Rafael Cardoso recusou convite da Netflix para fazer série fora do Brasil: “O que eu tenho na minha vida eu devo à Rede Globo”

Publicado há 9 meses
Por João Paulo Reis
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Renzo é um playboy, que foi abandonado pelos pais aos dois anos de idade, e criado pela tia, Dominique (Guilhermina Guinle) em Salve-Se Quem Puder, a nova novela das 19h. Ela, uma advogada que participa de uma organização criminosa, colocou o rapaz no esquema, e mesmo que ele não concorde com todo o papel que ela desempenha, não consegue dizer ‘não’ para ela. É numa viagem até Cancún, no México, que ele conhece e se encanta por Alexia (Deborah Secco), e começa a perceber o quanto sua vida, mesmo privilegiada, está errada.

Em conversa com o Observatório da Televisão, durante a festa de lançamento da trama, Rafael Cardoso falou sobre sua preparação para viver o personagem, que incluiu treinos diários de musculação, onde ele ganhou 6 quilos. Ele ainda falou que pensou em se mudar do Brasil após passar por uma situação de violência no Rio de Janeiro, mas desistiu até mesmo de assinar um contrato com a Netflix para participar de uma série internacional para continuar na cidade maravilhosa, e na Globo, empresa responsável pela popularidade de sua carreira. Confira o bate papo completo:

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Conte um pouco sobre
seu novo personagem, o Renzo.

O Renzo é um bon
vivant que foi criado pela tia e teve as melhores escolas, tendo tudo do bom e
do melhor. Iate, bons carros, bons vinhos, bom tudo, até que começa a se
envolver nos negócios da tia, nesse furacão de coisas como assassinatos, etc, e
se apaixona pela Alexia (Deborah Secco), e aí vamos ver o que vai acontecer com
ele nessa situação, porque ele não sabe se ela está viva, ou morta. Ele é um personagem
que passa por essa trajetória de herói.

Eu ia perguntar
justamente se ele não é vilão porque ele não concorda com as coisas que a tia faz,
mas continua por dentro dos esquemas…

Ele passa por tudo
isso, e aí não posso falar!

Ele sabe que a Alexia
está viva?

Não, de maneira alguma, e ele ficou
verdadeiramente apaixonado por ela. Foi a primeira mulher que mexeu com ele.

O público gosta muito de você, e saiu em
alguns veículos que você iria sair do Brasil.

Passei por um trauma,
um assalto violento, com tiros, e graças a Deus não tomei nenhum. Estava no
final de uma novela, e falei ‘gente, estou gerando ferramentas para poder sair
daqui. Até saiu na imprensa assim ‘Rafael só quer ganhar dinheiro’, e não era
isso que eu queria dizer, mas passou o trauma, nasceu meu filho Valentim, as
coisas se harmonizaram e eu falei ‘cara, minha vida é aqui no Rio de Janeiro’. Estou
trabalhando na Globo, onde adoro trabalhar. Tive convite de streaming, Netflix,
para sair para fazer série fora, e falei ‘não, vou ficar aqui’, o que eu tenho
na minha vida eu devo à Rede Globo. Eu quero ficar aqui trabalhando. Confiam no
meu trabalho. Estou aqui, feliz, e vamos ver o que o universo vai apresentar
para frente.

Quando você passou
por isso, o público te acolheu bastante, não é?

Muito. Foi maravilhoso
esse acolhimento. Se aconteceu comigo, é porque tinha que acontecer para eu
repensar várias coisas da minha vida. Foi importante passar por esse trauma
para poder repensar coisas que eu precisava mudar, e todo mundo precisa mudar,
nada é por acaso.

Você precisou desacelerar?

Muito, mas muito mesmo.
Além da novela, eu tenho um restaurante, uma fábrica de suco, uma fazenda de orgânicos,
uma torrefação de café, e não tenho Whatsapp graças a Deus. Deleguei tudo,
contratei pessoas para gerenciar operações de cada coisa para poder ficar com
minha família.

