Rosanne Mulholland defende sua personagem em Malhação do título de vilã: “Eu diria que ela é a antagonista”

Publicado há 2 anos
Por Henrique Carlos
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De volta para as novelas da TV Globo, Rosanne Mulholland está na nova temporada de Malhação, que tem como subtítulo o nome Toda Forma de Amar. Na trama ela será Lara, irmã de Lígia, personagem da atriz Paloma Duarte. Uma espécie de vilã, a moça será uma advogada ambiciosa e disposta a passar por cima de muita gente para conseguir o que quer.

A atriz falou com o Observatório da Televisão e contou
detalhes sobre a história de Lara, além de falar sobre sua carreira e vida
pessoal. Confira:

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A sua personagem é a vilã da história?

“Eu diria que ela é a antagonista, é uma palavra melhor. Porque a Lara tem um lado muito bonito com a família, ela é louca pela família, com o sobrinho, com a irmã. E é por isso que ela extrapola alguns limites éticos, para conseguir o que ela quer. É pelo amor que ela tem pela família.”

Você acha que o amor pela família justifica?

“Não tudo, mas no caso da Lara, ela não tem esse limite. Eu não sei ainda qual é esse limite da Lara, ainda estou descobrindo. Mas ela é um tratorzinho, ela passa por cima do que estiver no caminho dela.”

Ambição

Mas o que ela quer na vida?

“Ela é uma advogada ambiciosa, é muito jovem e já é sócia do escritório. Ela tem essa ambição profissional, mas também tem essa garra de lutar pelo que acredita e no caso ela vai lutar pela família. Ela é irmã da Lígia (Paloma Duarte), que adotou uma criança e aí chega a Rita que pode atrapalhar muito essa história de amor, mas ela não quer permitir isso.”

Você foi a professora Helena, uma mocinha bem doce e agora essa vilã. Você está preparada para receber críticas?

“Acho que vai ter de tudo, vai ter gente que vai achar o máximo, mas vai ter gente que vai achar um absurdo. Tem pessoas que falam que eu vou ser a professora Helena para sempre. Eu fico muito feliz com o carinho que eu recebo pela professora Helena, mas eu vou estar sempre trabalhando, os personagens vão surgir e eu estou muito feliz com essa.”

Carrossel

Você teve medo desse estigma de ser chamada de eterna professora Helena?

“Eu sempre acreditei que a vida vai se movimentando e eu como atriz sempre tive interesse em viver os mais diferentes personagens, viver as mais diferentes experiências. E eu acho que estou sendo bem feliz nesse caminho meu. Eu já consegui fazer muita coisa diferente, fico feliz.”

Malhação tem cada vez mais uma na sua trama uma responsabilidade social, política e até mesmo a vilã mostra o que não fazer. O que a sua vilã vai mostrar nesse sentido?

“A minha personagem é uma advogada, então ela tem um poder muito grande nas mãos. O que ela faz com esse poder que ela tem? Como ela usa esse poder que ela tem? Acho que tem muitas questões que vão surgir a partir disso. A minha impressão de uma pessoa que quis se tornar uma advogada, é um poder até de manipular uma história. Dentro do que ela vai tratar esse caso da adoção, acho que tem muitas discussões que podem surgir disso aí.”

Na trama a irmã da sua personagem adota uma criança e a mãe dessa criança acaba aparecendo. Vocês conheceram alguém que passou por algo parecido?

“A gente teve um workshop maravilhoso, ouvimos histórias reais de pessoas que adotaram, que trabalham com adoção, pessoas que foram adotadas… A gente teve contato com várias histórias muito inspiradoras. E eu fiz uma pesquisa minha de ir no fórum assistir audiência, conversar com advogados para pegar um pouco desse universo.”

Adoção

Você teve alguma experiência de adoção na família ou vontade de adotar?

“Eu sempre tive. Mas uma coisa que eu aprendi já nessa novela, é que a adoção não é simplesmente um ato de caridade. Às vezes você pensa que vai pegar uma pessoa que não tem oportunidades e vai fazer uma boa ação, mas a adoção é muito mais do que isso. Quando você adota uma criança você se torna uma mãe, adoção é sobre isso, não é só caridade é maternidade.”

A gente entrevistou o Marcos Veras e ele comentou que a troca entre vocês é muito bacana. Vocês levam trabalho para casa?

“Às vezes, às vezes não. Acontece de você chegar em um dia que foi difícil, a gente conversa, troca, se tem alguma coisa que você quer a opinião de alguém. Mas acontece de chegar em casa e ficar abraçadinhos no sofá falando de coisas nada ver.”

Se relacionar com um humorista tem graça o tempo inteiro?

“O tempo inteiro não, acho que não existe essa pessoa. Mas é uma delícia, é bom porque com ele eu sei que posso falar sério na hora que precisa, ele não é essa pessoa que leva tudo na brincadeira, então tem ter esses momentos também.”

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