Com Concurso de Paródias, SBT “turbinava” linha de shows há 20 anos

Moacyr Franco apresentava o Concurso de Paródias
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No dia 31 de julho de 1997, o SBT estreava um novo programa de auditório em seu horário nobre. Concurso de Paródias trazia de volta ao vídeo o apresentador Moacyr Franco, que estava afastado da TV havia 15 anos, e também “internacionalizava” ainda mais a linha de shows do SBT, na época tomada por programas de auditório “inspirados” em programas estrangeiros.

Concurso de Paródias tinha um nome autoexplicativo. Tratava-se de um programa ao estilo “show de calouros”, no qual os participantes traziam diversas paródias musicais. Em cada edição, diversos compositores traziam novas versões de músicas conhecidas, com letras bem-humoradas. Um júri convidado fazia a análise, e, no final do programa, a melhor paródia era premiada.

Em edição de 27 de julho de 1997, a Folha de S. Paulo destacava a volta de Moacyr ao vídeo. “Estou louco para botar a cara no vídeo de novo”, afirmava ele na época. Na entrevista, o “showman” falava sobre o formato de sua nova atração. “O humor de trocadilho é o mais elementar. Não requer tanto talento, mas dá resultado”, afirmou ele, que admitia, também, que a atração não era bem o tipo de programa com o qual esperava voltar à TV. “Mas estou dando o melhor de mim. Até me deixaram cantar – o que não significa uma melhora no programa”, brincou, com seu habitual bom humor.

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Concurso de Paródias era inspirado num programa europeu, num formato que era exibido na Espanha e em Portugal. Ele se juntava a outros dois programas na linha de shows do SBT que também eram versões de atrações importadas: Márcia, às terças-feiras, e Alô Chrystynah, às quartas-feiras.

Márcia estreou dois dias antes do Concurso de Paródias, em 29 de julho. Inspirado no Ricki Lake Show, dos EUA, era um programa de comportamento, no qual apresentadora, convidados e auditório discutem seus conflitos. Para emplacar o novo programa, o SBT contratou o americano Albert Lewitinn para assessorar a adaptação, já que o profissional havia ajudado Ricki Lake a formar sua equipe. Para comandar a atração, a emissora fez testes com mais de 200 apresentadoras, elegendo a então desconhecida Márcia Goldschmidt para a função.

Alô Chrystynah (que estreou se chamando Alô Christina, mas depois mudou para esta grafia bizarra) era uma mistura de talk show e game show apresentado por Christina Rocha nas noites de quarta-feira. O programa, que havia estreado em abril de 1997, era a versão nacional do programa argentino Hola Suzana! e do italiano Pronto Rafaela. O programa tinha cenário, orquestra e coreografia dos bailarinos bem semelhantes à atração de Suzana Jimenez, mas Christina Rocha declarou, na época, que fazia a apresentação do seu jeito. Uma das melhores coisas do programa era a abertura, deliciosamente cafona:

Com esta trinca de formatos importados, o SBT montou uma linha de shows variada, com muitos programas de auditório. A faixa das 21h40, então, era formada por Hebe, às segundas; Márcia, às terças; Alô Chrystyna às quartas; Concurso de Paródias às quintas; Tela de Sucessos às sextas; e A Praça É Nossa aos sábados. Entretanto, esta grade não teve vida longa. A emissora abriu espaço para transmissões da Copa do Brasil nas noites de terça e quinta, sacrificando Alô Chrystynah e Concurso de Paródias, além de realocar Márcia para as noites de quarta-feira.

Márcia, aliás, abriu o caminho para o formato conhecido como “telebarraco” naquele ano. Logo depois do programa do SBT, surgiram Magdalena Manchete Verdade, com Magdalena Bonfiglioli na Manchete; e Ratinho Livre, com Carlos Ratinho Massa, na Record. O SBT, então, tirou Márcia da linha de shows e a colocou diariamente, na faixa das 21 horas, anteriormente dedicada às novelas, para bater de frente com o “roedor” da Record. Mais adiante, porém, passou o programa para a faixa das 18 horas, sem maiores explicações. A atração ficou no ar até a contratação de Ratinho pelo SBT, em 1998.

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Reveja a chamada da linha de shows do SBT em 1997:

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