Rejeitado pelo pai em A Lei do Amor, Matheus Fagundes revela: “Meu pai faleceu há oito meses”

Publicado há 4 anos
Por Leandro Lel Lima
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A novela A Lei do Amor possuí uma característica diferente – marca registrada de seus autores – da maioria dos folhetins das 21h: ter um elenco jovem com papéis de destaque. E esse é o caso do ator Matheus Fagundes, 19, que está no núcleo central da trama escrita por Maria Adelaide Amaral e Vicent Vilari.

Matheus dá vida a Edu, filho de Helô e Tião, Claudia Abreu e José Mayer, respectivamente. O jovem é muto maduro e sempre tem palavras de conforto e de motivação. E o mais importante: é um defensor da mãe e encara o pai, um vilão, para defender suas ideias e a felicidade da família.

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Em entrevista exclusiva ao Observatória da Televisão, Fagundes revela detalhes do seu personagem e de sua vida pessoal: Meu pai faleceu há oito meses. Quando eu peguei os capítulos da novela e comecei a ler pensei: “Caramba, no momento em que eu perdi o meu pai o meu personagem tem que lidar com a rejeição do pai”, afirma o jovem ator.

Matheus já conquistou dois prêmios – Festival do Rio 2014 e o Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro 2014 – como melhor ator pelo longa Ausência. Além de ter feito outros trabalhos como Dois Coelhos e Na Quebrada. Na Globo ele já fez Felizes Para Sempre, em 2014. Em 2017 o ator já tem outro trabalho em vista, um papel de destaque na série O Homem da sua Vida, da HBO.

Confira: 

Como foi a sua reação ao saber que foi escolhido para ser o filho da Claudia Abreu e do Zé Mayer numa trama das 21h? 

Foi uma grande felicidade e a realização de um sonho. Fazer minha primeira novela e logo das 21h é a realização de um sonho que consegui realizar aos 19 anos. Me sinto privilegiado em trabalhar com esses dois atores [Claudia Abreu e Zé Mayer].

Ficou ansioso? 

Eu fiquei mais ansioso para ver a novela no ar do que pra gravar.

Agora que a trama já está no ar como avalia o seu desempenho. É muito crítico?

Eu gosto muito de assistir a novela. Claro que a gente pode melhorar uma coisa ou outra. Mas eu não sofro quando estou assistindo não. Parece que eu faço gol toda vez que eu apareço. Pra mim é motivo de muita alegria e gratidão.

Como lida com a exposição?

Eu procuro não pensar muito nisso não. Se precisar eu pego o metrô, o ônibus. Rola um reconhecimento nas ruas, mas não fico nessa de “como reagir”, “o que fazer”. Eu adoro. As coisas vão acontecendo naturalmente e eu vou me adaptando.

O seu personagem parece ser mais maduro que a irmã, que é mais velha. Ele tem tido fortes embates com o pai, um vilão. Como foi o processo de construção da sua personagem?

Nós tivemos uma preparação com um profissional argentino, Eduardo Milewicz, o personagem vai sendo construído diariamente. Tem um preparador que trabalha comigo há um tempo também, Marcio  Mehiel, com quem estudo, ele é um mestre e um mentor pra mim. Todo trabalho que faço eu converso com ele.

Como administra tantas emoções em um único personagem?

Ele é muito mais maduro e forte que a irmã, que por conta da doença e do pai é mais frágil.

Leticia, Isabella Santoni, e Edu, Matheus Fagundes), em A Lei do Amor (Globo/Estevam Avellar)

O que leu, estudou, assistiu para trabalhar essa relação tão complicada com o pai? 

Eu tenho uma relação muito boa com o Zé Mayer. Tem todo um estudo antes da cena. Mas nos ensaios cada um propõe algo. Para o Edu é muito complicado lidar com a rejeição do pai. O Edu é mais próximo da mãe. Essa rejeição parte do pai, o Tião. O Edu fala as verdades na cara do pai. O Edu é o único que fala as verdades na cara do pai. Eu admiro muito essa força do personagem.

Consegue contextualizar esse drama familiar com algo da sua vida ou histórias que já vivenciou? 

Não. Não. A minha família sempre foi bem estruturada. Infelizmente, meu pai faleceu este ano.  Meu pai era um pai ótimo. Em alguns momentos as nossas ideias não bateram. Tudo soma, tudo fica.

Como lidou com tudo isso? Você perde o seu pai e seu personagem sofre uma forte rejeição por quem deveria lhe dar atenção e carinho? 

Eu achei muito louco. Meu pai faleceu há oito meses. Quando eu peguei os capítulos da novela e comecei a ler…Caramba, no momento em que eu perdi o meu pai o meu personagem tem que lidar com a rejeição do pai. Sempre tem uma análise. Tem muitas coisas do Edu que eu vou levar comigo. A maturidade do Edu é muito interessante. A relação do Edu com a mãe é de muita cumplicidade. A simplicidade dele também apesar de nascer dentro de uma família rica. Estou aprendendo muito.

Tião ( José Mayer ), Mág ( Vera Holtz ), Pedro ( Reynaldo Gianecchini ) e Edu ( Matheus Fagundes ) durante uma discussão (Globo/Estevam Avellar)

Outa característica forte do Edu é apoiar a mãe, inclusive na busca de um novo amor ou um amor do passado como no caso do Pedro…

Ele apoia a mãe por vários motivos. Aquela família não existe de fato. Naquela casa é ele e a mãe. Ele sabe que o pior já está acontecendo. Ele vê que o pai manipula a irmã, tem outras mulheres fora do casamento. Ele fala: Letícia acorda, mãe vai vier sua vida. Família perfeita não existe. Não há afeto, respeito, nada. O Edu é muito lúcido.

Em 2017 você estreia uma série pela HBO. O que pode adiantar deste novo trabalho?

A série fez muito sucesso na Argentina. Lá já foram gravados duas temporadas com atores argentinos. Aqui são treze capítulos, eu faço cinco. Ele se chama Fabrício e é muito diferente do que eu já fiz. Ele é desprovido de qualquer vaidade. Ele não toma banho, usa o mesmo tênis, meia durante meses…Vaidade pra ele não é importante. Eu, Matheus, sou muito vaidoso. Os amigos do Fabrício irão se afastar dele por conta desse comportamento.

Quais atores você destaca como exemplos a serem seguidos?

Rodrigo Santoro, eu quero fazer cinema fora do Brasil. Tem o Wagner Moura e o Irandhir Santos. Atriz tem a Fernanda Montenegro.

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