Por conta dos incêndios que afetaram a Record nos anos 60, diretor recorreu à memória afetiva dos artistas para dirigir O Fino da Bossa

Publicado há 2 anos
Por Leandro Lel Lima
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Elis Regina e Jair Rodrigues eram – e ainda são – os queridinhos dos telespectadores e apaixonados por música nos anos 60. A dupla encantou ao reunir no palco grandes nomes da MPB no extinto O Fino da Bossa, sob a direção de Manoel Carlos e Nilton Travesso. Cinquenta anos depois, o clássico programa está de volta à TV num especial de fim de ano da Record, que em 2018 celebra 65 anos. Levado ar entre 1965 e 1967, a atração marcou época, deixou saudades e muitas emoções na memória da classe artística.

Vítima de muitos incêndios, criminosos ou acidentais, por falta de estrutura adequada como outros canais na época, a emissora não dispõe, infelizmente, de arquivos que ajudem a contar parte da sua história para o público. Para tanto, o diretor do especial que será exibido nesta terça, 11/12, 23h15, sob o comando de Pedro Mariano e Luciana Mello, filhos de Elis Regina e Jair Rodrigues, respectivamente, recorreu a depoimentos de quem esteve envolvido na produção do programa.

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Em entrevista ao Observatório da Televisão, Allê Gonçalves falou sobre os desafios de contar parte da história da TV e da música, dirigir grandes nomes como Gilberto Gil, Elza Soares e Alcione além de trabalhar com Pedro e Luciana, estreantes como apresentadores. O programa reúne ainda Roberta Sá, Iza, Marcos Valle, Fernanda Takai, Jair Oliveira, Projota, Diogo Nogueira, Daniel Jobi, Simoninha e Paula Fernandes, que ao lado de Pedro e Luciana realizam novas versões de clássicos da MPB.

Confira:

Quando a Record lhe propôs dirigir o programa bateu uma pressão?

De forma alguma! Na verdade, encarei esse projeto como um presente pra minha carreira. Um Especial homenageando um programa referência pra Música Popular Brasileira, foi muito especial pra mim!

Assistiu aos programas apresentados pela Elis e Jair?

Agora sim podemos falar de desafio. (risos). Devido aos incêndios da Record, não há em nossos arquivos uma referência sequer cenográfica do Fino da Bossa. Nos baseamos em relatos e depoimentos de quem, de alguma forma, teve alguma relação com o programa.

O que há de diferente entre eles, a versão de 1965 e agora?

Nunca pensamos em comparação entre os dois programas. Tratamos esse especial como uma homenagem, não uma releitura muito menos recriar o Fino da Bossa. Acho que, o que conseguimos foi manter o espírito do Programa. Mistura de estilos com os pout- purris e encontros inusitados. Imagine: Alcione, Jair Oliveira e Projota no mesmo palco e mais, no mesmo número musical… os 3 juntos! Isso é O Fino da Bossa!

Artistas

Gil, Elza Soraes, Iza, Alcione, entre outros. Como chegaram aos nomes e como foi ter tantos artistas no mesmo palco celebrando um clássico da TV e da música?

O Fino da Bossa tem uma importância grandiosa pra MPB e também pra história da TV brasileira. Todos os artistas convidados têm conhecimento dessa importância, por tanto, todos  se sentiram honrados em fazer parte dessa homenagem.

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