Tom Karabachian sobre ter pai famoso: “Você constrói sua carreira e as pessoas passam a falar de você”

Publicado há 3 anos
Por Bárbara Saryne
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Em entrevista ao Observatório da Televisão, Tom Karabachian fala sobre Tito, seu personagem em Malhação – Vidas Brasileiras, e comenta as comparações com seu pai, o cantor Paulinho Moska.

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Como está sendo o assédio das fãs?

“Está sendo muito legal essa repercussão. Ontem eu saí com o Daniel (Rangel), que é meu amigo, e com o Gabriel Contente. Nós tiramos nossas primeiras fotos juntos e está sendo muito legal ver que o meu trabalho está sendo bem visto. Eu acho que é um lugar de reconhecimento, é muito bacana ver a reação do público. Sempre terão opiniões positivas e negativas, então é bom ir se acostumando com as críticas.”

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Os fãs de Malhação são muito intensos. Muitos fazem até tatuagem com o nome do ator. Já soube de alguma loucura?

“Não. Sendo sincero, espero que eles não tatuem nada (risos). Eu agradeço a homenagem e, caso alguém queira fazer isso, vou amar. Mas tem tanta coisa para tatuar, gente, não precisa, do fundo do meu coração (risos). Eu acho lindo, mas acho mais bonito se você me desenhar, escrever uma música para mim. Tatuar é um pouco demais.”

Nesse passeio que você fez com os meninos rolou muita selfie?

“Até agora não rolou muitas, pelo menos comigo. Os galãs Leonardo Bittencourt e Daniel Rangel podem falar mais sobre isso (risos).”

E a família, como está vendo o seu trabalho?

“Meus pais me apoiam muito. Meu pai é compositor, ama o ramo da música e das artes cênicas e a minha mãe é o meu alicerce, ela me ajuda em tudo, me apoia sempre. Quando eu estou errado ela diz que estou errado, mas segura na minha mão e diz “vamos sair dessa juntos”. Meus pais são dois parceiros, dois queridos que estão me apoiando com tudo, é muito bom ter o apoio dos pais.”

Qual é a sensação de estar dando entrevistas?

“É muito bom, eu acho ótima essa divulgação, é muito importante para o nosso trabalho.”

O que você pode falar sobre o Tito?

“O Tito é um garoto romântico, carismático, muito defensivo por morar com o avô, já que perdeu os pais e, por conta disso, acabou sendo pouco comunicativo com o meio social. Ele é um garoto que começa a se relacionar muito com a música para poder fugir desse ambiente conturbado. Esse é o jeito dele se comunicar com o mundo e é muito legal porque eu também faço isso quando estou nervoso.”

A cada episódio, nesta temporada, é contada a história de alguém. Qual será a do Tito?

“Eu não sei muito bem ainda. Mais para frente teremos mais informações sobre isso. O Tito é apaixonado pela Flora e tudo que ele se inspira é sobre a vida dele, os romances, a vida do pai. Acho que as coisas vão acontecendo na vida do Tito e ele vai transformando em música.”

E o que você pode falar sobre a parceria com o Luis Gustavo?

“É a melhor parceria que eu poderia ter. Esse cara é um gênio, eu tenho o maior orgulho do mundo de poder ‘receber’ um avô desses porque ele é muito generoso. Ele tem 84 anos e é muito bonito, para quem está começando agora na TV, ver alguém com uma disposição e uma disponibilidade tão grande quanto a dele. Ele é uma pessoa que pergunta como é que eu estou, pergunta da minha vida, se interessa pelo parceiro de cena… isso é muito importante numa carreira profissional.”

O que veio primeiro nos seus interesses artísticos, a música?

“Acho que a música veio primeiro. Antes de tudo eu tive um grupo de percussão bem amador com alguns amigos, que começou brincando na escola, nos intervalos de aula, batucando na mesa e no armário. A gente devia ter uns 10 anos nessa época e tentamos levar a sério, mas éramos muito novos ainda. Depois disso surgiu os ensaios de banda, a gente queria se profissionalizar (risos). Eu entrei na Dônica, que já tocou no Lollapalooza, no Rock in Rio, mas depois comecei a fazer teatro. A banda continua e eu sou fã deles, são todos meus amigos.”

Você acha mais difícil fazer televisão ou teatro?

“Eu acho que são coisas diferentes, não sei bem o que é mais difícil. Eu comecei no teatro, então tenho mais experiência nisso. A TV ainda é nova para mim, mas está sendo uma experiência incrível. É bom você sair um pouco de você e fazer outras coisas. Existem séries em que os atores precisam estudar para interpretar médicos, se transformarem em advogados, e é muito louco isso. Eu quero aprender de tudo, mas não quero ser gênio em nada, então vou ser artista.”

Você é romântico?

“Sim, a minha sensibilidade da música vai no romantismo. Os temas existem e rodeiam a cabeça de vários artistas, mas como você vai falar disso é o que pega. Eu já fui mais tímido e o teatro me ajudou muito. O teatro é especial para te colocar no aqui e agora.”

Na novela, com a chegada do Érico, a situação do Tito ficou um pouco complicada. Você acha que vai chegar uma nova crush para ele?

“O Érico é um partido alto, estou até com medo dele (risos). A Flora é uma garota que gosta das mesmas coisas que ele, desenha e tal. Mas também pode chegar uma nova garota para dar uma mexida nesse triângulo amoroso. Pode acontecer muitas coisas boas e ruins.”

