“O Dancing me basta”, conta Xuxa sobre a possibilidade de ter outro programa

Publicado em 23/06/2017

Xuxa fez participação especial na noite deste quinta-feira (22) na final da segunda temporada do Power Couple, na Record TV. Ao lado de seu namorado, Junno Andrade, a loira falou sobre seu relacionamento com o ator e deu dicas e detalhes através sobre sua vida em transmissão no Youtube. Em conversa com nossa reportagem,  a apresentadora falou sobre o Dancing Brasil e sua expectativas para a segunda temporada:

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Como foi participar da final do Power Couple?

Eu adorei. Eu que me convidei para vir (risos).

Sobre a próxima temporada do Dancing Brasil que estreia em Julho, o formato é o mesmo? Serão os mesmos dançarinos?

O formato é o mesmo mas os doze dançarinos vão mudar. Vocês vão conhecer todos os detalhes na segunda-feira.

E o que você achou dessa primeira temporada?

Eu estou adorando. Foi uma novidade na minha vida. Eu nunca tinha feito alguma coisa desse gênero, tão grandioso.

Você acha que essa foi a sua grande guinada na Record?

É. Olha, eu acho que é a guinada da minha vida porque eu tenho aprendido tanto, tanto. Eu nunca usei ponto, eu nunca tinha feito ao vivo. Eu comecei a fazer ao vivo no Xuxa Meneghel e depois eu parei. Na Globo em quase 30 anos eu só fiz ao vivo umas 3 vezes, no máximo 4. E agora eu tenho que fazer ao vivo mesmo, sabe? Aqui não tem como errar e pedir para fazer de novo. Eu estou aprendendo demais, demais, demais. Diariamente eu tenho aprendido e a minha equipe está afiadíssima. Eu fico na mão deles e eles vão me guiando. Eu tenho um diretor realmente que me guia. É tudo muito bom, tudo muito perfeito. Todo mundo falava que a primeira temporada ia ser mais ou menos e eu digo que foi muito boa. Agora dizem que a segunda temporada vai ser melhor e a terceira melhor ainda. Eu não sei onde isso vai parar. Eu fico tentando imaginar: ‘Será que os próximos convidados vão ser melhores que esses?’. E vão. Eu já vi a lista e sei que vão ser.

O Dancing te basta neste momento ou você pensa em fazer outro tipo de programa na Record?

Não, o Dancing me basta. Mas se a Record tiver alguma outra coisa para me oferecer, é claro que eu vou estudar.

Você já pensou em oferecer algo para a Record?

Eu gosto de criança, todo mundo sabe, né? Mas não tenho como oferecer porque todo mundo sabe que não tem espaço em qualquer lugar do mundo para criança na televisão. Infelizmente. Mas eu amo criança.

Você acha que esse programa dá o friozinho na barriga que faltava na sua carreira?

Eu acho. Acho que era aquilo que faltava depois de 33 anos de carreira, olhar e pensar: ‘Isso eu não sei fazer’. Se você parar para pensar, eu já fiz quase tudo na minha vida. Quase tudo eu já tinha feito. E agora teve a novidade do formato, um reality e ao vivo.

Fazer uma segunda temporada tão perto da primeira não é perigoso?

Não. A gente vai aprender mais ainda. Está tudo muito afiado, não vai dar tempo de a gente esfriar, entendeu? Dá tempo de a gente dar uma respirada para preparar o que está vindo de cenário, de roupa, dar uma arrumada no que mais ou menos estava frouxo, dar uma apertadinha. Esse negócio de colocar uma temporada muito longe da outra, eu acho ruim. Eu acho que a primeira e a segunda temporadas juntas, é legal. Talvez, a terceira não. A quarta também, pode deixar mais para lá.

E existe uma liberdade, né? Você está muito solta.

Existe, sim. Normalmente, os apresentadores só apresentam. Mas eu apresentei, eu dancei, que é uma coisa que eles normalmente não fazem. Eu me meto, que é uma coisa que eles não fazem. E eu dou minha opinião. Eu falo mesmo que eu não vi o que eles (jurados) estão vendo. Tá bom, eu não entendo nada de dança, eu estou aprendendo. Mas tudo o que eu estou fazendo ali, eles perguntam: ‘Você está feliz?’ E eu acho que é isso que vale. Eu estou muito feliz.

É bacana a sua humildade de dizer que o ao vivo dá um calafrio…

Claro que dá, para qualquer pessoa. Eu fiz muito pouco ao vivo e o gostoso do ao vivo é que você tem que saber o que você vai fazer antes, não dá para resolver as coisas na hora. Antes as pessoas me perguntavam muito o que era para fazer na hora. Era muito bom. Mas agora eu tenho que me preparar antes e isso me deixa mais confiante. Antes eu não tinha essa confiança.

*Entrevista realizada pelo jornalista André Romano.