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Cine Holliúdy resgata o humor regional com sotaque e expressões cearenses

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Estreando na tela da Globo no próximo dia 07 de maio, Cine Holliúdy traz de volta à TV o gênero humor regional. Composta por 10 episódios, a inédita série reúne sotaque e expressões que vem direto do Ceará, região que tem tradição no estilo, seja por meio da arte ou do cotidiano do seu povo.

O dia a dia do Ceará já é uma comédia por natureza. A vida é muito simples, estamos expostos à uma realidade onde a comédia é visceral, na urgência. Eu vivo no meio do humor a maior parte do meu tempo”, pontua o cearense Halder Gomes, criador do filme Cine Holliúdy e diretor na série. 

Assim como Halder, atores que têm uma longa trajetória com o humor no Ceará fazem parte do elenco de Cine Holliúdy e dão vida a: Francisgleydisson (Edmilson Filho), Munízio (Haroldo Guimarães), Lindoso (Carri Costa), Dona Belinha (Solange Teixeira) e delegado Nervoso (Frank Menezes) entre outros.

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A simplicidade do humor cearense aparece porque nos momentos de dor ele se faz rir e se coloca como protagonista daquele riso. Isso é muito natural e despertou a ideia de que o cearense é um bom contador de causos. A piada nada mais é que um causo curto, geralmente surpreendente e que causa o riso”, define Carri Costa, ator e pesquisador com mais de 30 anos de história nos palcos e grupos de estudo na região.

A pedra do sapato do prefeito Olegário

Em Cine Holliúdy, Carri Costa é Lindoso, dono do armazeco – uma mistura de armazém com boteco – no qual todos da cidade batem ponto. Casado com Belinha (Solange Teixeira), é um dos principais críticos do prefeito Olegário (Matheus Nachtergaele).

É ele quem descobre o uso de verba da prefeitura para a compra de uma TV para o quarto de Marylin (Letícia Colin), fazendo com que o prefeito transfira o equipamento para a praça e passe a exibir as novelas para toda a população da cidade fictícia de Pitombas.

E todo esse furdunço acontece diante dos olhos do delegado Nervoso (Frank Menezes), que preza mais pelos fios lustrosos de sua peruca e pelo seu bode amostrado do que pela segurança da população pitombense. O delegado é desses belicistas de almanaque, que sabe tudo de guerras, exércitos, armas, mas nunca deu um tiro na vida. Fanático pelos filmes de luta do Cine Holliúdy, ele sonha ser como Charlie Bronson, mesmo que seja em Pitombas.

Supervisor final do texto de Cine Holliúdy, Claudio Paiva trabalhou, nos últimos anos, em comédias contemporâneas e urbanas, como: Sai de Baixo, A Grande Família, Tapas & Beijos e Chapa Quente. Agora, ele vê com entusiasmo o retorno desse segmento de humor regional de época para a televisão.

Fazer ‘Cine Holliúdy’ é como se voltássemos a algo como ‘O Auto da Compadecida’, ‘Lisbela e o Prisioneiro’ e ‘Bem Amado’”, avalia Paiva. “Essa linguagem regional tem uma musicalidade no jeito de falar, e ao usar esse vocabulário parece que você está escrevendo uma poesia”, completa.

Ficha técnica

Cine Holliúdy é uma série de Marcio Wilson e Claudio Paiva, baseada no longa-metragem homônimo escrito e dirigido por Halder Golmes. A direção artística é de Patricia Pedrosa e a direção de Halder Gomes e Renata Porto D’Ave.

A obra de 10 episódios conta com participações especiais de: Ney Latorraca; Chico Diaz; Miguel Falabella; Ingrid Guimarães; Falcão; Tonico Pereira; Bruno Garcia; Rafael Infante; Rafael Cortez; entre outros. A série foi disponibilizada na íntegra para os assinantes do Globoplay no dia 30 de abril.

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