“Salvador gosta de se ver”, diz Adelson Carvalho, do Cidade Alerta Bahia, sobre sucesso de jornais locais

Publicado há 2 anos
Por Gabriel Vaquer
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O apresentador Adelson Carvalho é um pupilo direto de Raimundo Varela, criador do Balanço Geral. Atualmente, ele apresenta do Cidade Alerta Bahia, que tem sido um grande sucesso nos fins de tarde, marcando médias acima dos 12 pontos de Ibope em Salvador.

Para Adelson, é a união de dois fatores. O primeiro é que Salvador gosta de se ver na tela da televisão. E a segunda é que o público da capital baiana gosta de pessoas com opiniões fortes e contundentes, que saibam o que estão dizendo.

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“O nosso público gosta de novidades, gosta de ‘zapear’ como dizem no popular, ele usa muito o controle remoto, em uma hora ele já mudou de emissora três vezes”, opina Adelson.

O apresentador também conta que batalha muito para a atração dar certo e celebra o sucesso: “Nós já estamos nessa caminhada aqui na TV Record Bahia, depois Record TV Itapoan, já há 10 anos e com o Cidade Alerta Bahia, desde 2011. Eu saí, fui para o Balanço Geral e voltei para o Cidade Alerta Bahia. O Cidade Alerta Bahia para mim é um filho, um filho que nasceu em 2011 e foi um projeto da casa ter um programa local, com nome nacional, porém um local e nós conquistamos esse espaço”.

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Leia a entrevista na íntegra:

Observatório – Você está numa fase muito boa, com esse sucesso todo no final de tarde.

José Eduardo – Graças a Deus. Nós já estamos nessa caminhada aqui na TV Record Bahia, depois Record TV Itapoan, já há 10 anos e com o Cidade Alerta Bahia, desde 2011. Eu saí, fui para o Balanço Geral e voltei para o Cidade Alerta Bahia. O Cidade Alerta Bahia para mim é um filho, um filho que nasceu em 2011 e foi um projeto da casa ter um programa local, com nome nacional, porém um local e nós conquistamos esse espaço.

Observatório – Eu queria que você comentasse os seus números recentemente. Os seus números de audiência têm chegado na casa dos 18 pontos de pico, você tem conseguido vencer a novela das seis da Globo, Malhação, consegue também às vezes quando você enfrenta um pouquinho o jornal local. Como é que você tem visto essa disputa com as emissoras, não só com a TV Bahia, mas também com a TV Aratu, SBT que nesse horário é bem concorrido ultimamente?

José Eduardo – O horário do Cidade Alerta Bahia, é um horário que ele é bem pulverizado, a audiência consegue se pulverizar muito. Eu costumo dizer que tem momento, que não só a gente, mas uma outra emissora com 10, 11 pontos, pode estar em terceiro lugar, tem hora que quem está em terceiro lugar está com 13 pontos de ibope, faz ideia do que significa isso?

Observatório – E a líder com 15, a segunda com 14…

José Eduardo – É, está colada também. Então são as três emissoras, com uma audiência muito parecida, às vezes com a diferença de um ponto, uma escadinha, 15, 14, 13, uma audiência muito próxima uma da outra. Esse horário, hoje para mim, para o local, é o horário mais disputado.

Observatório – Porque você acha que Salvador tem essa disputa tão atípica se você for comparar com o resto do Brasil?

José Eduardo – Porque o público de Salvador, é um público que gosta de opinião e quem está com a opinião é a Record TV Itapoan, o Cidade Alerta Bahia, mas também temos que entender que o público de Salvador, é um público que gosta muito de novela, haja vista que as novelas da Record também têm tido um bom resultado de audiência em Salvador. O nosso público gosta de novidades, gosta de “zapear” como dizem no popular, ele usa muito o controle remoto, em uma hora ele já mudou de emissora três vezes.

Observatório – Porque você acha que o Cidade Alerta tem esse diferencial? O que você acha que o público vê no seu programa?

José Eduardo – Eu, Adelson Carvalho, sou um apresentador que o público da emissora conhece, então se eu for fazer um horário de manhã, o público me conhece, o público da emissora não estranha a minha imagem, não diz “quem é esse cara que apareceu aí? De onde é ele? O que ele vai falar”, isso ajuda muito. O nosso programa tem um propósito que é a notícia em tempo real, a notícia quando está acontecendo. Eu faço um pouco do rádio também na televisão e isso colabora muito, eu procuro me informar muito, porque quando não é uma notícia que está pautada, está no espelho do programa, eu trago essa notícia. Eu tenho um tópico que eu falo: “Rapidinhas do Cidade Alerta Bahia”, então eu interajo muito com o meu público, tem hora que parece que o pessoal está aqui na plateia, conversando comigo ou que o pessoal está ligando para mim e falando comigo. Esse ponto também, tem dia que nós temos três repórteres ao vivo, com links espalhados pela cidade, isso tudo vai fidelizando.

Observatório – Para quem não sabe, Adelson chegou nessa emissora graças ao Raimundo Varela, que criou o Balanço Geral há muito tempo aqui em Salvador e ele se expandiu pelo Brasil. Como é que é essa relação com o Varela?

José Eduardo – É excelente, nós temos uma relação de amizade muito forte, de respeito muito forte, o Varela é meu padrinho de casamento, inclusive, é uma pessoa que me deu a maior força, porque eu conheci o Varela na Rádio Sociedade e aí eu fui fazendo o meu papel para aparecer, eu tinha esse propósito, eu precisava aparecer, porque naquela época a rádio Sociedade tinha grandes nomes do rádio baiano e eu imaginei como eu é que eu ficaria conhecido, só tinha duas maneiras, ou depois de dez anos, porque dizem que o repórter de rádio só fica conhecido depois de dez anos no ar ou fazendo algo que chame a atenção. Eu disse: “Só tem um jeito agora, eu não vou esperar dez anos, então eu vou chamar a atenção”.

Observatório – E você chamou a atenção… (risos)

José Eduardo – Aí eu fui trabalhar no Hospital Geral do Estado e lá eu fazia as melhores matérias, as melhores momentos que eu jogava no horário dele. Chamava a atenção dele e ele falava que eu era maluco igual ele, que não tinha medo de nada e chegava junto, feriado, carnaval, são joão, toda época do ano eu trabalha e aí ele foi vendo tudo isso, a emissora precisava de um repórter na época, bem popular, para trazer o rádio para a televisão e eu fui abençoado de ser indicado por ele, tive também o apoio de alguns colegas como o Beto e outros aqui, a direção na época e então ficou mais fácil.

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