Sandra Annenberg comenta título de rainha dos memes: “A repercussão é uma loucura”

Publicado há 3 anos
Por Greicehelen Santana
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Sandra Annenberg ganhou o prêmio de melhor jornalista de 2017 no Troféu Domingão – Melhores do Ano. Concorrendo com William Bonner e Renata Vasconcellos, a âncora do Jornal Hoje e apresentadora do Como Será?, se emocionou ao ser ovacionada pela plateia do Domingão do Faustão, e disse que se considera otimista em relação ao futuro do país. Em conversa com o Observatório da Televisão ela falou sobre a sensação de ser escolhida pela segunda vez consecutiva, e sobre o surgimento dos memes baseados em frases ditas por ela na televisão. Confira:

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Conta para a gente como foi a emoção de ganhar, pela segunda vez, o prêmio na categoria Jornalismo, no Troféu Domingão – Melhores do ano 2017?

É muita emoção. Eu confesso que não esperava, porque eu estava entre a Renata e o William, dois queridos e excepcionais profissionais. E como eu ganhei ano passado, eu achei que esse ano não iria, mas foi. Agora, principalmente, é o momento do grande reconhecimento que você olha e fala: “o trabalho está valendo a pena”. E não necessariamente porque eu ganhei o prêmio, mas valendo a pena porque eu estou conseguindo chegar nas pessoas, conseguindo passar o recado, conseguindo me comunicar. Afinal de contas, eu sou uma comunicadora, eu sou uma jornalista de televisão. Então, esse é o momento de achar que sim, que eu estou fazendo a coisa certa.

Você atribui o prêmio também ao seu programa Como Será?

Muito, muito. Eu acho que o Como Será?, é, talvez, o grande causador desse prêmio, porque é um programa em que as pessoas respiram. Eu costumo dizer que o Como Será? é o meu oásis no meio das tantas dificuldades, das notícias tão difíceis. Então, as pessoas, junto comigo, têm um período de duas horas, aos sábados de manhã, de descanso de tanta notícia difícil. O Como Será? é a minha paixão.

Foi difícil para vocês darem as notícias sobre a política brasileira? 

Ainda mais agora com o ano eleitoral se aproximando. Foi um ano muito difícil, não só para darmos as notícias, como para os brasileiros receberem as notícias. As notícias foram muito difíceis. Um ano de maior recessão, do maior número de desempregados da história, foi um ano muito pesado. Eu como cidadã, só posso esperar que daqui, a gente consiga partir para adiante. Eu acho que o brasileiro é extremamente persistente, não desiste fácil e a gente não pode desistir agora.

Você falou sobre os seus 50 anos. Já sabe como pretende comemorar?

Com muita saúde (risos). Com muita vida. Eu tenho muita paixão pelo que faço, e eu quero poder continuar trabalhando. Porque a gente vai envelhecendo, ninguém está ficando mais jovem, e eu tenho muito orgulho de chegar aos 50 do jeito que estou chegando: trabalhando muito e com os meus cabelos brancos sem pintar.

2017 foi um ano de trocas. O Evaristo Costa saiu da bancada do Jornal Hoje, e entrou o Dony De Nuccio. Como foi para você essa nova fase? Porque a notícia é mais importante, mas o companheiro também ajuda muito, né?

O Evaristo foi tocar o lado dele, escolheu o lado dele e foi ser feliz assim. Eu me despedi dele e recebi de braços abertos o Dony, que é um grande companheiro, um parceiro incrível, muito bem preparado e chegou com muita vontade, isso é muito importante. Como é um jornal feito a dois, os dois têm que estar super a fim. Eu estou muito feliz com a companhia dele.

Você se tornou a Rainha dos Memes, e, recentemente, teve o momento do “eu não ouvi o que ouvi, ouvi?”. Como foi a repercussão dessa frase?

A repercussão é uma loucura. Agora, eu sempre tento lembrar por que esses memes nasceram, de onde eles partiram. Eles partiram de dois momentos de desrespeito absoluto pelo ser humano. A minha colega Monalisa Perrone, que foi empurrada por um cidadão, extremamente deselegante. E depois, outro cidadão que era um médico, que disse o que disse, e que eu não acreditei no que ouvi. Assim, como todos nós, não acreditamos. Os memes são engraçados, são divertidos, e, eu acho que é até bom para a gente conseguir desopilar um pouco. Mas a gente não pode esquecer como eles vieram e nasceram.

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano. 

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