Um ano após polêmica, Record e Marcão do Povo ainda brigam na Justiça por rescisão de contrato

Publicado há 3 anos
Por Gabriel Vaquer
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Era um pacato dia de 17 de janeiro de 2017. Nada demais chamava a atenção das redes sociais, mas um vídeo mudaria tudo. Tal vídeo era da versão de Brasília do Balanço Geral, apresentada, até então, por Marcão do Povo na Record.

No quadro A Hora da Venenosa, Marcão e Sabrinna Albert, venenosa na capital do Brasil, comentavam uma notícia sobre a cantora Ludmilla, que não queria tirar fotos com fãs e teria combinado com um garçom num restaurante para que ele impedisse tal feito, dizendo que a cantora estava gripada.

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Ao saber da notícia, Marcão fez um comentário, que mudaria sua vida para o bem e para o mal a partir dali. “É uma coisa que não dá para entender. Era pobre e macaca. Mas pobre pobre mesmo…”, disse o apresentador.

Acusado de racismo e processado por Ludmilla, em caso que corre até hoje, Marcão do Povo foi dispensado da RecordTV Brasília, semanas depois, algo surpreendente para muitos.

Marcão foi contratado pelo SBT, onde começou a apresentar o Primeiro Impacto, juntamente com o queridinho de Silvio Santos, Dudu Camargo. Hoje, Marcão marca médias entre 3 e 4 pontos e consegue ser vice-líder na faixa em vários dias na Grande São Paulo.

Todavia, mesmo contratado da emissora do Patrão, Marcão do Povo e Record estão travando uma batalha judicial forte já faz um ano. A reportagem do Observatório da Televisão acompanhou toda a movimentação dos processos durante todo o último ano.

A guerra é clara. Nos autos, a Record pede a rescisão de contrato do Marcão por conta do comentário infeliz. Até aí, nada demais. No entanto, a emissora quer que Marcão pague uma multa, que seria prevista em contrato, algo que o apresentador e sua defesa não querem.

Marcão do Povo na época em que apresentava o Balanço Geral DF, na Record (Divulgação)

Do outro lado, Marcão do Povo quer o pagamento de todas as parcelas do que foi acertado em contrato antes de sua demissão, alegando que o motivo de sua retirada foi de forma abrupta.

Entre pedidos de vista e problemas para entregar a defesa de ambas as partes, o processo vinha se arrastando até a semana passada. A 16ª Vara Civel de Brasília transferiu todos os autos para a Justiça Trabalhista.

O juiz Dr. Cleber de Andrade Pinto, que julgou o caso, disse que a Vara não tinha competência para julgar o mérito, já que se tratava de um contrato de trabalho feito por ambas as partes.

“Declaro a incompetência deste Juízo para processar e julgar a presente ação de rescisão contratual, determinando a remessa dos autos para uma das Varas Trabalhistas de Brasília”, disse o magistrado na decisão.

Vale ressaltar que Marcão e Record já travam uma batalha na esfera trabalhista, que foi entrado na Justiça na mesma época do processo Civil. Com a decisão da Vara Civel, eles serão julgados em conjunto daqui pra frente.

Não se sabe quando eles terão um resultado final, mas a disputa ainda está longe de acabar. Enquanto isso, Marcão do Povo segue nas manhãs do SBT, dividindo horário com Dudu Camargo.

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