Policial em Amor de Mãe, Dan Ferreira reflete sobre o dilema do personagem: “Seguir o coração ou fazer a coisa certa”

Publicado há um ano
Por João Paulo Reis
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Depois de viver o Acácio em Segundo Sol, Dan Ferreira está de volta às novelas. Na próxima trama das nove, Amor de Mãe, o ator interpreta Wesley, um policial do bem que fica dividido entre fazer a coisa certa ou fazer o que seu coração manda, tanto no trabalho como em sua vida pessoal.

Em
entrevista ao Observatório da Televisão, Dan revelou que o convite para viver o
personagem veio diretamente da autora da novela, Manuela Dias, com quem ele já
tinha o desejo de trabalhar. O ator ainda falou sobre a síndrome de
Guillain-Barré, que ele descobriu possuir em fevereiro deste ano.

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Segundo
Dan, ele está completamente curado, e contou com a ajuda de Regina Casé no
processo. Foi ela inclusive, foi que lhe apresentou seu fisioterapeuta. Confira
o bate papo completo:

Como é o Wesley, seu personagem em
Amor de Mãe?

Ele é um policial militar honesto,
um cara com caráter e senso de justiça muito forte. No tempo que estamos
vivendo, falar de coisas básicas como educação, justiça, fazer a coisa certa é
importante. Um filme que me inspirou muito para compor o personagem foi Faça a
Coisa Certa, do Spike Lee, que é sobre como agir diante das adversidades. Eu
acho que o Wesley é um personagem que no trabalho e na vida vai passar por essa
bifurcação entre seguir o caminho certo ou não. Ele é casado com a personagem
da Clarissa Pinheiro, grandiosa atriz, de quem sou fã, mas se apaixona pela
personagem da Ana Flavia Cavalcanti, que é inspetora, e colega de trabalho. Com
isso, o Wesley fica nesse impasse entre manter a relação com uma pessoa que
conheceu ele há muito tempo, com quem tem planos, ou dar vazão à paixão
arrebatadora que é pela colega de trabalho. Brinco com os autores que é um
personagem que está quase fazendo o que ele quer. Está sempre nessa bifurcação,
entre seguir o coração ou fazer a coisa certa.

Como é fazer um personagem assim?

É muito instigante. Na vida a gente
passa muito por essas questões sobre o que é certo fazer e fazer o que coração,
o que o desejo manda, o que o desejo está te captando a fazer.

Você é mais guiado pelo coração ou
pelo desejo?
Eu
sou bem coração, mas eu acho que o ser humano feliz é aquele que encontra o equilíbrio
entre a razão e a emoção. Eu sou bem coração. É isso que me pulsa, mas às vezes
é importante usar a razão.

Ele também tem um problema com colegas
de trabalho. Enquanto ele é correto, os outros nem tanto…

Ele é um
personagem interessante porque não é nada inocente. Ele sabe como o sistema
funciona, que a instituição é sim corrupta, tem falhas, mas isso não faz com
que ele queira salvar o mundo não. Ele faz com que a gente pense sobre as
coisas não serem certas, e que iremos enxergar, mas teremos que jogar o jogo. É
um cara meio estrategista, porque de alguma maneira ele vai jogar o jogo para
conseguir fazer a coisa certa lá na frente, até mesmo pela sua sobrevivência.

Como veio o convite para esse personagem?

Esse ano fiz dois filmes no início do ano e depois veio convite para fazer a novela direto da autora, e quis muito fazer por ter vontade de trabalhar com ela. A Manu (Manuela Dias) é uma autora que eu admiro muito, O Zé (José Luiz Villamarin – diretor) também é incrível, e todo mundo tem vontade de trabalhar com ele.

Como está a questão da sua saúde?

Eu dei muita sorte porque foi rápido. Eu fui rápido para o hospital, fiz tudo de maneira que eu ficasse bom logo. Meu organismo graças a Deus e aos orixás, reagiu muito bem aos medicamentos. Com um mês da internação, eu já estava rodando Alemão 2, e a síndrome de Guillain-Barré é uma doença que tem cura, e no meu caso foi muito rápido. Dizem que geralmente duram de 8 meses a 1 ano para as pessoas voltarem a trabalhar, e eu ainda bem, com um mês estava de boa.

Já dá pra bater que está curado?

Sim. Estou curado. Uma pessoa que eu queria agradecer publicamente aqui é a Regina Casé, que inclusive está nessa novela também. Ela é uma amiga de muito tempo, e quando cheguei de Salvador pós internação, ela me apresentou o fisioterapeuta, Doutor José Vicente Martins que foi essencial, e primordial no meu processo de cura. Fizemos fisioterapia durante quatro meses mesmo eu estando curado, para que eu voltasse a ter o tônus muscular 100% recuperado, e a Regina foi uma pessoa muito importante.

Se pegou muito com a sua fé nesses momentos?

Muito! É muito louco porque quando fiquei doente, minha família ficou muito abalada, já eu fiquei muito tranquilo, sereno. Eu sabia que precisava passar por aquilo e que aquilo iria passar. Foi só para eu não pular carnaval esse ano (risos).

Você disse que fez dois filmes, quais
são eles?

Fiz Alemão 2, com direção José Eduardo
Belmonte, e o Medida Provisória com direção do Lázaro Ramos, os dois com
estreia prevista para o primeiro semestre do ano que vem. Tem o Pixinguinha que
a gente filmou em 2017 e ainda não saiu, mas daqui a pouco está aí.

Como foi interpretar o Pixinguinha?

Foi ótima a experiência, meu primeiro protagonista. Eu sou fã de cinema, e foi meu primeiro longa-metragem também. Foi muito bom fazer e estou louco para sair logo.

Durante a novela você vai ter algum trabalho paralelo?

Com novela estou dando prosseguimento a coisas que tenho escritas. Tenho dois roteiros para filmar ano que vem. Um curta-metragem em homenagem às minhas avós, e um espetáculo infantil. É isso.

*Entrevista pelo
jornalista André Romano

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