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Heitor Martinez interpreta vilão em Amor Sem Igual e adianta: “É o que mata e esconde o corpo”

Ator volta à Record após período na Globo

Bernardo, de Amor Sem Igual
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O ator Heitor Martinez se prepara para viver mais um personagem na Record. Ele é o Bernardo, de Amor Sem Igual, nova novela da faixa das 20h30 da emissora da Barra Funda. Mais uma vez, ele vive um vilão em folhetins e revela que esse não tem escrúpulo algum, já que é capaz de matar e esconder o corpo, sem remorso. Confira a entrevista dada ao Observatório da Televisão.

Você passou um tempo na Globo e, agora, voltou para a Record.

Cara, são empresas que nos dão trabalho. Antes de vir para a Record, eu trabalhei muitos anos na Globo, eu fiquei muito tempo aqui. Agora, eu estou experimentando essa fase de vai lá, volta aqui. Para mim, sinceramente, é um posto de trabalho, eu me considero um funcionário, me apresentam os personagens e a gente trabalha em cima deles. São duas empresas grandes, duas empresas que, ainda bem, estão produzindo. A gente vem passando por um momento de desmonte da cultura, ter essa possibilidade de estar aqui trabalhando é um privilégio.

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Então, você está trabalhando por obra?

Sim, por obra.

Mas você também produz, não produz? Como estão as suas produções? Deu uma parada?

Sim, estou dando um tempo porque início de novela te exige muito. Eu tinha duas peças para fazer, eu tive que parar. Talvez eu comece a viajar com teatro em abril, com a Juliana, Eu Te Amo, do Jabor. A gente já começou ver viagem, mas eu dependo daqui. Por exemplo, essa semana, eu viajei quatro vezes. Fui para São Paulo, volto. Fui para Teresópolis, voltei, gravei no mesmo dia. Início de novela é sempre uma coisa um pouco desgastante. Eu não tenho energia suficiente para fazer muita coisa ao mesmo tempo.

Frente de capítulos

A novela está com muitos capítulos adiantados, quase uns 50?

Escritos, sim. Gravados, não. Eu devo acabar de gravar até o 20, essa semana, meu personagem.

E quem é esse personagem, fale um pouco dele?

O Bernardo é o segurança da Braz Talentos Esportivos. Trabalha, diretamente, com Thiago Rodrigues, que é o Tobias. Ele é o faz tudo, se precisa limpar alguma M do Thiago, quem vai limpar sou eu.

Ele é vilão?

Ele é muito vilão. Só que ele é um vilão, digamos assim… SS. É o que mata, esconde o corpo. Ele não planeja as coisas, banalidade do mal. Para mim, o nome dele é banalidade do mal. Se eu for preso, eu vou falar “apenas cumpri ordens”.

Queria saber um pouco mais sobre a preparação para fazer esse vilão.

Olha, preparação, nesse caso específico, eu não tenho nenhuma habilidade extra, nada. Mexer com arma, eu conheço. Então, a minha preparação internamente, tentar ver essa frieza, essa maneira de não demonstrar sentimento para poder fazer coisas horrorosas. No primeiro capítulo, não sei se vão mostrar, eu tento matar a Poderosa, algumas vezes.

Vai tentar muito ao longo da novela?

Vou tentar muito ainda.

Personagens do mal

Você sabe quantos vilões você já fez ao longo da sua carreira?

Acho que a grande maioria.

Você sente vontade de fazer algo totalmente diferente disso?

Se a gente não separar vilão e mocinho, tem muita coisa nesse leque, né? Eu gosto de personagens bons. Está dando certo, eu estou fazendo os vilões, eles estão chamando. Eu vou fazendo. Eu tenho teatro também para fazer outras coisas.

De alguma forma você absorve a energia dos personagens?

Sempre.

Como faz para sair?

Um banho de cachoeira, praia, exercício, amigos. É isso.

Rola uma insônia?

Rola. Estou dormindo mal.

Nessa gama de vilões, você já se acostumou com as maldades ou você lê o capítulo e ainda se surpreende?

A gente sempre se surpreende, se não eu estaria me igualando a ele. Eu sou uma pessoa diferente. Eu não consigo ficar imune ao massacre em Paraisópolis, por exemplo. Não consigo. Ele, provavelmente, falaria “tem que matar mesmo. Bandido bom é bandido morto”. Ele falaria isso. Os garotos nem são bandidos, né?

Convite da Record

Essa novela marca sua volta para a Record, depois de ter feito O Sétimo Guardião na Globo. O que te interessou no personagem?

Bom, eu aceitei antes de ler. Falei com o Foguinho, ele falou “vamos, o personagem é ótimo. É um vilão, ele faz isso, faz isso e faz isso”. Aí, depois é que você começa a entrar mesmo, ler, perceber e saber com quem você vai contracenar. Aqui, quando você conhece as pessoas, rola muita confiança. Quando a gente trabalha há muito tempo, já sabe mais ou menos onde posso ir, o que eu posso fazer. A linguagem… A gente sentou e ele me falou como é que era. Comecei a ver Topíssima, não estava vendo, porque é uma linguagem parecida. Eu acho espetacular a Record manter esse segundo horário de produções contemporâneas. Eu acho fundamental. É uma maneira da gente ampliar mercado, a gente está precisando disso.

Seu contrato com a Record é por obra? Para você, isso é melhor?

Atualmente, sim. Segurança é muito bom. Mas eu fiquei 12 anos direto aqui, fui muito feliz com essa segurança. Mas, por obra, nos permite exatamente estar aberto a ouvir outras propostas e trabalhar com outros diretores, eu acho isso interessante também.

O público confunde ainda o vilão com a pessoa física?

Não, não é mais assim. As minhas abordagens são muito interessantes no sentido de carinho. As pessoas vêm muito felizes falar comigo, elogiar, criticar, mas são sempre aproximações positivas. Eu acho bem interessante. Quando eu fazia o Jackson, de Vidas Opostas, que era, talvez, o meu maior vilão, a pessoa mais execrável que eu já presenciei… até a polícia vinha falar comigo. Parava carro de polícia na rua, eu andando, para tirar foto. Não há mais essa confusão, pelo menos, na minha experiência.

*Entrevista concedida ao jornalista André Romano

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