Como você concilia
esses trabalhos?

Eu amo tudo o que faço
e tento dividir para fazer um pouco de cada coisa.

Você também participa da produção do café?

Também. Tem alguns lotes específicos que eu vou que vou torrar, porque essa alquimia de cozinha, aromas, me motiva muito.

Como você lida com o
passar do tempo? Porque continua sendo galã…

A gente está ficando velho,
mas vamos correr atrás do tempo.

O rótulo de galã te
incomoda?

Não. Isso vai passar
daqui a pouco, vamos aproveitar enquanto existe o rótulo, porque depois vai ser
‘ex-galã’
(risos).

Como foi isso de
ficar mais forte para o personagem?

Foi um pedido da
direção. Como o personagem é um bon vivant, é um cara que pode fazer tudo o que
eu gostaria de fazer se tivesse tempo. Ficar andando de lancha, de boa,
malhação, etc.

Como foi essa
preparação física?

Academia, e voltei a
surfar. Surfo quase todo dia, e corro na praia de manhã. Voltei às minhas
atividades. Eu adoro. Atualmente malho todo dia, mas antes da novela eram duas
vezes por semana, e sempre fazendo algum exercício, um funcionalzinho. Mudei
pouco meu peso agora, agora estou pesando uns 84 quilos, cerca de 6 quilos a
mais que antes, mas minha alimentação vem 80 % da minha fazenda. Se tenho tempo
eu vou para a academia, se tornou um vício bom. Brinco que é meu projeto 60
anos, para ficar bem, jogar um futebol com o Valentim.

Como tem sido a troca
com a Deborah Secco?

Ganhei uma irmã para a
vida! A Mari (esposa) já a conheceu, viramos amigos. Bom demais.

Você deu quase um
spoiler. É sua sina ter personagem misterioso?

Sei lá o que é. Se
está vindo eu só aceito
(risos).

Você resolveu ficar no Rio de Janeiro. O que te tirou o medo?

Tudo, família, trabalho. O trauma passa, em cada pessoa passa de um jeito. Quando eu começava a ficar mal, pensava que tinha que enfrentar aquilo.

Como você lida com Fake
News? Porque quando você estava viajando, disseram que você estava apoiando o
presidente.

Hackearam meu celular
inteiro. Troquei de celular. Eu tinha um outro celular, de outra marca que não
posso falar, hackearam, clonaram, mexeram em conta no banco, foi uma merda gigante,
mas graças a Deus, tudo foi resolvido. Quem me conhece sabe que não falo de
política, porque não tenho nada para falar. Não falo sobre nada que eu não
acredito, e eu não acredito em política

Você é vegano?

Eu fui por um tempo, mas voltei porque para mim é muito difícil. Eu sou gaúcho, priorizo tudo o que produzo, galinha, porco, cordeiro, e tenho tudo lá, fora a parte de leguminosas que também vem de lá. Eu crio, agradeço e uso com parcimônia.

Como é para você
criar uma menina e um menino em um ambiente machista como o nosso mundo atual?

Tentando trazer o equilíbrio,
já que a única maneira de revelar virtudes sem palavras é no exemplo, tirando o
machismo de dentro de casa, e tendo relações com as pessoas que a gente convive
sem machismo, é a única forma de mostrar para eles porque o mundo é machista,
faz parte da gente ser o melhor exemplo porque falar até papagaio fala.

Você acha que o público vai gostar dele ou ter raiva ?

As duas coisas (risos).

Como foi gravar no
México?

Aquilo lá é lindo, e
eu não conhecia. Não tive oportunidade de ir nos lugares que eu queria, nos
templos, mas o pouco que vi já fiquei apaixonado e quero voltar com a família.

Como é depois de duas
novelas densas, fazer uma comédia das sete?

Foi um presente, sem
ser piegas, um presente conhecer o Fred e trabalhar com ele, que tem uma pegada
mais para cima.

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano

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