“Peguei muito na mão dela”, revela Alexandre Borges sobre primeiro papel de Juliana Paes em novelas

Publicado há um ano
Por Henrique Carlos
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Encerrando muito bem o seu personagem em Verão 90, o ator Alexandre Borges recebeu elogios do público ao dar vida ao Quinzão, um milionário da alta sociedade carioca nos anos 90. A princípio, o ator atual ao lado de Totia Meireles pela primeira vez e voltou a trabalhar com Cláudia Raia e o diretor Jorge Fernando.

Em entrevista ao Observatório da Televisão, o ator falou sobre o fim da trama e também sobre as parcerias com os atores da novela.

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Qual o balanço que você faz sobre Verão 90?

Eu entrei nessa novela em um convite muito feliz do Jorge Fernando. Ele é o diretor que eu fiz a minha primeira novela na globo, isso já tem 25 anos. Eu trabalhei com ele em Tititi, As Filhas da Mãe e eu tenho um carinho muito grande por ele, admiro muito a trajetória dele na televisão e no teatro. Eu fiquei muito feliz com a recuperação dele, a gente torceu muito e fez esse grande sucesso, dirigiu muito bem e saiu um pouco desse previsível.

A gente tem essa oportunidade como ator, de tentar reproduzir essa criatividade do Jorge, em alguns momentos a gente consegue e outros não, mas a comédia é isso, é um salto sem rede. É uma entrega que você não tem que ter medo, você tem que fazer se apoiando no texto e na direção. Eu saio da novela melhor do que eu entrei como ator.”

Público

O que você mais ouviu relacionado a novela?

O que eu mais escuto na rua é que a novela é leve, divertida, com atores diferentes, personagens que misturam drama e comédia. Eu sinto que é uma novela que a família vê, que a criança vê com a mãe e com o pai. Eu vi muito que crianças dançam quando a abertura da novela toca. São essas coisas que alegram a gente e sentir que o público está se divertindo.”

Como foi a parceria com a Totia?

Foi maravilhosa! Esse é o meu primeiro trabalho com ela. Eu nunca tinha trabalhado com a Totia, mas eramos colegas e eu admirava o trabalho dela. Então foi uma coisa muito fresca, porque como a gente nunca tinha trabalhado juntos, foi essa coisa de ir conhecendo a pessoa com o personagem. A convivência do elenco em uma novela, ajuda muito na trama como trabalho, porque você vai criando uma intimidade. Foi muito legal, é uma coisa que eu já queria há um tempo trabalhar com ela.”

Cláudia Raia

E o reencontro com a Cláudia Raia?

É sempre maravilhoso, a Cláudia é um furacão. Ela é uma mulher com muita garra, muito profissionalismo e louca como eu também em cena. A gente tem isso um pouco, as palhaçadas no bom sentido que ela faz em cena, eu tento acompanhar. Porque a comédia é isso, tem o improviso. E foi muito bacana porque a última vez que eu tinha trabalhado com a Cláudia foi em Tititi.

É um reencontro com Jorge Fernando e Cláudia Raia na minha vida… É muito importante, a Cláudia representa para mim uma grande estrela e que eu tive a oportunidade de trabalhar no meu começo aqui na Globo.”

O que você acha que a Pantera atraiu no Quinzão?

Eu acho que mais de uma coisa especifica, foi esse poder feminino do encantamento. De usar o feminino de uma forma tão livre e empoderada, dona de si e sem perder o lado da sensualidade… É isso que o homem fica perdido. Às vezes dizem que faço personagens conquistadores, mas eu não acho. Eu acho que às vezes eu faço personagens como o Quinzão que se perdem na frente de uma mulher e essa coisa da sexualidade e sensualidade, vem porque não tem controle. É uma coisa incontrolável, que se coloca isso para o Quinzão e mexe.”

Galã

As pessoas ainda te rotulam como galã, como você lida com isso?

Eu acho que com certeza o ator lida com a imagem e a imagem hoje em qualquer profissão é muito valorizada. Isso para o bem e para o mal. Volta para aquela coisa, é um movimento interior meu de ainda com 53 anos cuidar de mim, ter um alimentação saudável, mexer o corpo, ir para a acadêmia, caminhar e isso ajuda muito.

Mas já tive personagens que foram o contrário, eu tive que engordar e cair mesmo, porque fazia parte. Mas Verão 90, praia e de repente ter que tirar a camisa em alguma cena, aí tive que fazer uma dieta. Mas isso parte da profissão e dá vontade de me cuidar, eu sou vaidoso.”

Anos 90

Qual é a sua maior saudade dos anos 90?

Saudade dos anos 90… Eu vivi coisas maravilhosas, eu tinha ido morar em Portugal e voltei por essa época e as coisas começaram a surgir na minha vida. Comecei a fazer cinema, teatro, TV e casei. Eu sei que a nos últimos anos a gente está passando por momentos difíceis no Brasil, economicamente, comportamental e isso tudo gera uma ansiedade, uma tensão.

A gente quer sempre estar sabendo tudo e várias coisas acontecendo, então isso cria uma ansiedade e a gente fica muito triste com a quantidade de desempregados no Brasil, com a quantidade de crimes. Talvez fosse isso, conseguir uma respiração e uma coisa mais parecida com o passado.

Quanto a tecnologia, o meu trabalho é um trabalho que você deixa de lado o telefone. Porque você vai ensaiar várias horas uma peça, um filme ou uma novela que você passa o dia inteiro gravando. Então isso na minha vida sempre foi uma coisa limitada mesmo, você fica mais ausente, não tem feriado e é uma coisa mais isolada.”

Juliana Paes

Você foi uma das pessoas que mais ajudaram no início da carreira da Juliana Paes. Como é para você ver onde ela está hoje?

Olha… Claro que eu tenho um orgulho enorme. Porque desde o primeiro momento que eu conheci a Juliana, ela foi uma menina encantadora, batalhadora e entregue. E sim, peguei muito na mão dela, falei pra gente bater o texto… A personagem dela estava crescendo, a Ritinha estava começando a ser bastante comentada e foi um momento muito gostoso juntos.

Ela me ajudou e eu ajudei ela, independente de ter sido o primeiro trabalho dela. Eu fico muito feliz e acho que ela está maravilhosa em A Dona do Pedaço, também em outros trabalhos que ela fez. Sempre com essa simpatia, essa garra e essa mulher humana que é a Juliana.”

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano.

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