Sucesso como Irene, Débora Falabella relembra repercussão da personagem: “As pessoas diziam: ‘Eu odeio você’”

Publicado há 3 anos
Por João Paulo Reis
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Débora Falabella foi a vencedora do Troféu Domingão – Melhores do Ano na categoria atriz coadjuvante. A atriz que brilhou como a vilã Irene na novela A Força do Querer, conversou com nossa reportagem e falou sobre o sucesso da trama de Gloria Perez, a repercussão de sua personagem nas ruas, e sobre seu novo trabalho, que irá ao ar à partir do próximo ano na televisão. Confira:

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Você esperava vencer o troféu Domingão esse ano?

Realmente eu não esperava, estava vindo pela comemoração e pela alegria de estar concorrendo a este prêmio. Por ser indicada já estava feliz, e para mim foi uma surpresa ganhar. Somos todas merecedoras, e só tenho a agradecer aos meus fãs. Eu estava até falando ali que essa história de fã se tornou muito mais real com as redes sociais, até então, eu não tinha noção de como era isso. Eu não sou uma pessoa tão assídua nem tenho milhões de seguidores, sou bem tranquila, e fico feliz de saber que tem fã clubes muito amorosos comigo, me entendem, gostam de mim do jeito que sou.

Quando você interpretou a Irene, como você era abordada pelas pessoas nas ruas?

“Eu fui abordada de uma maneira carinhosa. As pessoas diziam: ‘Eu odeio você’, mas sempre brincando. É estranho a gente se acostumar com uma resposta de raiva. As pessoas tinham raiva da personagem, e isso é um pouco confundido, porque olhavam para mim dizendo: ‘Que antipatia de você’. Isso quer dizer que eu fiz um bom trabalho.”

O que você aprendeu com a Irene?

Olha, aprendi que todo mundo tem um teto de vidro. O grande lance da Irene, é que ela revelava as mazelas e maldades de outros personagens que se diziam muito bons. Ia tudo pra cima dela, mas ela acabava apontando o dedo para os outros falando: ‘Você é desse jeito, você é desse outro jeito’. É isso.

Já tem novo trabalho em vista?

Estou gravando uma série, que se chama Se Eu Fechar os Olhos Agora, é uma adaptação escrita pelo Ricardo Linhares e dirigida pelo Manguinha. É isso.

É uma mocinha?

Não tem isso. É uma história de suspense, e tem o enredo de vários personagens da cidade.

A Irene era uma personagem muito intensa. Sua filha, muito pequena, como ela reagia em relação ao caráter da personagem? Ela era hostilizada na escola por causa da Irene?

Não. A Nina estuda numa escola que todo mundo também entende, e acho que as crianças da idade dela também não assistem à novela, porque é um pouco pesada, mas ela sempre entendeu minha profissão. Sempre me acompanhou nas coxias e sabe que é um personagem, até porque ela via o quanto eu me divertia. Eu dizia para ela: ‘Sabe as vilãs das histórias que você lê?; É isso que a mamãe está fazendo’. Enfim!

Você chegou onde você sempre quis?

Eu comecei a fazer TV com 20 anos, estou com 38, então, já tem um tempo. Eu não fico tentando entender onde estou ou em que ponto cheguei, só digo que a vida e a profissão têm sido generosas comigo, porque tenho muito prazer em fazer o que faço.

A Nina, de Avenida Brasil vai ser lembrada para sempre em sua jornada, né?

Acho que tem personagens que são. A própria Gloria (Perez), me deu a Mel (de O Clone), o João Emanuel Carneiro me deu a Nina, então, tem personagens que ficam.

Até mesmo pelos memes, não é?

Eu me divirto tanto com isso, porque as pessoas agora assistem novela de outro jeito, na internet. Eu me divertia com os memes da Irene, de ‘A Força do Querer’. Era o que eu mais gostava de ver.

Qual o balanço você faz de 2017?

Um ano que está difícil pra gente, uma onda reacionária muito forte, mas por outro lado as minorias e pessoas que se sentiam mais oprimidas têm podido lutar mais. Temos que olhar para frente com esperança, mas com cuidado também.

Como vai ser seu fim de ano, Débora?

Eu não planejei. O mais importante é estar ao lado das pessoas que eu amo, e da minha família.

Você imaginava ter uma família tão grande? Porque acabou agregando seus filhos com os do Murilo Benício.

Isso é maravilhoso.

Você tem alguma superstição?

Não tenho, já passei sem, e foi um ano tão bom.

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano.

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