Tuca Andrada entra em Segundo Sol interpretando um criminoso: “Ele se transforma em um monstro”

Publicado há 2 anos
Por Cadu Safner
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Longe das novelas desde A Lei do Amor, o ator Tuca Andrada se preparar para entrar no ar com um personagem de características vilanescas. Para não passar necessidade e tentar tirar sua família da pobreza, Juarez vai entrar para o universo do tráfico.

Em entrevista ao Observatório da Televisão, Tuca revelou que reencontrará com Giovanna Antonelli após 14 anos de sua parceria com a atriz em Da Cor do Pecado e também adiantou algumas coisas da história do personagem. Confia:

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Veja também: Com traços de vilania personagem de Rui Ricardo Dias vai ser líder do crime em O Tempo Não Para: “É uma grande novela”

Entrar em uma novela no meio da história é mais difícil?

É difícil porque a novela já esta engrenada. Vai muito bem no ar, a história do personagem já começou na verdade. A partir do momento que eu entro, isso cria uma certa facilidade, Você pega o personagem do único, não é algo que você cai de para-quedas. Como o texto do JEC é bem alicerçado, ele te dá muitas dicas de quem é o personagem, com pouco texto ele te dá uma visão do que é o personagem, não é fácil pegar  anovela já em andamento, mas, ao mesmo tempo a gente tem uma base muito grande e como a novela já está bem aceita, fica mais fácil.

Por necessidade Juarez vai entrar para o crime

Quem é Juarez?

Ele é um ex-banqueiro que foi demitido por corte e há anos ele tenta conseguir trabalho e não consegue, então ele começa a passar necessidade entra para o tráfico. Então ele vai se tornando um monstro, ele endurece muito com tempo e começa a obedecer as leis do tráfico, que é uma lei dura e que mata.

É uma família toda envolvida nessa história?

Sim, ele tem uma loja de doces de faixada em que ele emprega os filho e a mulher.

Ele é um vilão. Ele luta pra livrar a cara do filho com a namorada?

Ele é um vilão, sem dúvidas. A namorada do filho é uma ameaça, pois ela é uma drogada, ela pode abrir a boca, entregar ele ameaçar os negócios dele. Qualquer coisa que ameace o negócio dentro do tráfico ele é eliminado, não tem outra solução.

O ator revela um pouco da história envolvendo Manuela, “Ela é uma ameaça”

Interpretando um personagem assim é possível mostrar para o público o lado ruim do tráfico, né?

Além disso você mostra porque tantos cidadãos de bem acabam entrando para o tráfico. É um país que gente não tem mais alternativa, perspectivas e nem esperança. Então, é muito difícil. Em uma das primeiras cenas dele, ele diz que tentou muito um novo trabalho. Mas, ou ele entrava nisso ou a família dele passaria fome. Isso não é uma desculpa, mas, você entende que uma pessoa de bem possa cair numa cilada perigosa como essa. O JEC nunca transforma um personagem num vilão simplesmente por transformar. Ele constrói razões que explicam o porque essa pessoa é daquele jeito.

Tuca diz que enxerga um lado afetuoso no personagem

Você vem com sotaque pernambucano ou baiano?

Eu venho com uma misturado de sotaques. É mais fácil pra mim o sotaque pernambucano. Eu estou numa consultoria com os baianos da novela. Tem muita coisa de Pernambuco que eu boto no meio sim.

Você enxerga algum lado de afeto nele?

Vejo. Eu acho que ele é super afetuoso com essa família. Ele é super machão, durão, sem dúvida, mas, ele tem um carinho enorme pela família, tanto que ele entra nessa vida por eles. Ele quer proteger e realmente ele puxa a arma para o filho, o menino mentiu para ele duas vezes, roubou ele. É uma decisão horrorosa para um pai fazer isso com o filho. Mas, é o que eu disse, quando você está nessa vida não existe muito espaço para a humanidade. Ele vira um monstro.

Tuca Andrada também está em turnê com peça de teatro

O que você estava fazendo quando recebeu convite para fazer essa novela? Te pegou de surpresa?

Me pegou de surpresa porque eu estou em turnê com uma peça que se chama Visita da Velha Senhora com a Denise Fraga. Vai fazer um ano que está em cartaz, foram seis meses em São Paulo e agora estamos no Rio. É bem puxado pra mim, mas, não paro, não tinha como sair da peça, eu protagonizo junto com ela.

Você chegou a assistir a novela?

Pouco, é um horário que eu estou no teatro, e desde maio do ano passado eu não paro no Rio. Os ensaios são pela noite. Via alguma coisa ou outra. Mas, sempre que estreia alguma novela eu quero ver, quero saber como estão os atores, é mais por uma questão de informação mesmo. Mas, não dava para acompanhar mesmo, quando eu entrei em Segundo Sol, fui me inteirando da história.

Você já tinha contracenado com a Ingra Lyberato?

Não. Com nenhum deles. Está sendo maravilhoso, ela é uma graça, super doce, ela quer fazer e acertar e isso é fundamental num trabalho. Volto a contracenar com a Giovanna Antonnelli também. Estou feliz com isso. E foi em uma novela do JEC também. Mas, com os outros atores eu ainda não tive muito contato.

Você nunca parou de fazer teatro e o Rio é uma cidade que está passando por uma crise muito forte, como vocês atores tem driblado isso?

Nunca parei mesmo. É difícil fazer teatro no Rio, está complicado porque vejo amigos de teatro tentando levantar produções aqui e é muito complicado, além da cidade e do estado estarem falidos, o prefeito joga contra a cultura. Eu moro no Rio há 33 anos e nunca vi a cidade tão triste como está hoje. As ruas estão sujas, sem nenhum policiamento, os hospitais um horror, a gente sabe que existe uma péssima administração e faço questão de deixar isso público minha opinião.

**Entrevista feita pelo  jornalista André Romano

 

 

 

 

 

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