Taís Araújo conta sobre próxima temporada de Mister Brau: “Amo assistir e amo fazer”

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Taís Araújo é uma mulher multifacetada. A atriz está em cartaz com a peça O Topo da Montanha, segue como participação do programa Saia Justa do GNT, e estreia a terceira temporada da série Mister Brau, na Globo. Em coletiva de imprensa para o lançamento da série, Taís conversou com o Observatório da Televisão sobre as novidades na carreira:

Nesta temporada de Mister Brau além de fazer rir, vocês também vão fazer chorar

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Sim. Tem muita comédia, mas quando falamos de família temos muitas coisas emocionantes como por exemplo eles aprendendo a ser pais. Tem muita música, pois cada episódio tem um cantor convidado escolhido justamente porque a música dele se adequava a determinada história.

Você se emocionava ao gravar com essas crianças?

Muito! Essas crianças enlouquecem a gente, porque elas são muito verdadeiras, e foram escolhidas com muito carinho por todos nós. E o Brau é uma coisa que reflete no público por causa da equipe maravilhosa e unida que temos. As crianças viraram meio filhos de todo mundo, até os pais que estão conosco todos os dias.

Qual cena mais te emocionou ao gravar? O nascimento do bebê?

Na cena do nascimento do bebê eu fiquei toda cagada, porque o garoto era grande mas ele só tinha 1 mês de idade. Era muito molinho, um bebê recém-nascido mesmo, e a direção teve o maior cuidado de usar ele em um único take pra poupar o máximo a criança e os pais.

A Michele nesta temporada de Mister Brau será apresentadora de TV, o que coincide com a sua entrada como apresentadora do Saia Justa.

Não sou apresentadora. Apresentadora é a Astrid, eu estou ali sentada no sofá só falando umas besteiras (risos). É muito diferente de gravar o Saia Justa e gravar o programa da Michele. Eu já tinha feito o Superbonita por 4 anos, mas é muito diferente também. O programa da Michele, gravamos como se fosse um programa de variedades mesmo com platéia e atrações musicais. Foi uma experiência nova.

Você pensou em voltar a cantar?

Não. A Michele não cantava desde o final da primeira temporada quando ela foi pra Nova Iorque. Eu não canto mas o pessoal da técnica transforma qualquer coisa que eu fizer no estúdio numa coisa afinada.

A Michelle e o Brau vão lidar com adoção. Você e o Lázaro pensam nisso?

Eu penso em ter um outro filho, e não sei como vai ser, podemos adotar ou tentar outro naturalmente.

Você acredita que fica mais fácil falar de temas sociais com o tipo de entretenimento de comédia que vocês fazem em Mister Brau?

Eu acho que fica mais palatável porque a comédia é um ótimo recurso para provocar reflexão, e Mister Brau prestou esse serviço porque não era a intenção da série mas conforme foi se apresentando, fomos percebendo que o público gostou.

Como você classifica os temas tratados na terceira temporada?

São muito importantes, e é muito importante assumir que estamos tocando em temas bem espinhosos mas de maneira delicada, engraçada, e que joga luz para uma reflexão sem apartar, só convidar para uma conversa.

Você gosta de dançar charme?

Amo! Faz tempo que não vou ao baila charme. É muito divertido.

Você está sendo considerada uma das maiores influências do Brasil conforme publicado na Revista Veja. Como você lida com isso?

Não me sinto em posição de destaque, me sinto em igualdade com outras meninas que converso bastante que são influenciadoras.

Como administra o tempo?

Eu não administro, é tudo um caos. Uma menina me perguntou se eu vim com o cabelo preso hoje pra ficar diferente da Michele, e eu disse “não amor, eu vim assim porque não tive tempo”. Ontem fiz o Saia Justa de cabelo preso, hoje levei meus filhos na escola, fui na análise, voltei e a maquiadora estava me esperando e eu falei com ela “É preso”. Alguma coisa fica capenga e eu prezo para que não sejam meus filhos.

No teatro você atua com o Lázaro que interpreta Martin Luther King. Hoje em dia as pessoas te veem diferente, se sentem mais apoiadas e protegidas por você?

O Brau cumpre um pouco essa função, mas a peça tem totalmente essa função e quisemos levar ela para Higienópolis, ou para lugares onde existem pessoas que nunca pensaram a respeito disso, ou nunca se preocuparam com isso. A peça é uma delícia, as pessoas lotam o teatro e saem muito emocionados assim como nós saímos também. Chegamos a apresentar a peça para 2500 pessoas numa noite e é sobre o que a gente acredita: empatia, altruísmo, respeito ao próximo, afeto. Isso enche o coração da gente de esperança.

Mister Brau vai ter uma quarta temporada?

Tem que perguntar pra quem manda! Se a gente pudesse, a gente não parava de fazer, amo assistir e amo fazer.

Você teria fôlego pra fazer uma série longa como A Grande Família?

Não sei. Não consigo te responder agora. Uma próxima temporada com certeza, mas algo de 14 ou 15 anos não sei.

Você acha que chega a ser um retrocesso colocar um homem como o Trump no poder?

Chega a ser não, aquilo só é retrocesso! A eleição dele foi muito controversa porque parece que ele não ganhou nas urnas mas ganhou nos condados, e é um tipo de eleição que a gente não consegue entender. Aliás, a gente não consegue entender a eleição brasileira, que dirá a americana.

Como é o seu lado mãe? Você trabalha muito, se sente culpada em sair e não aproveitar tanto seus filhos?

Culpa e maternidade andam de mãos dadas. Eu tenho a sorte de ter uma mãe muito presente e isso dá um alívio enorme. Tenho duas meninas que trabalham comigo que são incríveis que agradeço diariamente por tê-las na minha vida. Só trabalho tranquila porque tenho minha mãe e essas meninas. Quando não estou trabalhando eu levo na escola, ou o Lázaro leva, mas quando não tem como eu saio pra trabalhar tranquila porque tenho com quem contar.

Em qual momento você se sente diva?

Quando me arrumo pra sair, pra fazer a diva.

Entrevista realizada pelo jornalista André Romano

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