Já tem a Jade ali…

“É, a Jade é a cantora da banda Tales de Mileto, ela chega como quem não quer nada, mas aos poucos tem uma relação. E aí vocês vão ver o que vai acontecer.”

Você acha que vale a pena lutar por um amor?

“Eu acho que quando a gente gosta de alguém, vale lutar por essa pessoa. Quando não é merecido, vida que segue. Eu sou a favor de quem vai com calma e com certeza.”

Como é para você contracenar com grandes mulheres, como a Camila Morgado, numa Malhação que aborda o feminismo?

“Eu acho muito importante, é essencial falar sobre todos esses temas que a gente está abordando. O feminismo é um movimento que está crescendo muito e eu acho importante. Cada vez mais esses temas estão aparecendo porque é preciso ser falado. A gente vive uma situação muito delicada. A gente precisa falar sobre intolerância religiosa, uso de drogas, tudo o que a Malhação está abordando. É legal ver uma equipe que é formada por mulheres na maioria.”

Você se preocupa com esse rótulo de ser filho do Paulinho Moska?

“Sempre rola esse link, e o meu objetivo não é ser só o filho de alguém, é se tornar alguém. Eu acho que demora, mas com o tempo isso passa, você constrói sua carreira e as pessoas passam a falar de você. No início, tudo bem eu ser o filho do Paulinho porque eu amo o meu pai, eu sou fã do trabalho dele (risos). Sou muito amigo do filho do Caetano Veloso (Tom), e a gente fala sobre isso, não tem como fugir. As pessoas gostam de falar sobre isso, é algo que dá ibope e eu gosto eu amo o meu pai. Quem sabe, um dia, eu não faça um show com ele…”

Como você é na vida amorosa?

“Eu já tive duas namoradas, sou uma pessoa que gosta muito de estar com pessoas, de estar presente, dar atenção. Eu sou capricorniano, muito pé no chão. As pessoas falam que geralmente os capricornianos são frios, mas eu não sou. Não entendo isso (risos). Agora estou solteiro e não sou um solteiro que fica à procura, eu gosto de cuidar de mim para continuar meu caminho quando eu estiver bem.”

Como representante dessa nova geração, qual é o Brasil que você quer?

“Um Brasil de respeito, que iguala valores, de muita igualdade. É muito triste ver muito mais gente na miséria do que gente se dando bem na vida. É muito triste ver que estamos caindo em vários lugares dentro da política. O Brasil que eu quero é um Brasil que reverta essa situação, que possa ser igual para muita gente, com diversos valores e crescimento. O Brasil que eu quero é um Brasil com mais cultura, respeito e igualdade.”

O que você gosta de fazer quando não está trabalhando?

“Eu gosto de ver meus amigos, ficar em casa, estudar, ler e ver séries. Eu também toco muito violão porque é o meu hobbie, é o que me faz bem. Gosto de ir à praia, viajar, ir ao cinema. Gosto de fazer coisas sozinho. Eu vou no cinema sozinho, no teatro. Eu penso mais quando estou sozinho. Os amigos são bons para bater papo, mas para refletir eu prefiro estar sozinho.”

Você sabe cozinhar?

“Olha, eu faço um ovo como ninguém, uma pipoca que só Deus sabe, e um brigadeiro maravilhoso. O resto, vou correr atrás (risos).”

Pratica algum esporte?

“Sou fã de futebol, jogo desde os 5 anos de idade. Já fiz três anos de vôlei e futebol de areia, era fã de educação física na escola, fazia todos os esportes. Torço pelo fluminense, sou roxo doente (risos).”

O que você acha mais bonito em você?

“Eu não ligo muito para a estética, sou bem desapegado, o que eu mais tento ser é educado, humilde, acho que isso vale mais. As pessoas pedem para eu criar um Twitter e eu acho que isso não é um preconceito, mas eu entendo que o Twitter vai me tirar do foco artístico. Meu foco é totalmente direcionado ao profissional, a fazer meu trabalho direito. A rede social ajuda, é boa para a divulgação, mas atrapalha muito também. Faz tempo que eu não vejo um amigo meu sem celular. As pessoas falam sobre o incentivo à leitura, mas não param para ler um livro. De rede social, eu só tenho Instagram e uma página no Facebook.”

As meninas te elogiam?

“Falam do meu cabelo, dos meus olhos, e do meu sorriso, que eu puxei da minha mãe, mas não gosto muito (risos).”

Você é religioso?

“Tenho meu altarzinho e acredito em força, autoestima… eu sou muito de crença, mas não uma crença religiosa. Eu penso que cada um tem seu próprio Deus. Se você correr atrás de algo que quer muito, você consegue. Minha mãe me ajuda a ver o lado bom das coisas e eu acredito muito nesse lugar.”

Quais são seus sonhos?

“Com certeza, é misturar todas as áreas artísticas. Eu sou apaixonado por fotografia, música, artes cênicas… eu nunca consegui me escolher. O meu sonho é poder misturar tudo isso a vida inteira e poder ficar me reciclando, sabe? Vivendo disso. Quero fazer uma música que a pessoa se identifique e ache linda, poder fazer um trabalho que a pessoa se emocione com a cena, tirar uma foto para a pessoa se emocionar com a foto que eu tirei. Meu sonho é poder me alimentar das coisas que eu penso, falo e reproduzo.”

* Entrevista feita pelo jornalista André Romano 

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