Vitória Strada brinca com jeito atrapalhado de sua personagem: “é como se o cérebro não se conectasse com o corpo”

Publicado há 9 meses
Por João Paulo Reis
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Vem aí, Salve-se Quem Puder, a nova novela da Globo escrita por Daniel Ortiz (Haja Coração). Na trama, Kyra, interpretada por Vitória Strada é uma jovem paulistana de classe alta, que tem o sonho de se casar. Namorada de Rafael (Bruno Ferrari), ela parte para Cancún, no México para acertar detalhes da cerimônia, quando um furacão faz sua vida virar de cabeça para baixo.

Testemunha de um crime, ela precisa junto com as amigas, Alexia (Deborah Secco), e Luna (Juliana Paiva), mudar de identidade para se manter viva. Com isso, elas passam a viver em um sítio no interior, quando começam muitas confusões. Em conversa com o Observatório da TV, durante a festa de lançamento da trama, a atriz falou sobre a personagem, o desafio de interpretar com base no humor e a gravação da cena do furacão, repleta de efeitos especiais.

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Fala para a gente sobre Salve-se Quem Puder

É uma novela com histórias entrelaçadas de três meninas que se encontram num furacão, e este furacão é o que acaba as unindo. Estou muito feliz de estar podendo contar essa história com Juliana Paiva, Deborah Secco, e um elenco tão amigo. O diretor, Fred Mayrink também joga junto na construção das piadas, e conta a história de maneira crível.

Como é a Kyra, sua personagem?

Kyra virará Cleide. Elas entram num programa de proteção à testemunha porque elas presenciam um assassinato e precisam se manter escondidas, pois a família pode ser morta caso alguém descubra que elas estão vivas. Nesse meio tempo, elas vão se conhecendo, e se unindo. A Kyra é muito leve, tem alma muito jovem. É uma decoradora que tem desde muito nova o sonho de se casar. Brinco que ela vive no próprio conto de fadas, e quando ela está prestes a realizar esse sonho de se casar com o amor da vida dela, Rafael (Bruno Ferrari), acontece esse furacão. Ela é levada para o meio do furacão pela Alexia, e no início elas nem se dão bem. À partir daí toda a história acontece. Ela vai morar num sítio para preservar sua identidade, onde ela tem que lidar com uma galinha, e ela não está acostumada com animais. Inicialmente ela parece muito patricinha, mas é muito humana. Ela tem uma vida confortável e de repente tem que tirar leite de vaca, uma coisa totalmente fora da realidade dela, que ela tem que aprender a lidar. Estou me divertindo bastante.

Ela vai ter um trabalho?

Ela vai ser babá dos sobrinhos da Alexia. Porque quando elas vão morar no sítio, elas decidem sair de lá, e voltar para São Paulo, porém não podem aparecer para as próprias famílias, e decidem, uma cuidar da família da outra. A Alexia, por exemplo, vai cuidar do noivo da Kyra, para que ele não volte para a ex dele. Ao mesmo tempo, a Kyra entra na família da Alexia para cuidar do avô, e dos priminhos pequenos como babá. Ela nunca foi babá na vida, mas é um disfarce. Só que as crianças lindas, que são umas pestinhas, acham que a babá vai querer roubar o lugar da mãe delas. Acho legal que a Kyra começa a novela mostrando uma alma muito leve, infantil, mas tem um lado maternal muito forte. Ela é a única que consegue lidar com o avô da Alexia, que é um senhor.

O patrão dela se apaixona por ela? E ela que é apaixonada pelo noivo, retribui?

Ela vai para São Paulo, então não pode dizer que está viva, mas não quer que o noivo siga adiante porque ela quer aquele noivo, ela vai casar com ele. Daí, ela começa a conviver com o personagem do Thiago Fragoso, eles se dão bem, e ela consegue fazê-lo rir, coisa que ele não fazia há tempos desde ficou amargurado por ter perdido a mulher. E os dois vão se completando, de forma ingênua.

