Patrícia Poeta conta como usou as redes sociais para ajudar avô a encontrar neto vítima do massacre de Suzano

Publicado há 2 anos
Por Leandro Lel Lima
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Com a chegada de Mariano Boni, novo diretor de núcleo dos programas de entretenimento da Globo – É de Casa, Encontro com Fátima Bernardes e Mais Você – vindo do jornalismo, as atrações passaram a abordar, surpreendentemente, ainda mais casos de repercussão nacional.

Por consequência, Patrícia Poeta, inegavelmente, ganhou experiência nos mais de vinte anos de jornalismo – SPTV, Jornal Hoje, correspondente em Nova York, Fantástico e Jornal Nacional – para cobrir tragédias como a que terminou com a morte de dez pessoas no massacre da escola de Suzano na última quarta, 13/03.

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Reportagem especial

Em entrevista ao Observatório da Televisão, a apresentadora do É de Casa falou sobretudo de uma reportagem especial que o matutino irá apresentar na edição do próximo sábado, 16/03, sobre o caso que culminou com a morte de cinco adolescentes.

Empatia

Emocionada, ainda sim, a apresentadora disse que é impossível não se colocar no lugar das famílias, em especial dos pais que perderam seus filhos. Patrícia é mãe de um adolescente, Felipe Poeta Soares de 15 anos.

“Os meninos que morreram
tinham a idade do meu filho. Você fica tentando driblar os sentimentos, mas é
impossível não ficar triste, não se colocar no lugar dos pais”,
afirmou a profissional.

Pedido de ajuda

De acordo com Patricia, na última quarta, 13/03, por volta de 17h, enquanto estava no local do crime, uma escola pública, Raul Brasil, acompanhando os desdobramentos do caso quando um idoso, avô de uma das vítimas dos atiradores, lhe pediu ajuda.

“De certo, ele estava desde às 9h da manhã procurando notícias do neto. Ele estava há horas lá. Como meu programa só vai ao ar no sábado, falei pra ele que ajudar ele de alguma forma. Usei as minhas redes sociais, o G1, na esperança de que ele estivesse vivo, fico até arrepiada”.

Triste notícia

“No final da noite, depois que cheguei em casa, veio a notícia de que o neto dele estava entre as vítimas fatais. Confesso que eu estava esperançosa. Houve uma troca de nomes…O avô viu ele pela última vez indo pra a escola. Não tem como não se emocionar”.

Responsabilidade

“Quando comecei no jornalismo da Globo, no SPTV com o Chico Pinheiro, aprendi muito coisa com o jornalismo comunitário. Se a gente não cobra não tem mudança. São pessoas simples que não sabiam a quem recorrer. Decerto, o jornalismo é uma responsabilidade, uma forma de ajudar dentro da medida do possível”.

Brumadinho

“Então, fiz o que pude, falando no meu programa, no programa da Fátima, sobre Brumadinho. Quem sabe assim a gente consegue mudar, melhorar as coisas. As pessoas têm memória curta”.

Aprendizado

“O jornalismo é uma bela escola. Você passa por um intensivo, aborda vários assuntos. Tudo começa com uma entrevista, todo mundo tem uma história pra contar. Contudo, o Mario Boni tem valorizado o factual, o jornalismo, mesmo que o DNA do programa seja mais leve”.

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