12 de abril marca a trajetória de duas das novelas mais pedidas do Viva; saiba quais

Publicado há 3 anos
Por Fábio Costa
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Neste dia 12 de abril, a versão original de Selva de Pedra, novela de Janete Clair, chega aos 46 anos, e a novela das 18h Livre Para Voar, de Walther Negrão, completa 33 da exibição de seu capítulo final. Vamos relembrar as duas histórias, que estão entre as mais pedidas pelos telespectadores do Canal Viva. Algumas muito requisitadas como A Gata Comeu (1985), Tieta (1989/90) e Meu Bem, Meu Mal (1990/91) já deram o ar da graça.

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Selva de Pedra contava a trajetória de Cristiano Vilhena (Francisco Cuoco), rapaz de família humilde que, ao ser humilhado pelo playboy Gastão Neves (Jorge Caldas) enquanto tocava bumbo numa das pregações religiosas de seu pai, Sebastião (Mário Lago), em praça pública, se desentende com ele e resolve tirar a forra numa ocasião na qual Gastão não se encontra acompanhado de seus amigos puxa-sacos. Os dois se engalfinham e Gastão acaba ferido mortalmente pelo canivete sacado por ele mesmo. A jovem Simone (Regina Duarte), que viu tudo da janela de sua casa, abriga Cristiano quando ele se desespera e tenta fugir, enquanto a poeira baixa e ele pode sair. Os dois acabam indo para o Rio de Janeiro e se casam. Ela deseja vencer como artista plástica e ele busca a ajuda do tio rico, Aristides (Gilberto Martinho), para se estabilizar. Na pensão onde vão morar eles conhecem o mau-caráter Miro (Carlos Vereza), que influencia Cristiano negativamente e termina por arquitetar um plano diabólico: a morte de Simone, para que Cristiano possa então se unir à milionária Fernanda Arruda Campos (Dina Sfat), acionista do estaleiro de Aristides e noiva do filho deste, Caio (Carlos Eduardo Dolabella). Um grande mal-entendido faz com que Simone descubra a trama e fuja, sem saber que o marido havia desistido de matá-la, e nessa fuga desesperada ela acaba sofrendo um acidente automobilístico. Dada como morta, ela foge para a Europa ao se recuperar, assume a identidade de uma irmã gêmea já morta, Rosana Reis, e volta ao Brasil, onde se relaciona novamente com o marido, que a crê morta, como a maioria dos personagens – apenas seu pai, o alfaiate Francisco (Arnaldo Weiss), e o amigo Jorge Moreno (Edney Giovenazzi), apaixonado por ela, sabem que Simone está viva.

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O peso na consciência por ter competido para a morte de Simone faz com que Cristiano não consiga se casar com Fernanda, e ele a deixa esperando na igreja. Humilhada, ela passa a dedicar sua vida a destruir o homem que a desprezara, ao mesmo tempo em que se torna amiga de Rosana, que ela desconhece ser Simone. Embora ainda ame Cristiano, Simone/Rosana deseja se vingar por acreditar que ele quis pôr fim à sua vida. Duas mulheres apaixonadas pelo mesmo homem, e ao mesmo tempo com um intenso desejo de se vingar dele pelo que as fizera passar. Mais folhetinesco, impossível – e no decorrer da história Fernanda entra num processo de enlouquecimento que a leva a sequestrar Simone e mantê-la presa numa casa inóspita e distante, para que ela não compareça ao julgamento de Cristiano pela morte de Gastão e não possa testemunhar a seu favor.

O capítulo no qual Rosana é desmascarada em sua falsa identidade chegou aos históricos 100 pontos de audiência na medição do Rio de Janeiro, e a novela, dirigida inicialmente por Daniel Filho e depois por Milton Gonçalves e Reynaldo Boury, até que fora assumida por Walter Avancini, que a conduziu até o final, consagrou-se como um sucesso avassalador, como poucos na história da teledramaturgia. Era uma integração perfeita entre um momento da vida real – no caso, o espírito do “milagre brasileiro” difundido pelo regime militar, que propiciava o desejo e a sensação de ascensão e bem-estar social – e os lances emocionantes da novela. No elenco ainda as presenças de Ana Ariel, Heloísa Helena, Neuza Amaral, Sônia Braga, Dorinha Duval, Tessy Callado, Emiliano Queiroz, Célia Coutinho, Lídia Mattos, Lícia Magna, Álvaro Aguiar, Angela Leal, Roberto Bonfim, Antonio Ganzarolli, Francisco Dantas, Jurema Pena, Urbano Lóes e Maria Cláudia, entre outros.

Já em 1985 o dia 12 de abril marcou a data do último capítulo da novela Livre Para Voar, exibida pela Globo às 18h. Escrita por Walther Negrão com a colaboração de Alcides Nogueira, se passava na cidade mineira de Poços de Caldas e tinha como protagonistas Pardal (Tony Ramos) e Bebel (Carla Camurati), dois jovens com segredos sobre sua verdadeira origem. A exemplo do Cristiano de Selva de Pedra, Pardal havia fugido para escapar da acusação de um crime que não cometera, e adotado inclusive este codinome que aludia ao pássaro. Já Bebel era na verdade Cristina, que ao voltar da Europa se infiltrara na fábrica de cristais de sua família como “moça do cafezinho”, a fim de descobrir o que poderia estar por trás da morte misteriosa de seu pai, J. J. (Jorge Dória).

Pardal morava num vagão de trem na companhia do pequeno Gibi (Fernando Almeida), menino de rua que havia fugido de um orfanato. Sem o pai, Cristina/Bebel contava com a ajuda da governanta portuguesa Carolina (Laura Cardoso) e a amizade de Julinha (Thaís de Campos), funcionária da fábrica e filha do maquinista Pedrão (Elias Gleizer). O romance dos dois é atrapalhado pelos segredos de ambos, que os separam, e pela presença de Danilo (Carlos Augusto Strazzer), um ex-namorado de Bebel que está falido e fica de olho no dinheiro dela após sua volta, não hesitando em romper seu relacionamento com Helena (Dora Pelegrino). Outros personagens de destaque são a irmã de Danilo, Bia (Nívea Maria), que se apaixona por Edu (Cássio Gabus Mendes), seu jovem afilhado; o pai de Helena, Álvaro (Edney Giovenazzi), que busca na bebida o refúgio para a infelicidade; a infeliz Marta (Suzana Faíni), esposa de Álvaro; Verona (Cássia Kiss), líder de uma república mantida pela fábrica de cristais; o judeu Lau (Abrahão Farc), sócio de J. J. e Álvaro.

Eminentemente romântica e muito leve, Livre Para Voar tinha sua abertura composta por tomadas aéreas ao som de “Ao que vai chegar”, de Toquinho: “Voa coração, a minha força te conduz/Que o sol de um novo amor em breve vai chegar/Vara a escuridão, vai aonde a noite esconde a luz/Clareia seu caminho e acende seu olhar…” No elenco de Livre Para Voar, ainda as presenças de João Carlos Barroso, Élida L’Astorina, Elizabeth Henreid, Cléa Simões, Vera Gimenez, Jorge Cherques, Miguel Falabella, Oswaldo Campozana, Rodolfo Bottino, Alexandre Frota e Denise Milfont, entre outros, além do hoje autor de novelas Tiago Santiago. Seu retorno às telas no Vale a Pena Ver de Novo foi um dos mais rápidos nos quase 40 anos da sessão: já em outubro de 1986 estava no ar outra vez.

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