Cine Holliúdy: Prepotente, prefeito Olegário só adoça voz para primeira-dama importada de São Paulo

Publicado há 2 anos
Por Greicehelen Santana
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Cine Holliúdy é a nova produção da Globo que estreia no dia 07 de maio, misturando poesia com o humor regional cearense. Inspirada no longa-metragem homônimo de Halder Gomes, a série reúne grandes atores no elenco, como Matheus Nachtergaele que interpreta o prefeito Olegário da fictícia cidade de Pitombas.

O rapaz é o típico
político populista, daqueles bem escorregadios. Dono de discursos prolixos, tem
como marca registrada curiosos neologismos, tudo no mais puro estilo
nordestino. Olegário é um diplomata nato, acostumado a levar o povo na lábia.
Não chega a ser mau, só não é muito correto. Afinal, ele sabe que o caminho que
leva à honestidade é cheio de atalhos.  

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O que move um personagem como o Olegário são os interesses próprios, os
interesses particulares. Como a gente está em uma comédia bufa, uma comédia
farsesca, isso é levado ao extremo do hilário
”, explica Matheus
Nachtergaele.

O ator ainda comenta
que o jeito egoísta de Olegário também serve como uma crítica social política. “As características do querer tudo para si se
transformam em um egoísmo quase infantil, em narcisismo, em ignorância. É uma
crítica social política de um jeito que só a comédia pode fazer
”, conclui
ele.

Concordando com a
visão de Matheus, o roteirista Marcio
Wilson
destaca que o realismo fantástico entra na série como um recurso
narrativo para trazer leveza a assuntos que seriam mais complexos.  

O fantástico é pensado como uma metáfora com tinta mais forte, ele nos ajuda a trazer para frente, de maneira mais lúdica, o que a gente contaria de maneira mais séria”, explica o roteirista. “Na comédia farsesca, a gente abre um leque em que pode quase tudo”, complementa Claudio Paiva, supervisor final do texto.

Olegário só não fala grosso com a esposa

Macho cheio de pompa
e apetrechos, Olegário manda e desmanda na cidade com uma prepotência
proporcional ao tanto que é frouxo. Quem vê o mandachuva falar grosso no
gabinete da prefeitura de Pitombas, cidade fictícia do interior do Ceará, não
imagina a doçura do cabra quando fala com a nova esposa, importada diretamente
de São Paulo.

Maria do Socorro (Heloísa Perissé), ou “Currinha” para o
apaixonado prefeito, é vaidosa e ciumenta. Ela controla Olegário na palma da
mão e sempre consegue o que quer, mesmo que a custo dos cofres da Prefeitura.
Chega a esse fim de mundo trazendo na bagagem a filha, Marylin (Letícia Colin), e o desejo de ser uma
primeira-dama do futuro.

Essa mulher é vaidosa, cheia de poses, mas tem o coração bom, é
apaixonada pela filha. Chega a Pitombas numa pompa e a cidade a acolhe. E ela
vai transformando o Olegário, ele morre de medo dela. É engraçada a relação dos
dois. O prefeito grita com um, se faz de macho com outro, mas com a Maria do
Socorro ele é um passarinho
”, satiriza a atriz Heloísa Perissé.

É Maria do Socorro,
para a desgraça de Francisgleydisson (Edmilson
Filho
), quem manda o prefeito arrumar uma televisão para distrair a filha.
Com mais medo da mulher do que de ter suas falcatruas descobertas, Olegário só
faz obedecer a esposa.

Com receio de ser
acusado de desvio de verbas, coloca a TV em praça pública para que todo o povo
pitombense possa assistir. E faz isso com a ajuda de seu atrapalhado assessor e
motorista Jujuba (Gustavo Falcão).

Com uma índole honesta, Jujuba vive questionando a ética na política, para irritação do seu patrão. Sua aspiração de vida é tornar-se amigo íntimo de Olegário. Em busca da aprovação dele, transforma qualquer incumbência em uma possível catástrofe. 

Ficha técnica

Cine Holliúdy é uma série de
Marcio Wilson e Claudio Paiva, baseada no longa-metragem homônimo escrito e
dirigido por Halder Golmes. A direção artística é de Patricia Pedrosa e a
direção de Halder Gomes e Renata Porto D’Ave. A obra de 10 episódios conta com
participações especiais de: Ney Latorraca; Chico Diaz; Miguel Falabella; Ingrid
Guimarães; Falcão; Tonico Pereira; Bruno Garcia; Rafael Infante; Rafael Cortez;
entre outros.

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