Paloma Duarte sobre Malhação e maternidade: “Os feministas que me perdoem, mas eu vim ao mundo para ter filhos”

Publicado há 2 anos
Por Henrique Carlos
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Paloma Duarte está longe das novelas desde Pecado Mortal (2013), seu último trabalho na Record TV, onde esteve contratada por dez anos. Depois de quase seis anos fora da TV, a atriz resolveu voltar para a TV Globo, onde interpretará Lígia em Malhação: Toda Forma de Amar.

Em conversa com o Observatório da Televisão, durante a festa
de lançamento da nova temporada da trama, Paloma falou sobre o que a fez voltar
para às novelas e contou detalhes da história de sua personagem. Confira:

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A sua personagem é uma pessoa do bem? Ela vai ser capaz de fazer tudo para ficar com essa criança?

“Eu acho que qualquer personagem da trama é capaz de fazer qualquer coisa. Ela vive uma situação muito difícil, que é a disputa de uma filha na justiça. É um assunto delicado. A gente vive em um país onde existe mais de sete mil crianças no sistema de adoção, é um tema delicado, um tema que a gente tem que tocar com muita responsabilidade. É claro que tem uma licença poética, é claro que a novela vai usar de uma coisa ou outra que talvez na vida não seja preto no branco, como se diz. Mas ainda é cedo para mim nesse sentido, eu ainda estou gravando o capítulo quinze. Eu ainda não entrei em nenhuma discussão com a Rita.”

É uma situação complicada, porque ela vai adotar uma criança que já tem uma mãe, não é?

“Até onde eu sei, a mãe dela sou eu. Ela foi adotada legalmente, mora comigo há um ano. Tudo tranquilo.”

Construção do personagem

Como você construiu essa personagem?

“Sempre tem um pouco de tudo. A gente estudou por dois meses, tivemos atividades em grupo, para se conhecer cenicamente. Mas essa personagem mexe muito comigo, porque eu sou uma pessoa muito maternal, eu tenho três filhos e um pequeno de três anos. Eu nunca pude falar disso em cena, já fiz personagem que falava sobre não poder ter filhos, mas nunca uma personagem que a maternidade fosse a primeira expressão. Isso me emocionou muito, porque combina muito comigo na vida.”

Como é que fica essa coisa toda de ser mãe, com essa rotina de gravação?

“É puxado, eu sofro muito. Mas temos uma parceria, o Bruno é um pai maravilhoso, quando eu filho nasceu eu optei por parar. É diferente também, do Antônio para as minhas filhas tem vinte anos. Então a mãe que eu fui antes, não é a mãe que sou hoje. Foi mais difícil para mim dessa vez, sair de casa e largar ele.”

Troca

Como está sendo esse casal com o Joaquim Lopes?

“É um casamento feliz, um casamento de longa data, que se transformou em filhos, amizades e parceria. Está cedo ainda para dizer o que vai acontecer com esse casal, mas acredito que coisas virão. As pessoas estão muito acostumadas a ver o Joaquim como apresentador e talvez elas não lembrem ou não tenham tido a oportunidade de ver ele atuando, mas ele é um ator deslumbrante. Ele é absolutamente intenso, dedicado e brincalhão, trabalhar com o Joca é um parque de diversão. Acho que vai dar samba, acho que vai ter muita coisa para a gente realizar ao longo de um ano.”

Três filhos para você é o suficiente ou você gostaria de ter mais?

“Eu teria quinze. Eu adoro a maternidade, os feministas que me perdoem, mas eu vim ao mundo para ter filhos. Eu adoro estar grávida, adoro amamentar, adoro cuidar de crianças, adoro educar um ser humano. A princípio, acho que é um processo encantador. Eu estou em um casamento há oito anos, então ter filhos não é uma decisão solitária. Mas se fosse eu já estaria com mais, com certeza.”

Volta

Como está sendo essa sua volta para as novelas e para a Globo? Como você decidiu voltar?

“Foi o tema, o tema mexeu muito comigo. Eu não sabia se eu estava pronta para fazer novela, porque novela é uma forma muito especifica de televisão, é um modelo muito exaustivo de trabalho. Eu acho que poucos atores podem dizer que tem mais de trinta anos de carreira e nunca trabalharam sem ter muita alegria. Mas eu sou uma exceção, eu sempre trabalhei com muita alegria, de repente eu tive um cansaço e tive que parar. Isso coincidiu com o nascimento do Antônio.

Eu me afastei por cinco anos e não tinha certeza se eu iria voltar para esse formato. Eu voltei a fazer série, voltei a fazer cinema, mas novela eu não sabia se ainda aguentava. Mas quando veio esse assunto maternidade, eu senti aquele bichinho dentro de mim e eu falei que era aí que eu iria. Voltar para a Globo está tranquilo, porque antes de eu sair da empresa, eu fiquei quinze anos nela. Em suma, não é exatamente um lugar novo, mas é sempre muito bom rever amigos, fazer novos. É gostoso.”

E agora com a sua filha Ana Clara na novela, né?

“Eu e a Clarinha já contracenamos em Cidadão Brasileiro, ela fazia minha filha. Já temos muita intimidade uma com a outra e ela é muito talentosa, mas aqui ela está começando, é uma participaçãozinha, a gente ainda não sabe como vai ser.”

Carreira

Existe alguma preocupação por você saber que é uma carreira complicada?

“A gente mora no Brasil, não podemos esquecer disso um único segundo. As pessoas glamourizam essa profissão como se a gente estivesse na Europa, nos Estados Unidos, ganhasse em dólar, tivesse trailer, mas não é nada disso. A gente é brasileiro, continua sendo governado pelas mesmas pessoas. Sim, é uma profissão que a gente ganha melhor, óbvio que eu não estou falando do salário do brasileiro médio, porém o país é o mesmo, o cenário social é o mesmo.”!

Como é que você está se cuidando?

“Eu perdi oito quilos dos ensaios para cá. Eu vim trabalhar e tinha saído de uma cirurgia de hérnia, eu estava toda errada. Mas enfim, o personagem é a vida da gente, a gente sabe que é assim a televisão tem o seu padrão. Não dá para cometer excessos, porque é a linguagem deles e a gente vai se achando.”

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