Vivianne Pasmanter fala sobre sua personagem em Novo Mundo “Me divirto com o jeito sonso dela”

Publicado há 4 anos
Por João Paulo Reis
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Vivianne Pasmanter está feliz da vida em viver uma personagem como a Germana, de Novo Mundo. A comerciante é diferente de tudo o que a atriz já fez na TV e comera o sucesso. A veterana chamou atenção ao aparecer caracterizada no início da trama, e contou para o Observatório da Televisão tudo sobre essa experiência:

A caracterização para a personagem é muito demorada?

Sim. No início demorava mais, agora começamos a pegar o jeito. É uma linha de produção praticamente: enquanto um está fazendo maquiagem, tem um outro fazendo as queimaduras dela. Depois fazemos o cabelo e o dentes. O corpo já chego com ele pronto de casa naquela cor. Fazemos tudo em 1 hora. O problema maior é para tirar a maquiagem depois. Tomo banhos bem demorados!

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Você nunca tinha feito uma personagem tão diferente aparentemente de você não é? Como é?

Não. (risos). Em Anjo de Mim eu fiz uma personagem sem teto, a Lavínia, que tinha o cabelo desgrenhado, depois ela ficou mais bonitinha, mas não tinha esse trabalho de colocar prótese, mexer nos dentes, nada disso. Nessa novela os personagens não usam maquiagem, e isso é uma coisa nova, porque assistíamos às novelas de época antigamente e todo mundo aparecia muito maquiado, e agora a direção segue fielmente a época que se passa a trama. Se não existia batom, cílios, não se coloca, então fica bem natural.

Os dentes deram trabalho?

Sim. A cor deles ficava toda hora saindo e tínhamos que parar a cena para retocar, aí pedi ao meu dentista uma ajuda e desde então uso um verniz de flúor, daqueles que se usa em criança, verniz e sombra fosca cinza.

Assim como a maquiagem esse verniz no dente dá trabalho para tirar?

É Ruim para tirar, mas é nível Hollywood. Teve um dia que cheguei numa festa e perguntaram “O que é isso no seu dente?”, estava vermelho com resto de flúor (risos).

A personagem tinha tudo para cair no caricato. Qual foi o seu cuidado para que isso não acontecesse?

Comecei a gravar muito rápido, então não tive muito tempo para ficar pensando como ela deveria ser, fomos construindo a personagem nos ensaios. Cada dia surgia algo diferente como a risada por exemplo. No primeiro dia me deu um insight que ela teria que ser descendente de índios, e fomos buscando isso e colocando na Germana. Tudo o que me pediam, sem pensar duas vezes eu dizia que dava pra fazer, e ela nasceu de verdade do jeito que vocês vêem no set, já durante o primeiro dia de gravação.

Como você se sente com a resposta do público?

Eu me surpreendo quando chegam pessoas me parabenizando, é gratificante. Isso me dá confiança pra continuar criando, apesar de ser muito diferente, foi a personagem que menos problema me deu.

Como seus filhos encararam a transformação para a novela?

Minha filha falou que não iria assistir à novela, faz uma semana que ela começou a assistir um pouquinho, mas antes ela tinha ficado revoltada com a minha aparência. Ela tem 12 anos, está naquela fase de ter vergonha da mãe. Meu filho de 14 anos, assistiu e gostou.

Guilherme Piva e Vivianne Pasmanter em Novo Mundo (Divulgação/ TV Globo)

Como é essa parceria com o Guilherme Piva?

Sempre ouvi falar muito bem dele e essa é a primeira vez que trabalhamos juntos. Quase trabalhamos juntos no teatro e acabou não acontecendo. É uma pessoa maravilhosa além de um super ator.

Impossível não falarmos sobre a volta da novela Por Amor no Canal Viva essa semana. Você assistiu?

Eu assisti ao primeiro capítulo, foi emocionante, e é muito nostálgico.

Observando com seu olhar de hoje, o que você faria diferente em Por Amor?

Não sei se faria diferente mas percebi algumas coisas como o tempo errado de algumas falas (risos). Foi há 20 anos, eu era mais nova, então me perdoo mais que hoje em dia.

Você se sente realizada ou acha que ainda tem algo a melhorar?

Sempre dá pra melhorar. O que me motiva é continuar aprendendo a cada dia.


A Germana tem esse lado engraçado sem perceber que é engraçada. Poucas vezes você pôde fazer papéis com essa veia cômica. Como é pra você fazer humor?

É muito bom porque posso qualquer coisa, tudo cabe, e eu me divirto muito fazendo. As vezes você tem um personagem que acaba ficando numa linha de atuação muito justa, e a Germana não tem essa precisão. Mesmo com o texto decorado, ela me dá liberdade de na hora da gravação fazer do meu jeito, da forma como eu criei.

A boca dela foi criação sua?

Começou num dos ensaios, o Guilherme Piva falou “bota amendoim na boca pra ver como fica”. E aí pensamos que seria melhor se ela fosse ortognática.

As pessoas deixaram de te reconhecer quando estava caracterizada?

Sim, aconteceu e foi maravilhoso. Após um dos ensaios, eu fui caracterizada falar com uma diretora com a qual eu já havia trabalhado anteriormente e ela não me reconheceu. Eu falei “oi”, dei um beijo nela e ela perguntou “eu te conheço?”, e eu respondi “sim”, ela perguntou “qual seu nome” e eu disse “Viviane” e mesmo assim ela não me reconheceu. Aí tive certeza que esse era o caminho certo.

Qual sua personagem mais difícil e qual aquela pela qual você tem um carinho especial?

Tenho carinho por todas. A Lavínia (Anjo de Mim) eu adoro, Maria João (Uga Uga), já a Débora (Felicidade) me tirou o sono porque tudo era difícil, era minha primeira novela, e eu não sabia nada.

Você fica chocada ao receber os capítulos e ler os absurdos que ela fala?

Eu rio muito enquanto leio o texto. As vezes tem uma frase boba, que fico rindo um tempão pelo jeito sonso dela.

Você lê apenas a sua parte ou lê o capítulo inteiro?

Eu tenho lido somente a minha parte, porque essa novela eu gosto muito de assistir na TV, então eu prefiro ter a surpresa e não saber tudo o que vai acontecer.

A novela está indo muito bem em audiência. A que você atribui isso?

Acho que é um acerto geral. O texto é muito bom, tem a coisa do histórico que mescla com acontecimentos que parecem extremamente atuais, e o trabalho dos atores está muito bom, locações, cenários e figurinos lindos, é bem dirigida também. Sou suspeita pra falar porque eu adoro.

*Entrevista realizada pelo jornalista André Romano.

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