal, em um carro escuro, noite de chuva, ao som de um poema de Fernando Pessoa, declamado em off pelo ator. Lauro faleceu em julho de 1989, vítima de problemas decorrentes da Aids.

O ator Marcos Winter estreava em novelas em Vida Nova. Ele foi eleito pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) a revelação masculina na televisão em 1989. Suzana Faini, que vivia Maria, foi premiada como melhor atriz coadjuvante.

No site Memória Globo, a figurinista Beth Filipecki destacou a importância da luz na valorização dos figurinos da novela. “A luz implantada pelo diretor Luiz Fernando Carvalho era barroca e refletia as constantes mudanças climáticas de São Paulo. Luz, figurino e cenário estavam intensamente ligados. Tudo foi pensado para que a roupa recebesse a projeção da luz do cenário”, disse.

Vida Nova teve 143 capítulos e foi dirigida por Reinaldo Boury e Luiz Fernando Carvalho.

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Relembre a abertura de Vida Nova:

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