Joana Borges conta sobre a importância de falar de assédio em Malhação: Vidas Brasileiras

Publicado há 2 anos
Por Cadu Safner
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A personagem Verena, interpretada pela atriz Joana Borges (24) em Malhação: Vidas Brasileiras, segue levantando um tema importante a ser debatido: o assédio. Na história, a estudante do colégio Sapiência sofreu uma tentativa de abuso sexual. E o assédio vem por parte de seu próprio professor de História.

Na nova fase da novela, Breno (Marcelo Argenta) retornou para a trama e sequestrou a estudante. E sobre isso a jovem atriz afirma que o destaque do tema na mídia é uma ótima notícia. “Mais mulheres têm criado coragem para denunciar seus assediadores/abusadores e o escândalo envolvendo João de Deus é um exemplo disso. Ao mesmo tempo, acredito que temos um caminho longo pela frente”, afirma ela ao site G1.

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E reflete sobre o perigo estar ao lado. “O assédio velado, em tom de brincadeira, ou disfarçado de elogio ainda é muito comum, inclusive dentro das empresas, em locais de trabalho e por parceiros de equipe”. A atriz conta que nunca passou por uma situação de assédio tão grave como a vivida por sua personagem. “Mas todas nós, em maior ou menor grau, já passamos por algum tipo de assédio”.

Joana é formada em Jornalismo e já passou da adolescência tem uns anos

Ela conta como é voltar no tempo interpretando a adolescente da novelinha. “Fazer uma adolescente, mesmo já tendo vivido essa fase, é um desafio para mim. Tenho todo cuidado para não infantilizar, mas ao mesmo tempo, não posso encarar as questões dela pensando com a cabeça da Joana de hoje, que mora sozinha”.

“Quando eu tinha a idade da Verena, 15 anos, assédio, relacionamento abusivo, temas próximos da questão feminista, eram muito pouco elucidados. Não se falava disso como se fala hoje em dia. A própria depressão era muito velada”, cita a atriz, que na novela, vive também a namorada de Álvaro (Eike Duarte), um jovem depressivo.

“Tudo acontecia tal como hoje e lembro de me incomodar desde muito nova com o assédio principalmente, mas não havia reflexão a respeito. Pelo contrário, o conselho que me era dado era de ignorar, relevar, ‘fingir que não ouvi’”.

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