A clássica Feijão Maravilha estreava há 39 anos

Publicado há 3 anos
Por André Santana
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No dia 19 de março de 1979, estreava às 19 horas na Globo a novela Feijão Maravilha. Escrita por Bráulio Pedroso, a trama era uma grande comédia que fazia referência às chanchadas da Atlântida, produtora cinematográfica brasileira que fez sucesso com o gênero na década de 50.

Muito antes de Pega Pega concentrar suas tramas num hotel, Feijão Maravilha usava o mesmo cenário para contar uma história que criticava, com muito bom humor, a alta sociedade. No Hotel Internacional, a recepcionista Eliana (Lucélia Santos) era apaixonada por Anselmo (Stepan Nercessian), o trambiqueiro empresário do grupo musical Estrelas do Mar, e que não percebe o amor da colega. Ao lado deles, os funcionários Benevides (Grande Otelo) e Oscar (Olney Cazarré) vivem várias confusões.

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Assim como nas antigas chanchadas, o hotel é agitado por um grupo de bandidos que se hospeda no local. Ambrósio (José Lewgoy), um chefão da máfia, surge no Hotel Internacional acompanhado de Marilyn Meyer (Clarice Piovesan) e de uma quadrilha de contrabandistas, composta por Neném Minhoca (Older Cazarré), Scarface (Walter D’Ávila), Coruja (Ivan Setta) e Formoso (Felipe Carone). Quando misteriosos crimes acontecem no Hotel Internacional, Eliana passa a investigar, sempre se metendo em muitas roubadas.

Completando a homenagem às chanchadas, Feijão Maravilha repetiu boa parte do elenco das antigas produções da Atlântida. Não por acaso, Grande Otelo e Olney Cazarré repetiram a parceria dos filmes, assim como José Lewgoy surgia como o principal vilão, papel que desempenhara em várias chanchadas. Além deles, o elenco contava com Eliana Macedo e Anselmo Duarte, intérpretes dos personagens Soraia e Trindade. Segundo o site Memória Globo, durante a novela foram apresentadas diversas cenas dos filmes nos quais a dupla de atores contracenou, como se fossem flashbacks de seus próprios personagens na trama.

Feijão Maravilha também marcou a estreia de Paulo Ubiratan como diretor de novelas na emissora, já que, antes disso, ele havia sido assistente de direção em O Pulo do Gato e Sinal de Alerta. Depois de Feijão Maravilha, Ubiratan se tornou um dos mais importantes diretores da TV Globo.

Divertida, Feijão Maravilha permitiu algumas participações especiais inusitadas, como a dos jogadores de futebol Zico e Sócrates, que dividiram a cena com Benevides e Oscar. Na sequência, a dupla tentava convencer os jogadores a não se transferirem para o futebol árabe.

Destaque para a divertida abertura, que contava com vários utensílios de cozinha e muitos ingredientes, todos em tamanho gigante, e que eram preparados por um grupo de chefs. Tudo isso ao som da canção “O Preto que Satisfaz”, de Gonzaguinha, interpretada pelo grupo As Frenéticas. Um clássico!

Feijão Maravilha ofereceu uma comédia rasgada, ao melhor estilo pastelão, num horário até então acostumado às comédias românticas. A boa receptividade garantiu com que a faixa passasse a apostar cada vez mais no gênero, o que acontece até os dias de hoje.

Feijão Maravilha teve 124 capítulos exibidos entre 19 de março a 3 de agosto de 1979. Foi reapresentada no Vale a Pena Ver de Novo entre janeiro e abril de 1986, condensada em 65 capítulos.

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Veja um capítulo de Feijão Maravilha:

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