Como é gravar com uma galinha?

Eu estava acostumada com um registro de personagens muito densas. Brincamos que a Filipa, a galinha é praticamente a protagonista da novela, porque teoricamente ela fala. A Kyra cismou que a Filipa odeia dela, e o mais engraçado engraçado é que são três galinhas trigêmeas que interpretam a Filipa, de nome Filipa, Raquel e Juliana. Elas são uns doces. Elas nunca me atacam, mas tenho que fingir que elas estão me atacando. O único momento que a Kyra simpática com ela, é quando percebe que ela está chocando um ovo, e fala ‘ai Filipa, eu também quero muito ser mãe’. Está sendo muito legal.

Você já tirou leite de vaca?

Na vida real sim, na novela não. Eu não tenho medo desses animais, apesar de criada na cidade. Eu só pergunto por exemplo, como segurar para não machucá-la por exemplo, porque da mesma forma que a gente respeita as limitações das pessoas, não podemos chegar num animal pegando de qualquer jeito.

Kyra é atrapalhada e romântica. Tem muito de você nessa personagem?

Meu método de encarar o personagem é me permitindo viver como esse personagem, então nas últimas duas novelas eu estava um pouco mais densa, por personagens mais racionais, já a Kyra não. Eu, Vitória, penso e falo, já ela é oposto, e se confunde muito. Muito do que vou aprendendo com as novelas são técnicas, mas nunca deixo de lado a parte de viver o personagem, então eu me jogo. Eu sou muito romântica, mas a maneira como o cérebro funciona é muito diferente. A Kyra é muito espevitada, muito atrapalhada. Brinco que é como se o cérebro não se conectasse com o corpo. À primeira vista é uma patricinha, mas não. Estou trabalhando esse lugar, senão nem conseguiria fazer essas cenas atrapalhada e falando tão rápido.

Você e o Bruno Ferrari fizeram muito sucesso em Tempo de Amar, e agora juntos novamente em cena. Como está sendo?

Eu amo o Bruno, é um grande amigo, parceiro e fiquei muito feliz em saber que iríamos contracenar de novo. A gente gravou algumas cenas no início e logo eles se separam, então já vou aguardando para ver como vão ser os próximos capítulos. Fico feliz. Vi uma foto da Maria Vitória e do Vicente, e uma foto da Kyra com o Rafael, e estamos com a pose muito parecida, mas ao mesmo tempo totalmente diferentes. É muito gostoso relembrar parcerias e contar uma nova história. Nós já temos uma afinidade, e conseguimos criar coisas juntos, ao mesmo tempo são novos personagens, e fazendo comédia.

Sua vida pessoal acabou sendo exposta. Esse é um medo seu?

Eu não sei. Não esperava nada porque queria trabalhar como atriz, e na primeira oportunidade que tive foi fazendo real beleza, do Jorge Furtado, foi ali em cena que eu soube o que queria fazer. Foi justamente esse momento de trabalhar. Estar com a vida exposta, vou vivendo cada passo de uma vez, e entendendo a medida de cada coisa, porque elas mudam. Quando eu achar necessário falar certa coisa, eu falo, mas quando eu quiser ficar reservada, também. O que me incomoda no geral é a falta de respeito, mas graças a Deus sempre tive uma relação muito boa com a imprensa, claro, sempre tem uma notícia ou outra que sai, que a pessoa contou uma história que não aconteceu daquele jeito, mas faz parte.

Como foi gravar as cenas do furacão?

Foi uma loucura. Gravamos 20 diárias na chuva, e com muita água, então rolou muita vitamina C para segurar essa saúde. Foi uma experiência incrível, me senti em Hollywood, porque foi a primeira vez que gravei algo com esse nível de produção, com muito efeito especial, e de precisar imaginar muita coisa, porque está gravando numa piscina, e tem que imaginar que está numa cidade derrubada. Não foi fácil, mas foi uma experiência muito boa.

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano

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