Há 21 anos, Angélica se despedia da Casa da Angélica, no SBT

Publicado há 4 anos
Por André Santana
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No dia 11 de maio de 1996, foi ao ar o último programa Casa da Angélica, atração infantil que Angélica apresentava no SBT. Nesta época, a atração era exibida pela manhã, com tempo de arte curtíssimo e poucos desenhos em seu recheio. Isso porque a emissora havia feito uma mudança na grade de programação, encaixando o então vespertino Casa da Angélica na faixa das 7h30. Mas a apresentadora podia ser vista também na faixa da tarde, comandando os games TV Animal e Passa ou Repassa, que faziam bastante sucesso.

Casa da Angélica estreou às 15h15 do dia 9 de agosto de 1993. O programa estreou cercado de expectativas, pois a apresentadora, contratada com pompa pela rede de Silvio Santos, teve sua estreia adiada inúmeras vezes. Quando assinou contrato com o SBT, Angélica vinha com status de estrela, deixando para trás dois programas de sucesso que comandou na Rede Manchete, o diário Clube da Criança e o semanal Milk Shake. Angélica estava tão em alta que a direção do SBT chegou a cogitar colocá-la, também, aos domingos, dividindo o espaço mais nobre da emissora com Gugu Liberato e Silvio Santos. Tal plano, no entanto, não se concretizou, embora a loira tenha emplacado três programas diários na grade do SBT.

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E assim, após tanta espera, Casa da Angélica entrou no ar. Dirigido por Marcelo Zambelli, o programa apostava na mesma fórmula dos outros infantis da época, mesclando auditório, brincadeiras, música e atrações especiais, além de muitos desenhos animados. Seu diferencial eram os quadros de humor que eram exibidos ao longo da atração, nos quais Angélica interpretava diferentes personagens. Entre eles, havia o taxista Bernardão, que sempre levava no banco do carona uma estrela do SBT, e também Angelicastrid, uma sátira aos Vjs da MTV Brasil, em especial Astrid Fontenelle.

Angélica também dava vida a uma apresentadora de programa de culinária com forte sotaque mineiro, que sempre repetia que estava “uma ‘dilicia’”, mas suas receitas nunca davam certo. Viveu também Anjólica, uma sátira ao Jô Soares que fazia entrevistas inusitadas, e também uma apresentadora de programa esportivo que repetia bordões famosos de locutores e apresentadores, como “pimba na gorduchinha”, e “é pá e bola!”, quando costumava tomar uma “bolada” na cabeça. A Casa da Angélica também chegou a exibir a novelinha Tempestade de Lágrimas, uma sátira aos dramalhões mexicanos, na qual a apresentadora contracenava com Otaviano Costa.

Casa da Angélica também exibia muitos desenhos e, em seus três anos no ar, exibiu praticamente todos os principais desenhos do pacote de animações do SBT na época. Passaram pelo programa Pica-Pau, Ursinhos Carinhosos, Dennis O Pimentinha, Inspetor Bugiganga, Ducktales, Os Jetsons, Pernalonga, O Fantástico Mundo de Bobby, dentre tantos outros. Até mesmo os clássicos seriados mexicanos Chaves e Chapolin chegaram a fazer parte do cardápio da Casa da Angélica.

Casa da Angélica registrava uma boa audiência nas tardes do SBT, com médias entre 5 e 6 pontos no Ibope. Mas a apresentadora só decolou de vez mesmo na TV de Silvio Santos quando o infantil teve seu tempo diminuído e as tardes passaram a ser preenchidas, também, pelos game shows TV Animal e Passa ou Repassa, também apresentados por Angélica. Com o Passa ou Repassa, Angélica alcançava 10 pontos no Ibope em plena tarde, chegando a incomodar a Globo (daí veio o interesse do canal carioca). Em 19 de novembro de 1995, a Folha de S. Paulo publicou uma matéria intitulada “Angélica abusa do estilo teen e dobra sua audiência no SBT”, na qual destacava o figurino mais adolescente que a apresentadora vinha usando no comando do Passa ou Repassa e evidenciando seu sucesso de audiência. Foi nesta época em que Angélica, de fato, passou a dialogar com jovens, além de crianças.

Exatamente por conta do sucesso do Passa ou Repassa que a Casa da Angélica foi realocada para a ingrata faixa das 7h30 da manhã, com apenas meia hora de duração. Neste horário “insone”, sua audiência caiu bastante, chegando aos parcos 2 pontos. Assim, Casa da Angélica saiu do ar bastante desprestigiada e com pouco Ibope no dia 11 de maio de 1996, e poucos espectadores acordados assistiram à emocionada despedida da apresentadora, que repetiu seu antigo bordão “bye que bye bye bye!” e deu seu tradicional beijo na lente da câmera. Dali, saiu direto para a Globo, onde estreou Angel Mix e Caça Talentos em setembro do mesmo ano.

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