Pally Siqueira fala sobre sua personagem em Malhação: Vidas Brasileiras: “Eu me identifico com ela em vários fatores”

Publicado há 2 anos
Por Henrique Carlos
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Pally Siqueira dá vida à Amanda em Malhação: Vidas Brasileiras. Uma das protagonistas da história, e figura central desta quinzena, a jovem pernambucana é namorada de Kavaco (Gabriel Contente). E passa pelo drama de sofrer de uma doença que paralisa seus músculos.

Na novela, Amanda se mudaria com seus pais, mas foi convencida pelo namorado a morar com ele e com sua avó, vivida pela atriz Aracy Balabanian. Em conversa com o Observatório da Televisão, Pally falou sobre a responsabilidade para com a personagem, e contou que se identifica com a mesma em vários aspectos. Confira:

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O que mudou para você depois da estreia da novela?

Mudou que a responsabilidade aumentou muito, agora eu já me acostumei total com o ritmo das gravações, porque é uma coisa nova para mim, uma produção que tem tanta carga horária, mas eu estou adorando.

E a parte da visibilidade, se tornar conhecido e as pessoas te reconhecerem?

Isso acontece, não é sempre, mas acontece. Às vezes eu vou pegar um metrô e as pessoas olham e falam que sou da Malhação, a gente meio que perde a identidade, fica meio que conhecido pelo personagem, mas eu gosto muito.

A Amanda é uma personagem que tem uma história forte, certo?

A história da Amanda tem o foco no casal, que é ela e o Kavaco, a história de amor desses dois adolescentes que superam tudo e fazem de tudo para vencer os obstáculos. Uma história de amor, desse amor genuíno, o primeiro amor.

Pally Siqueira comenta saúde de Amanda

Tem ainda o problema de saúde dela, não é?

Isso, a Amanda tem uma doença e isso vai gerar alguns desentendimentos com a avó do Kavaco, isso vai ser abordado também, essas limitações por conta da doença que ela vai ter. Eu acho que o principal foco da história é esse, sabe? Superação. Superar barreiras, superar limites, mesmo quando tudo está contra, a gente ser a favor, sempre buscar essa batalha, essa luta para superar tudo. O foco nesse primeiro momento não é a doença em si, agora o foco é mostrar essa história de amor deles, do casal “Kamanda”, mas em algum momento os sintomas começam a ser bem visíveis, dessas limitações físicas. É um tipo de esclerose, a esclerose lateral amiotrófica.

Você chegou a conversar com alguém que também é portador dessa doença?

Sim, eu tenho recebido várias mensagens de muita gente, mas antes no início do processo, eu busquei uma mulher que se chama Paula e ela tem sido a minha fonte de pesquisa, de inspiração e nós mantemos muito contato. Quando eu soube que a Amanda teria uma doença degenerativa, eu comecei a buscar vídeos na internet e em um deles a Paula estava lá, um vídeo do programa Bem Estar, que falava sobre a história dela, muito jovem com a doença. Encontrei ela e falei com ela sobre tudo, sobre fazer uma personagem que falaria desse tema.

Identificação com a personagem

A Amanda é uma menina que é amiga de todo mundo, ela não é uma vilã. Você se identifica com ela?

Eu me identifico com ela em vários fatores. Por ela ser do sertão, e eu estar podendo manter meu sotaque, é maravilhoso. Me identifico com essa parte das amizades, pelo lado político dela também. Não sei se a galera percebe, mas ela é uma menina bem ativista, bem politizada, eu acho que nós temos bastante coisas em comum.

Você está morando no Rio por causa da Malhação ou você já morava antes?

Eu vim para o Rio em 2015, eu fiz uma novela antes de Malhação, a Totalmente Demais.

Você tem uma veia muito artística, você desenha, você toca instrumento, você atua. O que você não faz?

Tem um monte de coisas que eu quero muito aprender a fazer, por exemplo eu não toco violão que é o básico.

Você também é cineasta e inclusive concorreu a um prêmio no ano passado, não é?

Sim, fiz um documentário, um curta e agora estou editando um longa, a versão longa. Eu ainda não tenho data, nem previsão para a estreia dele, mas eu espero que em breve, porque demora muito.

Você já passou por algum preconceito por ser baixinha ou nordestina?

Preconceito em si, não. Eu sempre levo muito na esportiva. Eu lembro que quando criança as pessoas me chamavam de capitã tampinha. Eu achava bonitinho porque diziam que eu era um mulherão que estava aqui dentro.

Amizade com o elenco

Vocês do elenco se encontram fora daqui? Como funciona?

Sim, somos um elenco muito amigo, muito especial. A maioria já era amigo fora daqui, é incrível essa relação que a gente tem. A gente sempre vai para a casa dos amigos fazer um som e é muito gostoso sempre, a relação não é só aqui dentro, é lá fora também e na vida.

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano

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